Coleção de Frases e Pensamentos de Bernardino Bernardo


104 frases




Bernardino Bernardo
PARAR DE SONHAR...?

Como?!
Como parar de sonhar?
Sonhar é viver esperançosamente no belo do amanhã.
Se o sol brilha na aurora, ainda há esperança e sonhos para sonhar.
Sorrir no mundo vindouro, o dia vem devagar, renascendo flores de glória no novo olhar.
Dizer adeus a toda dor do presente, cujo cansaço foi demais.
Descansar nas benevolências do meu Deus, e nada mais.

Cheirando o ar do novo dia,
Sentindo o odor da chuva nas minhas narinas,
Molhando os campos secos nas campinas,
No frescor das árvores ambiciosas das plantas daninhas.
Não cabia a chuva do dia, porque é nos meus pensamentos onde ela morria.
Busquei a sagacidade e não a sabedoria.
Agora tenho um passado pobre, não esquecido.
Se for na mesma estrada, o presente não será vivido, mas sim perdido,
E, no final de tudo, terei um futuro desconhecido.

Por isso...?
Deixa-me sonhar o quanto eu puder,
Não tenho nada a perder.
Foi Ele quem me olhou no fundo do buraco negro.
Não tinha nada por perto, nem sequer esperança no peito.
Era falho, com tantos erros,
Mergulhado no mundo funesto, em duelo.
Agora sou a flor daquele que me ouviu
No choro silencioso, quando o meu coração partiu.

Sonho sempre neste mundo refulgente,
Na abundância de alegria no olhar de tanta gente,
Feliz para sempre, no jardim do amor, eternamente.
Sinto o arrepio na pele só de saber que o ar sairá da boca d'Ele.
Descansarei no calafrio de lágrimas, com o pedido que Ele nos vele.
É tudo que preciso.

Além de todo mal,
Além da dor, da tristeza,
De tudo que é temporal,
Acima das nuvens e das estrelas,
Existe um lindo lar!

Bernardino Bernardo
O AMOR RASGADO!

Foste tu, não eu,
quem rasgou o nosso amor em pedaços,
mergulhou a nossa história na lama do passado,
espalhou ao vento todas as cartas escritas e lidas com os nossos lábios.
E agora imploras que eu ande sobre o vento
em busca dos papéis rasgados?
Pra quê?
Deixa o vento levar para mais longe de ti e de mim!

E se não bastasse,
vês-me com tanta fluidez nas palavras enganosas,
à procura do amor perdido há séculos,
persistindo em ouvir a voz da sombra
no fundo das miragens sem nexo.
O amor, no eco, torna a paixão zelosa,
e a esperança renasce no jardim de um casamento,
com uma noiva que se torna esposa.
Mas olha onde paramos? Num destino violento.

Por isso, limpa as tuas lágrimas, porque elas me ferem!
A tua voz me faz recordar momentos transparentes
e perdidos na minha história,
mas não esquecidos na minha memória.
Foste a rosa desfolhada pela tua arrogância,
viajaste nas nuvens negras sem um sorriso de despedida,
foste como o vento.

Nem pensaste em mim nos braços da traição,
porque o teu ato expôs a maldade do teu coração.
Os teus olhos furtaram a malícia nos caminhos da perdição,
os teus lábios destilavam palavras afáveis na nossa relação.
Mas tu não sabias... que eu via o engano
no sorriso que encarnava o teu coração.

Porém...
apaga as luzes,
acende as velas,
fecha os olhos,
e ouve-me: eu perdoo-te,
mas não há volta entre nós dois.
Dorme um pouco,
deixa o amanhã chegar.
Verás um novo amanhecer,
e terás um novo sonho para sonhar.

Bernardino Bernardo
Turismo na Solidão

Viajando na selva da Amazônia para enxergar as pedras da ilha perdida,
remando no meio do mar ao navegar para as águas esquecidas.
Na noite silenciosa, com a lua atrás das nuvens negras cobrindo a vida,
a solidão beija minha alma, derramando colírio nos meus olhos.
Afundando debaixo das lágrimas no solo mui barroso,
sobressaindo no meio da selva que me pareceu maravilhoso!
Mas foi apenas um sonho.

Sonhei num mundo sem ter contribuído nele.
Viajei até a Irlanda em busca da irlandesa, mas não cheguei até lá,
porque senti o arrepio na pele.
Não deixei o meu sorriso nem a carta, e o amor voltei juntamente com ele.
Voltei pelas florestas da Bélgica com o cavalo de turismo,
com a sétima estrela na alma e quatro letras no meu sorriso.

O poente me achou no meio da floresta,
com andorinhas, borboletas voando sobre as árvores verdejantes, fugindo das bestas.
Oásis cercado com pedras de zimbro.
Eu, no topo do penhasco, contemplando tudo isso sozinho,
uma beleza perdida e cuidada pela natureza desde o princípio.
O vento soprando, balançando as árvores,
águias voando contra o vento, sentindo o odor da chuva que vem.
Eu, olhando no penhasco, sem ninguém.

Estendo-me sobre o vento que sopra,
banho o corpo nas águas idosas,
grito como um leão no seu brando e assusto as raposas.
O ar sopra, sopra e me deixa ninado,
como o homem acalma a sua esposa.

Quero ficar e sentir esse frescor só mais um pouco,
sentir-me perdido nessa floresta bela, brando,
e ouvir sempre o que ouço:
gritos de pássaros, águias e poços borbulhantes,
bebendo só mais um copo.
Só mais um pouco!
Sinto fluir dentro de mim essa paixão sólida como o chão.
Mas que triste! Em saber que foi apenas um turismo na solidão.

Bernardino Bernardo
Se Eu Pudesse Voltar no Tempo

Se eu apenas pudesse, Entre o céu azul e o sol em chamas,obviamente gritaria abrangentemente para os ouvidos do universo. Me deixar flutuar acima das nuvens,da lua, de todos os astros celestes, E me deixa ajuelhar, Para pedir o riquíssimo,íntimo perdão pelos meus pecados, Pelos erros cometidos no futuro,no presente e no velho passado. Mas o tempo se foi e não nos diz nada.

Perdi tanto tempo me envolvendo no tempo que a vida me deu. Perdi o carinho, Perdi a paz, Perdi o amor em desejos alheios e absurdos fora do véu. Perdi o sorriso que Deus me ofereceu. Perdi os bons momentos debaixo da lama da vida,onde o velho tempo morreu. Senti o vazio da alma. Ouvi o choro dela,palavra por palavra. O medo me abraça com velhas lembranças, E o espírito desfalece na inquietação da alma sem bonança. Por isso o poente se foi... A aurora nasceu sem a luz, E o meio-dia se tornou minguante e assustador,com a luz que não nos conduz.

Apenas queria ser feliz. Queria ter paz. Queria viver com os meus deleites,desejos, prazeres que me satisfazem, mas não fui capaz de enfrentar as decepções que a vida traz. Era infeliz, E perdido dentro de mim.

Perdido na selva da vida, Com a alma mais negra, sangrenta e abatida. Se eu pudesse voltar no tempo! Faria questão de abraçar os desesperados,envolvendo-os em meus braços, E lhes diria que a vida é a sombra do passado. O tempo vivido é uma flecha no arco para atingir o alvo, Porque o tempo se foi, O dia escureceu, E a noite chegou com o silêncio da escuridão e passos. Passos que te acompanham até o sono da morte no quarto.

E despertas nas regiões funestas, negras, De seres malévolos, estampadas de uma profunda tristeza. O tempo vai e não volta nunca mais. Não despede, não abraça, nem beija. Apenas se vai como o barco que flutua no mar sobre as ondas. Desejo voltar no tempo e corrigir os desejos. Preciso voltar, e quero voltar.

Bernardino Bernardo
Sábia Irlandeza

Sempre me pergunto... De onde vem essa vibração mágica no meu peito. Que me faz acordar de noite, muito de noite, no silêncio escuro.
Palpita o meu coração e não o vejo.
Ando sutilmente com passos frouxos em direção à janela. Vejo uma
(S'nhora)
a olhar-me sensivelmente, mais visível como a lua cheia.

Houve um tempo em que eu quis ser feliz com o amor impuro, Impuro amor, de sentimentos alheios e absurdos.
No túnel das miragens, com a ansiedade na alma de visitar o outro lado dos trilhos, Indo ao encontro da irlandeza, no jardim chamado
(H'olandesa),
sentada nas rosas do amor.

A verdade é esta: No início dos meus sentimentos e paixões, Percebi que o olhar foi muito intenso.
Os lábios se abriram devagar como a primeira letra do
(A'lfabeto).
Admito que tive medo,tive receio de pronunciar o nome Irlandeza.
Um país que já fui, na minha imaginação. Vi o sorriso que estava pendurado na janela do último andar do edifício.
As cortinas dos olhos, no abrir e fechar, eram tão suaves. Tanta polidez na pintura do prédio: Rosa, preta, azul acinzentado, com o cabelo penteado de frente.

Na ausência desse brilho, fico sem nexo.
É uma cidade com muitas luzes, que me trazem de volta à lenda do sol e da lua, no princípio.
Não me tirem o riso.
Tirem as letras, menos a
(N'atureza),
que encanta a minha alma desde o início. Tirem as mãos,os ouvidos e tudo que me rodeia, menos o riso da irlandeza nos meus olhos.

Alheio é o meu velejar na minha imaginação fútil.
Deixa-me chorar as tuas lágrimas, sorrir o teu sorriso, sofrer o teu sofrimento.
Deixa-me conhecer-te, minha
(A'Lua)
do entardecer, do poente.
Já estou quase a chegar; não passei do leste da Alemanha, passei no sul da Bélgica, Indo ao teu encontro, minha irlandeza.

Bernardino Bernardo
Lágrimas do Crente!

Lágrimas que paralisam o brilho do Sol e o aparecimento da Lua! A terra fica estagnada e toda a atmosfera se neutraliza. As ondas batem nas rochas com lágrimas de tristeza! O orvalho rega a terra com águas amargas, e as plantas brotam com desgosto. Sente-se o som de gotas molhando o rosto de alguém inocente.

Nem sempre o dia é feliz, assim como nem sempre são dias de sol. Quando a felicidade desvanece...implora-se. A tristeza esgota a felicidade, dá cansaço à alma. Ser infeliz é preponderante quando não há esperança de ser feliz! É um vazio nefasto quando as cisternas estão secas e a chuva não cai. Mas é o brilho da alma quando o céu está nublado, porém os campos estão verdejantes.

Desejos embranquecidos sem esperança. O poente escurece, infeliz e angustiado! Que triste despedida do dia...! A comunhão do incerto com o certo é alérgica e tenebrosa no inverno, em cada casa do lugarejo.

Lágrimas do crente! Se a terra pode ferir os joelhos, é a mesma terra que irá enxugar as lágrimas. Numa solidão com o silêncio, tentando ouvir a voz do vazio, o vento mais suave que já senti... é o silêncio da tristeza. O choro mais triste que já ouvi é o do crente desesperado! O coração geme. O corpo treme. A alma,incauta, com um profundo cansaço.

Deixe-me no meio e nas profundezas do oceano, ou no meio da Amazônia, no interestelar, entre as estrelas, onde eu possa compartilhar a minha tristeza com elas. Talvez tenham um lenço para limpar as minhas lágrimas.

Será que a tristeza vê que eu estou triste? Ela sente a minha tristeza? Ela pensa a respeito da minha tristeza? Ela se preocupa com a dor da minha tristeza? Mas que triste tristeza, em saber que a tristeza não se preocupa e nem sente a dor da minha tristeza! Somente Jesus sabe a dor profunda da minha tristeza!

Bernardino Bernardo
O Meu Maior Medo Entre Nós"

Tenho medo do medo que
quer me amedrontar.
Medo de não poder ser eu a confrontar.
Será certo acalmar o vento que quer soprar?
Ter que viver atrás de palavras transparentes,
ouvir o engano com a mesma pergunta de sempre…
Esvazia meu ser e cria espalhafatos na mente.

Será que é certo a se fazer?
Não seria melhor enterrarmos os sentimentos
de quem ama na cova dos prazeres?
Tenho medo de ser o motivo da tua triste tristeza,
de te magoar debaixo dos teus pés
ou no jantar da mesa.
Espero que me entendas…
Pelo amor, deixamos ir quem não quer ficar,
mesmo que o coração deseje a mesma pessoa.

Pensei mil pensamentos a respeito de nós.
Ora estamos bem, mas depois?
Começam as discussões que entristecem os nossos corações!
Não te culpo, e espero que não me culpes.
Quando o fruto da planta é amargo, cuspe-se.
Sejamos bons amigos, para não termos que enforcar
um ao outro com essas atitudes.

É cedo demais.
Mesmo que eu queira,
sinto o meu coração e os meus passos a voltar para trás.
Nasci e cresci a me sentir capaz,
mas de te mudar e continuar, me sinto incapaz.
Não quero desfalecer tua paz,
mas a separação entre nós dois vejo que é mais eficaz.

Espero que te sintas bem, se assim for.
Que o vento da memória
e do esquecimento
se encarregue de levar para longe
todos esses nossos sentimentos
com seu forte vento.
Eu precisarei desse vento,
porque ter que te dizer adeus
mata-me por dentro.
Nem sei se sentes o mesmo;
se não sentes, já é bom.
Que sejamos bons amigos como antes, se assim fomos.

Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Sou cristão, crente da Bíblia. Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

Frase do Dia

Só existe o amor-próprio e o amor do sangue - entre pais e filhos - como extensão desse mesmo amor. Tudo o resto é um involuntário e insensato desejo! [In: Diário dos Infiéis]

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