Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 13/01/2026


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Diz-me

Diz-me: podes enxugar essas lágrimas que escorrem sobre o meu rosto?
E dizer que vai ficar tudo bem, que vai passar?
Podes deixar-me chorar nos teus braços o quanto quiser, sem que digas algo?
Apenas abraçar-me e ficar em silêncio?
Diz-me: tu podes?!

Diz-me... que estou errado, que sou inútil, imprestável, miserável.
Zanga o quanto quiseres, grita o que puderes, mas, por favor, faz tudo em silêncio.
Foi essa louca paixão que me levou ao teu encontro.
Briga com ela, que me tirou a paz, o sossego, a bonança — morde-a ou enforca-a, tanto faz.

Minguante, eu estava no poente a escurecer,
entrando no buraco negro da vida,
nas planícies do deserto à procura de ti.
Diz-me: como eu era diante de ti, no momento em que me enxergavas?
Se me vias como o mar raivoso, ou como o vento que sopra as árvores da Amazónia?
Diz-me algo!
Posso escrever versos nostálgicos para a tua alma nesta tarde chuvosa?

Contudo, como as neves da Bélgica que espreitam a Irlanda,
com adufe nos lábios para encantar as palavras escritas na carta,
encontrei-te no verão sem calor — quem me dera que fosse na primavera, com árvores verdejantes.
Haveria delícia no banquete das palavras.
Uff!! Que triste paixão!
Diz-me a verdade...Será que sentes o mesmo?! (Bernardino Bernardo)
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Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Sou cristão, crente da Bíblia. Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

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Só existe o amor-próprio e o amor do sangue - entre pais e filhos - como extensão desse mesmo amor. Tudo o resto é um involuntário e insensato desejo! [In: Diário dos Infiéis]

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