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Bernardino Bernardo
Coleção de Frases e Pensamentos de
Bernardino Bernardo
113 frases
“
ANTES QUE ME VÁ, PARA NUNCA MAIS VOLTAR.
Não sei para onde o vento vai, mas eu só quero ir junto com ele.
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais.
Navegar no alto mar sem olhar para trás.
Levar as minhas raízes e plantá-las noutro lugar, talvez na beira do mar.
Ver as raízes de novas flores no olhar.
Fechar os olhos e deixar as águas me levarem.
Para mais longe, para nunca mais voltar.
Sumir para um planeta que só Deus conhece o nome.
Sorrir infinitamente, sem ter que me preocupar com o tédio.
Andar nas profundezas do oceano sem fim.
Beijar a terra e fazê-la sorrir!
Banhar-me nas fragrâncias rosas de um complexo jardim.
E deixar a felicidade fluir dentro de mim,
como as águas que escorrem nas pedras de zimbro no oásis.
Vou esquecer tudo pouco a pouco.
Vou apagar as velhas lembranças.
Enquanto vejo o meu reflexo sobre as águas, sinto que há uma esperança.
O coração chora granizos, e os olhos, lágrimas.
E o barco flutua sobre as águas.
Sinto a voz de Deus trovejar no mar na noite silenciosa.
As ondas noturnas balançando o barco da direita para a esquerda, suavemente, sem pressa.
As estrelas cantam um hino de ninar no espaço.
E os anjos tocam a flauta, as andorinhas o tamborim, e as borboletas dançam e pousam no barco enquanto eu durmo nos teus braços.
E a lua me olha do alto.
As nuvens negras me cobrem,
enquanto o vento sopra nas minhas costas.
Vejo as baleias nos meus olhos,
sereias nos meus sonhos.
E o barco continua flutuando para um destino desconhecido.
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais.
Mas antes que eu me vá, quero que saibas a verdade: amei-te ontem, amo-te hoje, e amar-te-ei para sempre.
”
―
Bernardino Bernardo
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“
SINTO TÉDIO DA VIDA
Pobre de mim!
Um menino com a inocência roubada.
Num mundo sem sombra e luz,
com ânsia nos olhos de dar parto às lágrimas,
quando se lembra da cruz.
Sempre que proclamo a paz, o assolador me sobrevém.
A vida me passou com a grossura do seu laço.
Tirou-me o amor que eu tinha pelos meus olhos.
Sempre que o ar sopra no meu defronte, a agonia também passa,
como a tempestade de ventos medonhos.
Me sinto um cavalo fatigado,
uma mula sedenta,
sem água e descanso,
com a grossura nos lábios,
precisando me banhar nas águas cristalinas do outro lado.
Sinto tédio da vida como uma mulher grávida, prestes a dar à luz,
que não ouve os seus gritos, mas sente a dor.
Deseja a morte com todo prazer em pavor.
Coloquei injúndia nas ilhargas; por isso o pecado me tornou pecador.
Terra escuríssima, cercada de trevas.
A escuridão vem como a morte,
quando os lobos cercam a serva.
A alma se desespera, precisando das águas bem longe.
O suspiro toma conta da alma, e o coração já não ama.
E a morte chama o homem para dormir na lama.
A vaidade dormiu, e o orgulho foi enterrado.
E a vida se foi.
”
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O PERDÃO (O cego e o surdo)
Diz a lenda: Dois amigos destinados a viverem juntos.
Um companheirismo inseparável num mundo coberto de mentiras e verdades.
O surdo mente e manobra nas costas do cego,
induzindo-o para as ruas lamacentas,
manchando todas as suas roupas.
E o cego sente-se humilhado.
Sem nada a dizer, chora como quem nunca chorou.
O surdo vê as lágrimas banharem o rosto do seu companheiro.
Sente-se mal pelo ato que fez!
Com o rosto inclinado ao chão,
pede desculpas com uma voz tristonha.
E o cego, mesmo não vendo a cara tristonha do amigo,
sente pela voz que ele está arrependido e o perdoa.
Ambos continuaram a jornada felizes,
tocando nas costas um do outro,
e chegaram numa vila cercada de gentes civilizada,
onde o linguajar era tão elogiável.
E o cego ouvia e conhecia a língua,
interagia com todos em sua volta,
conversando, rindo, deixando o seu amigo solitário,
descartando-o sem perceber.
E o surdo saiu dali sem se despedir, humilhado, desprezado,
vai-se como um vento úmido
e assenta nas bancadas da praça,
com o rosto inclinado em terra.
E o cego apercebe-se da dor que causou no amigo.
Sai correndo, sem guia, sem noção do lugar que pisa,
esbarrando pessoas e sendo insultado, caluniado e empurrado ao chão.
O surdo vê a agitação, sai correndo para ver o que se passa.
Vê o amigo caído no chão, tateando o chão.
Ele o levanta e fala, suspirando:
— O que aconteceu?
E o cego fala chorando e diz:
— Eu senti a tua ausência. Eu sei que você tem raiva de mim.
Por isso eu saí correndo, tentei seguir o teu cheiro, mas não te localizei.
Eu apenas queria pedir perdão. Você me perdoa?
E o surdo, mesmo não ouvindo as palavras, mas pelas lágrimas e o gesto,
sem nada a dizer, abraça o amigo e diz:
— Eu te perdoo.
(Quem sabe entende, e quem entende sabe.)
”
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ERROS
Um inverso prazer
Deixado no soneto poético.
Longe e mais longe do viver.
É a vida do negro desejo:
muito mais fascinante,
menos vital, assim que revejo.
Vejo apenas erros.
Erros conscientes,
erros inconscientes —
é tudo erro.
Mentais ou práticos, são erros.
Reconhecíveis ou irreconhecíveis, também são erros.
Erros perversos, entrelaçados com linha excêntrica.
Escorrem na mente, passam pelos lábios, e a boca se expressa.
Se for para julgar, que julguem com sentença.
Se for para condenar, condenem sem pressa.
A justiça é falha quando o pecado tomou conta dos seres humanos.
Falha no meio dos falhos: óbvio que o resultado é falho.
”
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JOELHOLOGIA
Noite nublada.
Ouve-se um lamento no quarto
de um mancebo desesperado.
Enquanto a chuva cai do céu para a terra,
as palavras saem da terra para o alto.
Com o rosto molhado e joelhos dobrados,
indo o mais fundo para afogar os pecados,
mais fundo para enterrar o passado.
Na caverna de zimbro,
é de um minuto que preciso —
um tempinho necessito.
Verter, tornar o dia nítido.
Funestante? Nada disso.
Sinto, ouço o que digo.
Joelhos cicatrizados nunca foram vistos.
Nada de teologia,
nem doxologia na luz do dia.
Gritos vazios nos tímpanos esvazia.
É um dia que passa com analogia.
Muito insano!
Não preciso de doxologia supérflua,
muito menos teologia,
mas sim de joelhologia.
Na noite escura e na luz do dia.
Que as lágrimas contem a história vivida,
e o silêncio anuncie as boas-vindas.
Os dias tristonhos trazem uma profunda agonia.
Sentindo as lágrimas curvarem no rosto,
transpirando todo o corpo —
para que o sossego entre na alma,
e a brandura traga a calma.
Sem pressa, deslizando do mesmo jeito como as lágrimas.
”
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AQUILO QUE A GENTE...
Aquilo que a gente pensa sem querer pensar é ansiedade.
Aquilo que a gente lembra sem querer lembrar é saudade.
Aquilo que a gente quer sem querer é vaidade.
Aquilo que a gente vê sem necessidade de ver é curiosidade.
Aquilo que a gente fala sem pensar ao falar é tolidade.
Quem sabe entende, e quem entende sabe.
Aquilo que a gente come sem querer comer é necessidade.
Aquilo que a gente faz fazendo com segundas intenções é falsidade.
Aquilo que a gente ama sem ser amado é caridade.
Aquilo que a gente bendiz sem maldizer é irmandade.
Tudo isso invade os nossos corações como ondas insondáveis.
Aquilo que a gente é leal a eles e eles não, é veracidade.
Aqueles que são os primeiros serão os últimos se faltar sagacidade.
Aqueles que são os últimos, logo, logo, serão os primeiros de verdade.
Essa é a essência da vida: levar os pequenos e os tornar grandes
”
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O DUELO NOTURNO, A GENTE SE ACOSTUMA.
Porque às vezes dura quase a noite inteira.
Eu apago as luzes,
Fico no escuro,
Fecho os meus olhos num silencioso paraíso.
Fico deitado, escutando o barulho das bestas noturnas.
E o medo quase aparece.
Com raiva inteira do abismo para lutar com a minha paz.
Aí já não durmo.
Porque às vezes a paz vence o medo, mas a maioria das vezes é o medo que vence a paz.
E sinto minha cabeça balançando como um barco no alto-mar.
Encosto na parede e converso com ela por cinco segundos.
Sofro de insônia noturna.
O sonâmbulo aparece entre as quatro paredes do quarto.
Eu fico assustado como um menino no inverno sombrio.
Noites desassossegantes.
Luto com espíritos que nem sei de onde vieram.
Mas sei o que eles querem.
Eu não vou lhes dar; se for pra lutar toda noite, não faz caso nenhum: a gente luta e se acostuma.
O medo já foi e a paz também.
Agora só temos a guerra e a espada.
Assim como dizem: "Quem vive pela espada, morre pela espada."
Que a morte me encontre no meio da batalha.
”
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CONTROVERSOS DA VIDA II
Uma incógnita que só a vida desvela.
Imploro pela sombra, aparece a luz.
Desejo a luz, a sombra me cerca.
O tempo é irônico.
Há momentos em que fico tão triste!
E me esqueço da felicidade,
mas também há momentos em que fico tão feliz!
Que me fazem esquecer da velha tristeza.
Quem vive pelo amor feliz é,
porque o ódio consome a alma até a morte.
O inferno transformou-se em um jardim divertido,
e o jardim tornou-se em um inferno antiquerido.
Perdido no meio da ignorância dos seres vivos.
O joio vive na beira do trigo, tornando tudo escuro.
A lua nasce durante o dia,
e o sol brilha na noite angustiante que não durmo.
Às vezes me canso de mim mesmo.
Me odeio, não me acho, não me procuro.
E nem quero me encontrar,
apenas quero me sentir perdido na minha própria imaginação!
Grito muito alto, choro bem baixo,
num mundo que só eu vivo.
Ninguém está lá para me ouvir nem para me sentir.
Apenas eu e Deus.
Que o dia se torne noite,
e a noite continue sempre noite.
Sem luz, sem candeeiros, sem velas,
mas com uma escuridão densa sobre os meus olhos,
e um silêncio meigo sobre os meus ouvidos.
Que as lágrimas me achem sem olhos,
e a dor me ache sem a vida.
Porque o morto não sente dor,
e quem chora sem olhos é menos lamentável,
pois ele não vê as suas lágrimas,
apenas as sente escorrendo pelo rosto.
A vida me perdeu, e eu a perdi.
Ah… Estou farto de tudo, menos de Deus e de mim!
”
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TOLA OBSESSÃO
Palavras insanas com desejos melancólicos,
Ganga impura na língua sagaz.
Boca mentirosa, lábios venenosos,
Coração fastio de enganos e sedução.
Trajes inocentes para quem vem com olhos exteriores;
O interior é apenas um mar negro com cadáveres de murmúrio.
Sorriso dourado carregando mil segredos no coração,
Olhos que não olham somente o defronte,
Ouvidos instalados na boca daqueles que falam ao redor dela.
Mística ao pensar e tola ao agir,
Sensível como a flor, mas sem valor como a dor.
Obcecada pelo sol da tarde que brilha somente na Irlanda,
Carregada com palavras irônicas nas próprias lágrimas,
Convencendo o coração do sol a não brilhar
Com metáforas perdidas com vendaval no ar.
Quem poderá sumi-la?
O orgulho domina imensamente o teu coração.
Palavras torpes jazem na tua boca, sem noção.
O teu agir dá insegurança na solidão;
Viajas no fundo do ódio com a velha ambição,
Longe de compaixão e do perdão,
Mas querendo se revestir da tola obsessão.
”
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FIRMEZA
Tentar recuperar os momentos perdidos é desperdício de tempo.
Desejar regressar ao passado é ofender os momentos. Sigo e enfrento: as dores são cicatrizes, e o amanhã virá com um presente inesquecível.
Enquanto vivermos debaixo do sol, o presente sempre se tornará o passado, e o futuro será o presente.
A vida é um jogo.
A maior motivação são as quedas. Pena que nós não sabemos disso, por isso a fraqueza nos queima.
O pessimismo aumenta a tristeza sem motivos.
Atrás do ódio esquecido no mundo antigo,
Corro até ao fim da estrada em busca de um esconderijo.
A luta, o cansaço, a dor, o dissabor, está tudo muito rijo.
Mas nada disso pode me parar de ir atrás dos meus objetivos.
O desânimo soprou nos meus ouvidos
Com um sopro funesto para tirar-me os sentidos.
Na selva do velho fracasso, como um antigo vizinho,
Lutei nas garras da morte como um homem, não como menino.
Relembrando a vitória, vejo um novo brilho.
Medo é vento que sopra e vai nos seus caminhos.
Não preciso da covardia como companheiro; se for assim, prefiro trilhar sozinho.
Nada de tristeza,
Porque o desespero elimina a realeza.
Viver daquilo que os outros pensam? É comer a mesa, não a carne dentro da bandeja.
A mente pensa e repensa nas beneficências que o coração deseja.
Mas nada vem de bonança, requer-se uma lábula. Por isso… que haja firmeza!
”
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PARAR DE SONHAR...?
Como?!
Como parar de sonhar?
Sonhar é viver esperançosamente no belo do amanhã.
Se o sol brilha na aurora, ainda há esperança e sonhos para sonhar.
Sorrir no mundo vindouro, o dia vem devagar, renascendo flores de glória no novo olhar.
Dizer adeus a toda dor do presente, cujo cansaço foi demais.
Descansar nas benevolências do meu Deus, e nada mais.
Cheirando o ar do novo dia,
Sentindo o odor da chuva nas minhas narinas,
Molhando os campos secos nas campinas,
No frescor das árvores ambiciosas das plantas daninhas.
Não cabia a chuva do dia, porque é nos meus pensamentos onde ela morria.
Busquei a sagacidade e não a sabedoria.
Agora tenho um passado pobre, não esquecido.
Se for na mesma estrada, o presente não será vivido, mas sim perdido,
E, no final de tudo, terei um futuro desconhecido.
Por isso...?
Deixa-me sonhar o quanto eu puder,
Não tenho nada a perder.
Foi Ele quem me olhou no fundo do buraco negro.
Não tinha nada por perto, nem sequer esperança no peito.
Era falho, com tantos erros,
Mergulhado no mundo funesto, em duelo.
Agora sou a flor daquele que me ouviu
No choro silencioso, quando o meu coração partiu.
Sonho sempre neste mundo refulgente,
Na abundância de alegria no olhar de tanta gente,
Feliz para sempre, no jardim do amor, eternamente.
Sinto o arrepio na pele só de saber que o ar sairá da boca d'Ele.
Descansarei no calafrio de lágrimas, com o pedido que Ele nos vele.
É tudo que preciso.
Além de todo mal,
Além da dor, da tristeza,
De tudo que é temporal,
Acima das nuvens e das estrelas,
Existe um lindo lar!
”
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O AMOR RASGADO!
Foste tu, não eu,
quem rasgou o nosso amor em pedaços,
mergulhou a nossa história na lama do passado,
espalhou ao vento todas as cartas escritas e lidas com os nossos lábios.
E agora imploras que eu ande sobre o vento
em busca dos papéis rasgados?
Pra quê?
Deixa o vento levar para mais longe de ti e de mim!
E se não bastasse,
vês-me com tanta fluidez nas palavras enganosas,
à procura do amor perdido há séculos,
persistindo em ouvir a voz da sombra
no fundo das miragens sem nexo.
O amor, no eco, torna a paixão zelosa,
e a esperança renasce no jardim de um casamento,
com uma noiva que se torna esposa.
Mas olha onde paramos? Num destino violento.
Por isso, limpa as tuas lágrimas, porque elas me ferem!
A tua voz me faz recordar momentos transparentes
e perdidos na minha história,
mas não esquecidos na minha memória.
Foste a rosa desfolhada pela tua arrogância,
viajaste nas nuvens negras sem um sorriso de despedida,
foste como o vento.
Nem pensaste em mim nos braços da traição,
porque o teu ato expôs a maldade do teu coração.
Os teus olhos furtaram a malícia nos caminhos da perdição,
os teus lábios destilavam palavras afáveis na nossa relação.
Mas tu não sabias... que eu via o engano
no sorriso que encarnava o teu coração.
Porém...
apaga as luzes,
acende as velas,
fecha os olhos,
e ouve-me: eu perdoo-te,
mas não há volta entre nós dois.
Dorme um pouco,
deixa o amanhã chegar.
Verás um novo amanhecer,
e terás um novo sonho para sonhar.
”
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Turismo na Solidão
Viajando na selva da Amazônia para enxergar as pedras da ilha perdida,
remando no meio do mar ao navegar para as águas esquecidas.
Na noite silenciosa, com a lua atrás das nuvens negras cobrindo a vida,
a solidão beija minha alma, derramando colírio nos meus olhos.
Afundando debaixo das lágrimas no solo mui barroso,
sobressaindo no meio da selva que me pareceu maravilhoso!
Mas foi apenas um sonho.
Sonhei num mundo sem ter contribuído nele.
Viajei até a Irlanda em busca da irlandesa, mas não cheguei até lá,
porque senti o arrepio na pele.
Não deixei o meu sorriso nem a carta, e o amor voltei juntamente com ele.
Voltei pelas florestas da Bélgica com o cavalo de turismo,
com a sétima estrela na alma e quatro letras no meu sorriso.
O poente me achou no meio da floresta,
com andorinhas, borboletas voando sobre as árvores verdejantes, fugindo das bestas.
Oásis cercado com pedras de zimbro.
Eu, no topo do penhasco, contemplando tudo isso sozinho,
uma beleza perdida e cuidada pela natureza desde o princípio.
O vento soprando, balançando as árvores,
águias voando contra o vento, sentindo o odor da chuva que vem.
Eu, olhando no penhasco, sem ninguém.
Estendo-me sobre o vento que sopra,
banho o corpo nas águas idosas,
grito como um leão no seu brando e assusto as raposas.
O ar sopra, sopra e me deixa ninado,
como o homem acalma a sua esposa.
Quero ficar e sentir esse frescor só mais um pouco,
sentir-me perdido nessa floresta bela, brando,
e ouvir sempre o que ouço:
gritos de pássaros, águias e poços borbulhantes,
bebendo só mais um copo.
Só mais um pouco!
Sinto fluir dentro de mim essa paixão sólida como o chão.
Mas que triste! Em saber que foi apenas um turismo na solidão.
”
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Se Eu Pudesse Voltar no Tempo
Se eu apenas pudesse, Entre o céu azul e o sol em chamas,obviamente gritaria abrangentemente para os ouvidos do universo. Me deixar flutuar acima das nuvens,da lua, de todos os astros celestes, E me deixa ajuelhar, Para pedir o riquíssimo,íntimo perdão pelos meus pecados, Pelos erros cometidos no futuro,no presente e no velho passado. Mas o tempo se foi e não nos diz nada.
Perdi tanto tempo me envolvendo no tempo que a vida me deu. Perdi o carinho, Perdi a paz, Perdi o amor em desejos alheios e absurdos fora do véu. Perdi o sorriso que Deus me ofereceu. Perdi os bons momentos debaixo da lama da vida,onde o velho tempo morreu. Senti o vazio da alma. Ouvi o choro dela,palavra por palavra. O medo me abraça com velhas lembranças, E o espírito desfalece na inquietação da alma sem bonança. Por isso o poente se foi... A aurora nasceu sem a luz, E o meio-dia se tornou minguante e assustador,com a luz que não nos conduz.
Apenas queria ser feliz. Queria ter paz. Queria viver com os meus deleites,desejos, prazeres que me satisfazem, mas não fui capaz de enfrentar as decepções que a vida traz. Era infeliz, E perdido dentro de mim.
Perdido na selva da vida, Com a alma mais negra, sangrenta e abatida. Se eu pudesse voltar no tempo! Faria questão de abraçar os desesperados,envolvendo-os em meus braços, E lhes diria que a vida é a sombra do passado. O tempo vivido é uma flecha no arco para atingir o alvo, Porque o tempo se foi, O dia escureceu, E a noite chegou com o silêncio da escuridão e passos. Passos que te acompanham até o sono da morte no quarto.
E despertas nas regiões funestas, negras, De seres malévolos, estampadas de uma profunda tristeza. O tempo vai e não volta nunca mais. Não despede, não abraça, nem beija. Apenas se vai como o barco que flutua no mar sobre as ondas. Desejo voltar no tempo e corrigir os desejos. Preciso voltar, e quero voltar.
”
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Alma Perdida!
Ah, pobre alma!
Perdida nas ruas cruas,
Vivendo e ardendo em chama,
Sem roupas,totalmente nua.
Com lágrimas e pranto, a voz clama, Chamando o descanso na lua,
O amor na lama que ama.
Vagando nas trevas infinitas
Em busca de alguém.
Surda,muda, vazia, sem vida,
Nas desilusões funestas que lê.
Alma enfadonha e abatida,
Com sensações de que vê
O vento da morte na despedida.
Constrangida nas veias do olfato,
Alma morta na estrada da ilusão,
Revestida de mitos plágios
Na maldita decisão
Que repele o tato.
Com palavras despede a multidão;
Os olhos choram o perdão passado.
Passado com inquietações,
Um dia vivido e nada mais,
Com ceticismo dentro das razões, Eliminando a bendita paz.
Com negras visões,
Não satisfaz, e tanto faz
Sentimentos insensatos das perdições.
”
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Diz-me
Diz-me: podes enxugar essas lágrimas que escorrem sobre o meu rosto?
E dizer que vai ficar tudo bem, que vai passar?
Podes deixar-me chorar nos teus braços o quanto quiser, sem que digas algo?
Apenas abraçar-me e ficar em silêncio?
Diz-me: tu podes?!
Diz-me... que estou errado, que sou inútil, imprestável, miserável.
Zanga o quanto quiseres, grita o que puderes, mas, por favor, faz tudo em silêncio.
Foi essa louca paixão que me levou ao teu encontro.
Briga com ela, que me tirou a paz, o sossego, a bonança — morde-a ou enforca-a, tanto faz.
Minguante, eu estava no poente a escurecer,
entrando no buraco negro da vida,
nas planícies do deserto à procura de ti.
Diz-me: como eu era diante de ti, no momento em que me enxergavas?
Se me vias como o mar raivoso, ou como o vento que sopra as árvores da Amazónia?
Diz-me algo!
Posso escrever versos nostálgicos para a tua alma nesta tarde chuvosa?
Contudo, como as neves da Bélgica que espreitam a Irlanda,
com adufe nos lábios para encantar as palavras escritas na carta,
encontrei-te no verão sem calor — quem me dera que fosse na primavera, com árvores verdejantes.
Haveria delícia no banquete das palavras.
Uff!! Que triste paixão!
Diz-me a verdade...Será que sentes o mesmo?!
”
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Um dia tu saberás que... que te amei.
Saberás que eras a flor desejada no jardim do meu amor, rosa entre espinhos e abrolhos, perante os meus olhos suspeitosos.
Atraíste o meu sentimento crítico com o teu jeito de ser, maleável. Espero que te tenha no meu barco, para navegarmos juntos neste oceano da vida. Contigo, posso e estou disposto a perder-me nesta vasta ilha.
O teu riso,
o teu olhar,
o teu rosto,
fazem-me vislumbrar um futuro esperançoso.
Um dia, apenas um dia, tu saberás que estavas sempre na tela dos meus olhos.
Se é isso que se chama paixão, então estou apaixonado.
Noites excessivamente nítidas, com a saudade excêntrica de alguém cuja voz nunca ouvi.
Chuvas, levando-a juntamente com os meus sonhos para a caverna, planície no meu abrigo sem luz, escuro, silencioso para sempre.
Relembrando o passado curto vivido.
A tua ausência consome-me, como o som de gotas de chuva a pingar sobre o teto. Não, és tu... e mais ninguém.
Se não fores, apagarei todas as cartas escritas e lidas com ninguém.
Não saberás que eu tinha esta paranoia por ti.
Tão límpida, refulgente nas trevas da mágoa e da desesperança.
Um dia saberás que me fascinaste tanto, tanto, até me perder e não me reconhecer.
”
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Sábia Irlandeza
Sempre me pergunto... De onde vem essa vibração mágica no meu peito. Que me faz acordar de noite, muito de noite, no silêncio escuro.
Palpita o meu coração e não o vejo.
Ando sutilmente com passos frouxos em direção à janela. Vejo uma
(S'nhora)
a olhar-me sensivelmente, mais visível como a lua cheia.
Houve um tempo em que eu quis ser feliz com o amor impuro, Impuro amor, de sentimentos alheios e absurdos.
No túnel das miragens, com a ansiedade na alma de visitar o outro lado dos trilhos, Indo ao encontro da irlandeza, no jardim chamado
(H'olandesa),
sentada nas rosas do amor.
A verdade é esta: No início dos meus sentimentos e paixões, Percebi que o olhar foi muito intenso.
Os lábios se abriram devagar como a primeira letra do
(A'lfabeto).
Admito que tive medo,tive receio de pronunciar o nome Irlandeza.
Um país que já fui, na minha imaginação. Vi o sorriso que estava pendurado na janela do último andar do edifício.
As cortinas dos olhos, no abrir e fechar, eram tão suaves. Tanta polidez na pintura do prédio: Rosa, preta, azul acinzentado, com o cabelo penteado de frente.
Na ausência desse brilho, fico sem nexo.
É uma cidade com muitas luzes, que me trazem de volta à lenda do sol e da lua, no princípio.
Não me tirem o riso.
Tirem as letras, menos a
(N'atureza),
que encanta a minha alma desde o início. Tirem as mãos,os ouvidos e tudo que me rodeia, menos o riso da irlandeza nos meus olhos.
Alheio é o meu velejar na minha imaginação fútil.
Deixa-me chorar as tuas lágrimas, sorrir o teu sorriso, sofrer o teu sofrimento.
Deixa-me conhecer-te, minha
(A'Lua)
do entardecer, do poente.
Já estou quase a chegar; não passei do leste da Alemanha, passei no sul da Bélgica, Indo ao teu encontro, minha irlandeza.
”
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A LUA
A lua cheia, Astro da noite, Que dá vida à escuridão, Completa a quarta: minguante, Gibbosa, minguante e crescente à parte.
Me sinto astrólogo Só de falar sobre ti. Astrobolismo, Deixa-me entrar em ti. Como um astronauta, Para contemplar o teu sorriso.
Acrobático ao decolar, Flutuo no espaço sem pensar, Passo acima das nuvens até aoInterstellar Para descansar no luar! Sinto o calafrio no íntimo do satélite natural…! —Lua cheia,
—Nova,
—Minguante,
—Crescente… Que saudosa viagem sem viajar, Apenas pensar…
A mãe das constelações.
O telescópio dos profetas Observou as figurações.
Trilho no momento de animações, Com brilho na vida sem emoções!
Lua cinzenta… Que se esconde no Mistério da sua realeza.
—Negra,
—Preta,
Esquecida no pergaminho dos poetas.
Não entenda, esqueça… Ou escreva: Astro luminoso nas trevas.
Um pedaço da sabedoria de Deus, Com a lua cheia Brilhando nos céus.
É salubre para o universo Que Deus nos deu. Inteligível…
Elogiável…
Nas escrituras que o astrólogo leu.
”
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“
O SOL
O sol que nasce na aurora, No oriente, Em partida da sua viagem ao ocidente.
Esse mesmo sol… Que os seus raios beijam as nossas janelas, Despertando-nos para a vida na terra!
O sol… Que na escuridão da noite é almejável, Tem sua luz intensa da tarde indesejável, Rejeitável, e se torna odiável!
O sol… Mais brilhante na alma cansada. Luz nos olhos secos.
Deseja-se água gelada Para molhar a garganta.
Dizem que a água não tem sabor de nada, Mas o sol…nos faz sentir o sabor da água! Muitos choram por ti…!
Mas poucos gostam de ti.
Porque na presença do frio Sentem a tua ausência.
No inverno, O esquecido se torna o querido!
Mais ansiado e esperado.
Na primavera, que é preciso, Na abertura da cortina do verão, És recebido com sorrisos e alegria no coração!
Mas que triste...!
É saber que…os homens Se fatigam de ti facilmente.
Queria tanto ouvir os porquês?
Porque se for assim… Ficarei com a tese de que os homens São ingratos, vaidosos, ou não sabem o que querem de ti.
Diz-me algo…!? É impossível seres bom e mau ao mesmo tempo!
O sol…
O sol que se chama sol…é sol,
Que chama água durante a trilha no deserto.
Com o sol, a garganta quer água por perto, Para não morrer desesperado e solitário. Deserto sem oásis, terra sem Deus, vida sem Jesus… E a terra sem o sol Não se vive, não se respira, não se decifra a criação.
”
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Bernardino Bernardo
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Balbúrdia
Há coisas pelas quais, às vezes, não gosto de me justificar, Nem sequer de me explicar.
Cada um veja da forma que quiser ver, Mas o silêncio, para mim, neste exato momento, é preciso.
Não sou responsável pelo que as pessoas vão pensar a meu respeito, Sou responsável pelos meus motivos e objetivo do momento.
A demanda é maior, Abrir a boca para me explicar só piora a dor.
As minhas forças definharam para tudo, Sem vigor para abrir as vistas e contemplar o sol.
Sinto-me bem em viver no mundo dos mudos e surdos.
Se assim me sinto bem, deixa-me só por alguns minutos.
Quero carregar essa dor no silêncio infinito, Chegar ao mundo que nunca fui, onde a minha mente alcança o meu silencioso paraíso, Nos momentos tristes de ódio.
Não me pinte ignorantemente na sua imaginação.
Não me revista de peles negras na sua comemoração.
Decifra-me primeiro, talvez terás compaixão.
Um grande vazio está no meu coração.
Não me entenda mal, mas aqui o que preciso é a solidão!
Estou cansado.
Estou cansado.
Tento sorrir, mas estou farto.
Finjo, e nunca se torna passado.
Se o futuro é feliz, chegará quando?
”
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Bernardino Bernardo
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O PASSADO
O passado é uma lenda.
É um conto.
É uma incógnita Decifrada com fatos e atos do presente.
O passado é a capa do livro da vida do homem.
É uma carta escondida no tempo.
É um verso lido no futuro, No futuro nublado, coberto de nuvens negras, Onde ninguém vem e ninguém sabe.
Apenas vive, alegre, e se arrepende De ter vivido.
Há sítios de que me arrependo de ter ido, Palavras de que me arrependo de ter falado, Atos de que me arrependo de ter cometido.
Meu negro passado, Escuro como a minha pele escura.
Tão dramático e dilemático no livro da minha história.
Tento esquecer... Mas o passado nunca se esquece, porque está Guardado na memória.
Tento apagar... Porém...
As letras estão pregadas na penha da minha história.
Não posso apagar os erros do passado, Mas posso corrigi-los no presente com novos atos.
Sem escolha de viver o errado, Porque o certo me rodeia em todo lado.
Cometi tantos erros, mas agora já não os vejo, porque todos foram branqueados. Tornei-me inexpugnável no mundo das trevas, porque a Deus sou grato.
Nos passos ensanguentados, indo em direção à minha liberdade, isso é fato.
Foi Ele...
Ele mesmo... Que desfez o meu passado, Apagou os meus pecados antes de eu ter cometido um deles.
Libertado do fardo pesado nas costas da alma iludida com desejos mortais, Arrancado das terras infrutíferas de ambições anormais, E plantado no jardim eternal, Nas terras da benevolência onde a minha alma vai morar.
”
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Bernardino Bernardo
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DESESPERO
Perdido dentro de mim, com palavras desesperançosas.
Incauto, com desejos intensos que ressurgem em palavras vazias.
Deprimido na luz do dia que sai devagar em busca de solução no mar de mitos.
Vida indômita que se vive com lágrimas e feiura no rosto.
Indo devagar, com passos de esperança e fadiga no corpo.
Ah! Dias ruins que se vivem na sombra da árvore do conto, ou no quarto, com o rosto inclinado, molhando o leito com lágrimas que só Deus sabe de onde vieram.
Porque já não tenho lágrimas para chorar, nem sorriso para sorrir.
Só tenho a dor, a tristeza, a solidão e Jesus ao meu lado, chorando nos Seus braços no meu desabafo.
Já não choro como antes.
Não porque não queira, mas porque já não tenho lágrimas como antes.
Não vejo mais feridas, só tolas cicatrizes no corpo.
As feridas já são vistas como cicatrizes.
As feridas abertas agora são cicatrizes fechadas em todo o corpo.
Quero me sentir natural, mas, com tanta demanda e dissabores, me sinto anormal.
Vento do leste, sopra em minha volta, faz fluir essa demanda lentamente.
Almejo ver essa insalubre atmosfera em minha volta desfalecer.
Senhor,Senhor, será que o Senhor me ouve?
Fica só mais um pouco, só mais um pouco. O pouco que eu preciso é que o Senhor fique só mais um pouco.
Só mais um pouco!
Só mais um pouco.
”
―
Bernardino Bernardo
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E Agora, Mãe?
E agora, Mãe?
A felicidade se foi,
E a tristeza chegou.
O coração alegre dói,
Na noite que não perdurou.
A alma e a vida doem.
Não sei quem pecou.
A senhora chora e isso me rói,
Com boca fechada que não falou.
E agora,Mãe?
Dias e noites vagos,
Sem ânimo de viver a vida,
Desafios exasperantes e desferidos,
Na língua de quem julga as dívidas.
O desfavor abre um grande espaço,
Com o beijo severo de despedida. Aparência infame nos olhos de outrora, Que outrora eram suas filhas.
E agora,Mãe?
Estamos sem a torneira,
E a luz está instável.
A fome olhou a bela,
A caçula favorável.
E agora?
Vida regressiva,
Com lágrimas do passado.
Na estrada da vida,
Sem gente ao teu lado.
A vida será agressiva,
Com passos de histeria.
Anjos das trevas cobriram seu rosto, Sequestrando sua sabedoria.
Flagelam os teus olhos,
Ao nascer do dia.
Te deram espinhos,
E a senhora não sabia.
Já não tens poço,
Onde as crianças sorriam.
E agora, Mãe?
E agora?
”
―
Bernardino Bernardo
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Lágrimas do Crente!
Lágrimas que paralisam o brilho do Sol e o aparecimento da Lua! A terra fica estagnada e toda a atmosfera se neutraliza. As ondas batem nas rochas com lágrimas de tristeza! O orvalho rega a terra com águas amargas, e as plantas brotam com desgosto. Sente-se o som de gotas molhando o rosto de alguém inocente.
Nem sempre o dia é feliz, assim como nem sempre são dias de sol. Quando a felicidade desvanece...implora-se. A tristeza esgota a felicidade, dá cansaço à alma. Ser infeliz é preponderante quando não há esperança de ser feliz! É um vazio nefasto quando as cisternas estão secas e a chuva não cai. Mas é o brilho da alma quando o céu está nublado, porém os campos estão verdejantes.
Desejos embranquecidos sem esperança. O poente escurece, infeliz e angustiado! Que triste despedida do dia...! A comunhão do incerto com o certo é alérgica e tenebrosa no inverno, em cada casa do lugarejo.
Lágrimas do crente! Se a terra pode ferir os joelhos, é a mesma terra que irá enxugar as lágrimas. Numa solidão com o silêncio, tentando ouvir a voz do vazio, o vento mais suave que já senti... é o silêncio da tristeza. O choro mais triste que já ouvi é o do crente desesperado! O coração geme. O corpo treme. A alma,incauta, com um profundo cansaço.
Deixe-me no meio e nas profundezas do oceano, ou no meio da Amazônia, no interestelar, entre as estrelas, onde eu possa compartilhar a minha tristeza com elas. Talvez tenham um lenço para limpar as minhas lágrimas.
Será que a tristeza vê que eu estou triste? Ela sente a minha tristeza? Ela pensa a respeito da minha tristeza? Ela se preocupa com a dor da minha tristeza? Mas que triste tristeza, em saber que a tristeza não se preocupa e nem sente a dor da minha tristeza! Somente Jesus sabe a dor profunda da minha tristeza!
”
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Bernardino Bernardo
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Bernardino Bernardo
Membro desde:
26/09/2024
Biografia:
Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.
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Não amar É sofrer! Amar, É sofrer mais, Muito mais!
”
—
Pedro Bial
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