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Frases dos usuários do KD Frases


Fábio Silva
É dito que, levado por excesso elevado de orgulho por sua extraordinária posição, e sendo testado pelo Todo-Poderoso, Lúcifer, recusara-se a ser como que uma espécie de "servidor" da espécie humana. Para ele, seria tão tolo quanto patético, "curvar-se" a caprichos tão mesquinhos e inferiores. Mas tudo não passava de um grande teste, para saber até que ponto iria sua capacidade de obediência, a Ele! Ao GRANDE TRONO!!!
Volta e meia, também, a elevados espíritos, ocorre a tentação de não querer ter de se submeter ao serviço de uma humanidade que, em sua esmagadora maioria, não passa de indivíduos patéticos. Com ideais patéticos. Projetos patéticos e uma existência mais patética ainda. No fundo, o indivíduo de elevado espírito, diz: "mas para que serve mesmo a humanidade"? E este ou aquele indivíduo? Qual a finalidade primeira e última mesmo, da existência humana, para que eu dê atenção? Então, o homem de espírito se sente tentando a se rebelar contra isso. A ter, tipo, o sentimento Luciferiano. A odiar, destruir e arruinar projetos já "ARRUINADOS". Mas, por ser esse indivíduo de elevado espírito, ele reflete e diz que, servir a patética humanidade, não é outra coisa senão servir ao PROPÓSITO de Deus. Porque se Deus dá valor ao que o homem elevado acha, por vezes, que não tem nenhum, o que é o pensamento deste homem, diante do pensamento de Deus? Então ele resiste a essa tentação e prossegue em sua missão ou em seu serviço em prol da Humanidade.

Às 15:50 in 10.07.2026

Marcelo Monteiro
O ÚLTIMO HÁLITO DO ATAÚDE.
Marcelo Caetano Monteiro.
Corri a ti, vencendo a noite fria,
Na vã esperança da derradeira voz;
Que teu último hálito ainda me diria
Os velhos segredos sepultados entre nós.
Mas o Tempo - carrasco de mãos geladas,
Sorriu por detrás dos relógios sem luz;
Roubou-me as promessas jamais reveladas,
E apagou meu caminho onde a saudade reluz.
Teu ataúde, tão belo, tornou-se altar,
Vestido de lírios, veludo e luar;
Minha mística dor o fez florescer,
Como um templo proibido onde aprendi a morrer.
Olhei-me nos olhos, tão negros, tão fundos,
E encontrei o sadismo da própria aflição;
Vi desertos eternos, eclipses profundos,
Bebendo em silêncio meu pobre coração.
As sombras beijavam meu rosto sem nome,
Enquanto o silêncio vestia o jardim;
A morte tem sede, mas nunca consome
Quem morre primeiro por dentro de si.
Só os invisíveis ouviram meu canto,
Quando a última brisa beijou minha voz;
Os vivos passavam, cobertos de espanto,
Sem perceber que a noite rezava por nós.
A lua bordava teu mármore antigo,
Com fios de prata e perfumes do além;
Eu era somente um espectro contigo,
Amando o impossível que ninguém detém.
Então expirei, sem que o mundo soubesse;
Nenhum sino chorou minha lenta partida.
Somente os invisíveis ouviram a prece
Da última respiração perdida.
E, desde essa hora, caminho calado,
Guardião das ruínas que o tempo esqueceu;
Pois quem ama um sepulcro jamais foi deixado:
A morte levou meu corpo... mas nunca o que é meu.
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