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Frases dos usuários do KD Frases


Newton Jayme
VENTOS E VELAS

O amor é vento —
não nasce das mãos humanas,
nem obedece aos mapas que traçamos
sobre mesas iluminadas por lamparinas tardias.

Ele sopra sobre campos vastos,
onde o trigo se curva como se rezasse,
e atravessa cidades onde janelas fechadas
escondem corações que fingem não esperar.

Há quem o negue,
como se negar o vento impedisse a tempestade.
Há quem o tema,
como se amar fosse lançar-se
a um mar sem margens.

Mas o amor não pede licença.
Ele toca primeiro o silêncio —
esse lugar profundo onde guardamos
nossas verdades mais nuas.

E então compreendemos:
não se trata de invocá-lo,
mas de estar desperto quando ele vier.

Porque o vento pode passar
por um barco ancorado para sempre no medo.
Pode inflar velas esquecidas,
ou encontrar mastros partidos pela descrença.

É preciso ajustar as velas.

Não as velas da vaidade,
que rasgam ao primeiro vendaval,
mas as velas tecidas com paciência,
com perdão,
com a humilde coragem de quem aceita
que amar é também sofrer
e ainda assim permanecer.

O instante exato não é anunciado por sinos.
Ele chega como chegam as estações:
imperceptível no começo,
inevitável quando já mudou a paisagem.

E se estivermos atentos —
se tivermos aprendido com as perdas,
se tivermos reconciliado nossas sombras —
o vento encontrará em nós direção.

Então o barco parte.

Não porque domina o mar,
mas porque aceita sua vastidão.
Não porque sabe o destino,
mas porque confia na travessia.

E nesse movimento —
entre o sopro que vem do invisível
e as mãos que ajustam as cordas —
o amor deixa de ser acaso

e torna-se escolha.

Maria Luz
Porque sentimos saudades da infância? ... Se eu pudesse voltava lá!... A minha infância foi espectacular... Mágica...
Sinto saudades do cheirinho de café sendo coado na cozinha da Casa do Adro, do pão de centeio torrado na lareira grande com manteiga, dos dias que passava na casa da minha avó paterna, indo com ela para todo o lado, para o campo, pinhal, para a Ribeira lavar roupa e comer pêssegos da árvore regada pela ribeira, de lavar os pés na mesma ribeira sentada numa fraga e da comida que a minha avó fazia nos potes pretos na lareira que tão bem me sabia... Minha terra natal, aldeia das brincadeiras na rua de terra batida, no adro da Igreja com as minhas amigas ...
Saudades das partidas nos fins de tarde, dos pés no chão todos sujos e dos banhos de chuva na rua de paralelos ou terra batida, bem bom... Dançando ao sabor de cada gota de chuva fria que me encharcava o corpo
Fico com o peito apertado só de me lembrar de subir aos troncos das árvores das quintas ali perto e ficar horas saboreando as frutas que tiráva direto do tronco com a água da ribeira correndo debaixo dos meus pés...
Saudades da escola, dos 'recreios', das merendas deliciosas, pão de centeio com manteiga ou compota de amoras apanhadas por nós e feita pela minha prima...
Saudades de comer com o prato na mão sentada na soleira da porta de casa... SAUDADES...
Saudades de ficar sentada á janela a olhar a chuva pela janela, pedindo a Jesus para que ela acabasse logo para que pudesse correr de novo para a rua e saltar as valetas onde a água corria abundantemente...
Quando somos pequenos não temos noção do quanto é lindo ser criança...è por isso que de vez em quando fecho os meus olhos e viajo trazendo à memória aqueles dias MARAVILHOSOS... MEMÓRIAS de um tempo e idade maravilhosos...
Ai, como eu fui tão feliz com a graça de Deus...