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Bernardino Bernardo
Coleção de Frases e Pensamentos de
Bernardino Bernardo
119 frases
“
O SOL
O sol que nasce na aurora, No oriente, Em partida da sua viagem ao ocidente.
Esse mesmo sol… Que os seus raios beijam as nossas janelas, Despertando-nos para a vida na terra!
O sol… Que na escuridão da noite é almejável, Tem sua luz intensa da tarde indesejável, Rejeitável, e se torna odiável!
O sol… Mais brilhante na alma cansada. Luz nos olhos secos.
Deseja-se água gelada Para molhar a garganta.
Dizem que a água não tem sabor de nada, Mas o sol…nos faz sentir o sabor da água! Muitos choram por ti…!
Mas poucos gostam de ti.
Porque na presença do frio Sentem a tua ausência.
No inverno, O esquecido se torna o querido!
Mais ansiado e esperado.
Na primavera, que é preciso, Na abertura da cortina do verão, És recebido com sorrisos e alegria no coração!
Mas que triste...!
É saber que…os homens Se fatigam de ti facilmente.
Queria tanto ouvir os porquês?
Porque se for assim… Ficarei com a tese de que os homens São ingratos, vaidosos, ou não sabem o que querem de ti.
Diz-me algo…!? É impossível seres bom e mau ao mesmo tempo!
O sol…
O sol que se chama sol…é sol,
Que chama água durante a trilha no deserto.
Com o sol, a garganta quer água por perto, Para não morrer desesperado e solitário. Deserto sem oásis, terra sem Deus, vida sem Jesus… E a terra sem o sol Não se vive, não se respira, não se decifra a criação.
”
―
Bernardino Bernardo
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“
Balbúrdia
Há coisas pelas quais, às vezes, não gosto de me justificar, Nem sequer de me explicar.
Cada um veja da forma que quiser ver, Mas o silêncio, para mim, neste exato momento, é preciso.
Não sou responsável pelo que as pessoas vão pensar a meu respeito, Sou responsável pelos meus motivos e objetivo do momento.
A demanda é maior, Abrir a boca para me explicar só piora a dor.
As minhas forças definharam para tudo, Sem vigor para abrir as vistas e contemplar o sol.
Sinto-me bem em viver no mundo dos mudos e surdos.
Se assim me sinto bem, deixa-me só por alguns minutos.
Quero carregar essa dor no silêncio infinito, Chegar ao mundo que nunca fui, onde a minha mente alcança o meu silencioso paraíso, Nos momentos tristes de ódio.
Não me pinte ignorantemente na sua imaginação.
Não me revista de peles negras na sua comemoração.
Decifra-me primeiro, talvez terás compaixão.
Um grande vazio está no meu coração.
Não me entenda mal, mas aqui o que preciso é a solidão!
Estou cansado.
Estou cansado.
Tento sorrir, mas estou farto.
Finjo, e nunca se torna passado.
Se o futuro é feliz, chegará quando?
”
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Bernardino Bernardo
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“
O PASSADO
O passado é uma lenda.
É um conto.
É uma incógnita Decifrada com fatos e atos do presente.
O passado é a capa do livro da vida do homem.
É uma carta escondida no tempo.
É um verso lido no futuro, No futuro nublado, coberto de nuvens negras, Onde ninguém vem e ninguém sabe.
Apenas vive, alegre, e se arrepende De ter vivido.
Há sítios de que me arrependo de ter ido, Palavras de que me arrependo de ter falado, Atos de que me arrependo de ter cometido.
Meu negro passado, Escuro como a minha pele escura.
Tão dramático e dilemático no livro da minha história.
Tento esquecer... Mas o passado nunca se esquece, porque está Guardado na memória.
Tento apagar... Porém...
As letras estão pregadas na penha da minha história.
Não posso apagar os erros do passado, Mas posso corrigi-los no presente com novos atos.
Sem escolha de viver o errado, Porque o certo me rodeia em todo lado.
Cometi tantos erros, mas agora já não os vejo, porque todos foram branqueados. Tornei-me inexpugnável no mundo das trevas, porque a Deus sou grato.
Nos passos ensanguentados, indo em direção à minha liberdade, isso é fato.
Foi Ele...
Ele mesmo... Que desfez o meu passado, Apagou os meus pecados antes de eu ter cometido um deles.
Libertado do fardo pesado nas costas da alma iludida com desejos mortais, Arrancado das terras infrutíferas de ambições anormais, E plantado no jardim eternal, Nas terras da benevolência onde a minha alma vai morar.
”
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Bernardino Bernardo
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DESESPERO
Perdido dentro de mim, com palavras desesperançosas.
Incauto, com desejos intensos que ressurgem em palavras vazias.
Deprimido na luz do dia que sai devagar em busca de solução no mar de mitos.
Vida indômita que se vive com lágrimas e feiura no rosto.
Indo devagar, com passos de esperança e fadiga no corpo.
Ah! Dias ruins que se vivem na sombra da árvore do conto, ou no quarto, com o rosto inclinado, molhando o leito com lágrimas que só Deus sabe de onde vieram.
Porque já não tenho lágrimas para chorar, nem sorriso para sorrir.
Só tenho a dor, a tristeza, a solidão e Jesus ao meu lado, chorando nos Seus braços no meu desabafo.
Já não choro como antes.
Não porque não queira, mas porque já não tenho lágrimas como antes.
Não vejo mais feridas, só tolas cicatrizes no corpo.
As feridas já são vistas como cicatrizes.
As feridas abertas agora são cicatrizes fechadas em todo o corpo.
Quero me sentir natural, mas, com tanta demanda e dissabores, me sinto anormal.
Vento do leste, sopra em minha volta, faz fluir essa demanda lentamente.
Almejo ver essa insalubre atmosfera em minha volta desfalecer.
Senhor,Senhor, será que o Senhor me ouve?
Fica só mais um pouco, só mais um pouco. O pouco que eu preciso é que o Senhor fique só mais um pouco.
Só mais um pouco!
Só mais um pouco.
”
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E Agora, Mãe?
E agora, Mãe?
A felicidade se foi,
E a tristeza chegou.
O coração alegre dói,
Na noite que não perdurou.
A alma e a vida doem.
Não sei quem pecou.
A senhora chora e isso me rói,
Com boca fechada que não falou.
E agora,Mãe?
Dias e noites vagos,
Sem ânimo de viver a vida,
Desafios exasperantes e desferidos,
Na língua de quem julga as dívidas.
O desfavor abre um grande espaço,
Com o beijo severo de despedida. Aparência infame nos olhos de outrora, Que outrora eram suas filhas.
E agora,Mãe?
Estamos sem a torneira,
E a luz está instável.
A fome olhou a bela,
A caçula favorável.
E agora?
Vida regressiva,
Com lágrimas do passado.
Na estrada da vida,
Sem gente ao teu lado.
A vida será agressiva,
Com passos de histeria.
Anjos das trevas cobriram seu rosto, Sequestrando sua sabedoria.
Flagelam os teus olhos,
Ao nascer do dia.
Te deram espinhos,
E a senhora não sabia.
Já não tens poço,
Onde as crianças sorriam.
E agora, Mãe?
E agora?
”
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Lágrimas do Crente!
Lágrimas que paralisam o brilho do Sol e o aparecimento da Lua! A terra fica estagnada e toda a atmosfera se neutraliza. As ondas batem nas rochas com lágrimas de tristeza! O orvalho rega a terra com águas amargas, e as plantas brotam com desgosto. Sente-se o som de gotas molhando o rosto de alguém inocente.
Nem sempre o dia é feliz, assim como nem sempre são dias de sol. Quando a felicidade desvanece...implora-se. A tristeza esgota a felicidade, dá cansaço à alma. Ser infeliz é preponderante quando não há esperança de ser feliz! É um vazio nefasto quando as cisternas estão secas e a chuva não cai. Mas é o brilho da alma quando o céu está nublado, porém os campos estão verdejantes.
Desejos embranquecidos sem esperança. O poente escurece, infeliz e angustiado! Que triste despedida do dia...! A comunhão do incerto com o certo é alérgica e tenebrosa no inverno, em cada casa do lugarejo.
Lágrimas do crente! Se a terra pode ferir os joelhos, é a mesma terra que irá enxugar as lágrimas. Numa solidão com o silêncio, tentando ouvir a voz do vazio, o vento mais suave que já senti... é o silêncio da tristeza. O choro mais triste que já ouvi é o do crente desesperado! O coração geme. O corpo treme. A alma,incauta, com um profundo cansaço.
Deixe-me no meio e nas profundezas do oceano, ou no meio da Amazônia, no interestelar, entre as estrelas, onde eu possa compartilhar a minha tristeza com elas. Talvez tenham um lenço para limpar as minhas lágrimas.
Será que a tristeza vê que eu estou triste? Ela sente a minha tristeza? Ela pensa a respeito da minha tristeza? Ela se preocupa com a dor da minha tristeza? Mas que triste tristeza, em saber que a tristeza não se preocupa e nem sente a dor da minha tristeza! Somente Jesus sabe a dor profunda da minha tristeza!
”
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O Meu Maior Medo Entre Nós"
Tenho medo do medo que
quer me amedrontar.
Medo de não poder ser eu a confrontar.
Será certo acalmar o vento que quer soprar?
Ter que viver atrás de palavras transparentes,
ouvir o engano com a mesma pergunta de sempre…
Esvazia meu ser e cria espalhafatos na mente.
Será que é certo a se fazer?
Não seria melhor enterrarmos os sentimentos
de quem ama na cova dos prazeres?
Tenho medo de ser o motivo da tua triste tristeza,
de te magoar debaixo dos teus pés
ou no jantar da mesa.
Espero que me entendas…
Pelo amor, deixamos ir quem não quer ficar,
mesmo que o coração deseje a mesma pessoa.
Pensei mil pensamentos a respeito de nós.
Ora estamos bem, mas depois?
Começam as discussões que entristecem os nossos corações!
Não te culpo, e espero que não me culpes.
Quando o fruto da planta é amargo, cuspe-se.
Sejamos bons amigos, para não termos que enforcar
um ao outro com essas atitudes.
É cedo demais.
Mesmo que eu queira,
sinto o meu coração e os meus passos a voltar para trás.
Nasci e cresci a me sentir capaz,
mas de te mudar e continuar, me sinto incapaz.
Não quero desfalecer tua paz,
mas a separação entre nós dois vejo que é mais eficaz.
Espero que te sintas bem, se assim for.
Que o vento da memória
e do esquecimento
se encarregue de levar para longe
todos esses nossos sentimentos
com seu forte vento.
Eu precisarei desse vento,
porque ter que te dizer adeus
mata-me por dentro.
Nem sei se sentes o mesmo;
se não sentes, já é bom.
Que sejamos bons amigos como antes, se assim fomos.
”
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Vida Incógnita
Estrelas na tela dos olhos.
Lama nos trajes do corpo.
Alegria temporária que não presta.
A tristeza vem e toma conta da consciência.
Sorriso pintado.
Felicidade desenhada.
Amor escrito no quadro.
No coração, as letras estão apagadas.
O vento sopra e leva as folhas secas para o ar.
Eu desejo ir junto com elas, sem pensar. Mas ondas negras batem nos meus olhos ao chorar,
Quando ouvi que o vento não pode me levar.
Dei um beijo de vida na tristeza e a transformei em depressão.
Pensava que a infância era infeliz.
Enganei o meu pobre coração.
Olhei pela janela do oriente.
Vi duas cortinas na mesma.
O sol alumiava lentamente,
Até me encontrar deitado no quarto com a tristeza.
Deus matou a morte que estava à volta. Soprou o fôlego de vida na cova.
E as borboletas saíram voando para um novo jardim com realeza,
Onde o sorriso de quem ri não se conta. Sempre feliz, e feliz! Com a vida bela e real, não incógnita.
”
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Fé Mostarda
Reencontrada ao longo da estrada. Insignificante aos olhos de quem não vê. Os efeitos que vêm do nada.
A esperança desvanece
O ânimo se esvai,
A força desvanece
E o sorriso cai
Mas a fé permanece.
É tudo que preciso
Enquanto estiver em vida,
A fé e o amor que sinto
Dentro do corpo lida.
Tantos restos esquecidos
Derrotas habituais,
Que já não sinto a dor
Com as lutas atuais.
Terei o que pedi
Espero e suporto,
Abraçarei bem aqui
As bênçãos que virão ao meu encontro.
”
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A Chuva do Leste
Que vem acompanhada do vento do nordeste,
Passando a molhar a terra, a partir do oriente até o ocidente.
A chuva que rega nossas plantas, plantadas nos campos,
Pondo o alimento na mesa, em nossos pratos.
Só Um que pode nos conceder essa bondade: o Santo dos Santos.
Que delícia de chuva!
Me encontre onde quer que eu for.
Me molhe o quanto puder, por favor!
Molhe tudo, juntamente com o meu interior.
Não regue somente a terra, deixando o meu coração.
Regue os meus bons efeitos, para que deem frutos que tragam inspiração aos meus irmãos.
Quero muita chuva!
Não somente de água,porém... de bênçãos que não acabam.
”
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O Velho Sossego
Há... Cadê meu velho sossego?! Desejo flutuar acima das nuvens, da lua, das estrelas, para encontrá-lo. Se me fugiu, desejo pedir-lhe perdão ajoelhado. Querido sossego...perdoa o meu pobre pecado passado.
Não sinto o velho sossego já faz tempo. Faz tempo que até já não me lembro no momento. Só sei que faz tempo. Aqui, preciso não é de tapetes moles, ou linho fino, nem sequer unguento. Mas sim do velho sossego...!
Quero muito mais, Desejo muito além, Preciso de quase tudo, Mas o mínimo dos mínimos que preciso no momento...é o velho sossego. Para me sentir natural e humano. Quero desfrutar suavemente os dias como uma melodia feita com piano. Ouvir Deus falar com o meu ser sem nenhum impedimento em Seu plano. Talvez eu consiga um descanso em todos os anos.
O velho sossego. Já não ouço a voz da natureza por causa da tua ausência. Estou farto da maldita pressão que tira o punhado da tua presença. Fico dessossegado com a pressa que a mente pensa. Dou passos no chão da morte com a vontade excêntrica. A nobreza tornou-se um sonho debaixo dos lençóis da minha tristeza. Desejo encontrar-te para ter um descanso no meu leito, como um rei na formosura da sua realeza. Onde estás, querido sossego...? Cadê você?!
”
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Será!
Mansa como ao nascer do sol, na aurora. Sorriso de glória,
Alegria duradoura,
Trancada com os segredos que ninguém explora.
Fria e calculista é o que aparenta por fora. Revestida com a calmaria de outrora. Fascinou-me tanto sem ter o que dizer. E agora...? Será?!
Olhar sadio... Passos que paralisam as pupilas dos olhos e deixam o mundo vazio. Cabelo bem tratado até o último fio. Solitaria e calma, Possui tanta brandura nas palavras. Não tem como decifrá-la sem ver as suas pisadas?
A inteligência me atrai.
A beleza me ilude.
Mas o caráter me fascina e me tira toda a virtude.
Donzela misteriosa na poesia da minha juventude.
Oxalá que não tenhas pintado essas atitudes.
Não me engano facilmente.
A tua pessoa me torna crítico sem conclusão na mente.
Sou decifrador de manipulação,mas não consigo te sublinhar humanamente.
Diga-me: em que oásis mergulhaste para ser transparente?
Porque fascinaste a metade que está em mim, inclusive os meus sentimentos que não mentem.
Será?
Será que és tu, a quem eu irei dar o pedaço do meu coração sem medo?
Dividir contigo os lindos presentes eternos. Será que és a pessoa certa, para eu colocar o anel no dedo?
Se me indago tanto é porque tenho medo. Porque se não fores tu...? Irás me enterrar com essa dor, longe dos ditos sentimentos.
”
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Controverso da vida
Felicidade eterna,
Tristeza sem saída.
Sorriso de ver a pena,
No choro da alma abatida.
Lágrimas que castanham os olhos, Escurecendo a pele.
Germinando abrolho,
Cravando o ser que parece ser dele.
Esses controversos me dão medo, Amolecem os meus ossos.
Como no triste casamento,
Que se afoga no fundo do poço.
Felicidade ambígua,
Rastejando pela floresta.
Pintando os bons e piores quadros da vida,
Que o vento do leste leva.
Duvidando de tudo,
Menos de mim.
Imudecido feito mudo,
Nos contos e versos que escrevi.
”
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A Canção do Amor
O amor canta,
O amor dança,
O amor escuta a própria música e se encanta.
Nos abraça e faz flutuar a saudade na memória da nossa lembrança, Regenerando a velha esperança, tirando a negra mordança.
O amor!
É a música mais preferida no coração da alma abatida.
Consola o desconsolado, enxugando as lágrimas e sarrando as feridas,
Dando vida ao sorriso morto na dor vivida.
O amor é uma canção, que se canta com carinho e paixão.
Envolvendo passos suaves ao chão, oferecendo dança que alivia os contritos de coração,
Arrancando toda desilusão,
Todo ressentimento que aflige a alma enfadonha na solidão.
Ofereça-me essa dança no palco da vida. Dança comigo até na saída da minha partida,
Deixando sorriso no rosto de quem irá me dar a feliz despedida,
Com abraços eternos e olhar sadio nas vistas.
Amo tanto essa canção...!
Por isso é a minha favorita.
”
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Um dia desses...
Viver para boicotar a vida dos outros é como reservar um lugar no inferno adiantado.
Não culpe os outros pela causa do erro do seu fracasso.
Mordendo e maldizendo o seio de quem te amamentou por muito tempo,não é desabafo, é esquartejar a alma em pedaços.
As tuas palavras te encontrarão num dia desses.
Terás águas amargas no teu rosto com a mesma expressão de sempre.
A depressão e o desespero te abraçarão como o céu reveste o celeste.
Terás a solidão como um companheiro para sempre,dizendo: "Ah, se eu soubesse..."
Um dia desses...
A tua maldade virá contra ti.
Maldisseste os benditos com a língua peçonhenta aqui.
Tanta mágoa e inveja que carregas dentro de ti.
Ai de ti!Porque terás que responder por esse ódio no dia por vir...
Um dia desses...
Descobrirás que o tempo foi gentil demais para ti,mas tu não.
O teu desejo será o de recuperar os segundos perdidos e desvalorizados por causa da mágoa que carregavas no coração.
A depressão irá te enterrar numa cova infinita sem compaixão. E o perdão terá nojo de ti,por tua negação na redenção.
”
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Não é besteira,
mas quero guerra..
”
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Sorriso Roubado
A guerra roubou o meu sorriso.
Depois de ter entrado no território do inimigo, não saí o mesmo.
Nada de sossego, muito menos desejos.
A felicidade do presente é temporária; não a preciso no momento.
Principalmente no meu peito.
A tranquilidade é para os que estão em bonança, eu não estou... Como ficarei tranquilo?
Como me tranquilizar com tantos tiros disparados no asilo?
Não, não me peças isso.
Preciso de me... Quero resgatar o meu sorriso para voltar a sorrir.
Não é besteira, mas quero a guerra.
Lutarei até ver o meu inimigo enterrado debaixo da terra.
Estou farto e cansado das cenas sinistras vistas como belas.
Mais não, são Cinderelas infiltradas na guerra.
Pele escura, olhos escuros.
Forte e maduro, escondido na tristeza de luto.
Sem sorriso, mudo e surdo, apenas olhava.
Era eu debaixo da lama, nas águas que não me molhavam.
Escondido, feito um sniper, para disparar a última bala para o inimigo que me procurava.
O medo deixei antes da guerra; é lá onde está o meu medo.
Ele me pediu para virmos juntos, e eu disse a ele: "Não te preciso no momento.
O que eu quero é o mesmo que sempre quis... O remédio, não o medo."
A guerra já está no final.
Não me pede sorriso agora, mais sim... Depois da vitória!
”
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Assim como o dia precisa do sol, a noite da lua e das estrelas, assim também é a minha alma: ela precisa de Ti, meu Deus.
”
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O Silêncio
É o remédio para acalmar a discussão.
É o olhar que evidencia tantas palavras pregadas no coração.
É o perdão que perdoa sem má intenção.
É a voz inaudível para os que não têm boa percepção.
Levo os prazeres, as rosas, as nuvens, os desejos e a fascinação
para um quarto silencioso, na minha reflexão.
Dou vida e morte a cada um deles na minha reação.
Considero o silêncio como um tempo de observação.
Nada de emoção, nada de pensamentos fúteis em minha ação.
Nada de desilusão, nem sombra de inquietação.
Não quero desperdiçar o tempo em vão.
Quero viver na luz do tempo que me foi dado na criação.
Rosto acabrunhado, contemplando o chão, não é meu, não.
É de alguém que não faz parte da minha geração.
Preciso tanto, e tanto, do silêncio meus irmãos.
”
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Cataclismo
Cosmo desesperado na crosta terrestre.
As transformações assustam a mente dos inocentes.
Velhos e mancebos se encolhem e não comem.
Com essa convulsão que está a despertar os que dormem.
O fim da história da humanidade.
Uma grande catástrofe nos ímpios em cada cidade.
Os que rejeitaram a verdade,
Preferindo abraçar as concupiscências da mocidade.
Os montes e vales pregam
O acontecimento funesto que criará uma tragédia.
O homem não consegue ouvir, pois a ignorância e o pecado o cegam.
Nada de novo há, tudo é a mesma coisa.
Até os animais conseguem sentir pelo instinto.
Todavia... O homem nada sente, porque a sua alma está vazia.
Sinto pena por aquele que desperdiçou cada dia que vive,
Sem saber o perigo de viver sem conhecer o destino da alma.
O amor de Deus está à porta do coração do homem,
Tentando entrar, mas o homem o empurra com seu orgulho e, por fim, não ouve.
Que deplorável para a alma,
Que irá perecer no inferno em chamas!
”
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Desabafo
Entre paredes surdas e mudas,
Abraçando a solidão que o vento usa.
Sem ter alguém para compartilhar,
As lágrimas escorrem como as águas do mar.
Vozes espalhafatosas ecoam nos ouvidos,
E o medo não ouve, a tristeza não sente.
Encaro tudo sozinho.
Ninguém está,
E quem gostaria de estar?
A pergunta que não quer calar.
Até o olhar quer falar do medo
Que o coração deseja desabafar.
Na noite em que o escuro me oferece insônia ao me assustar.
Mais que insano!
Ninguém está ao meu lado
Para me envolver em seus braços
E deixar minhas lágrimas molharem seu lindo pano.
Mãos quentes que tocassem minhas bochechas
E me apertassem contra o corpo, ali, no quarto.
Acender a vela do olhar
E afastar-me do mal.
Ouvir quem fala com a voz da lua,
Libertar-me da insônia crua.
Mas não...
Ninguém me ouve.
Queria tanto ouvir a voz dela,
Dizer-me que vai passar,
Acalmar o meu medo,
E olhar-me com o olhar que dispersa o vento do mal.
Às vezes, penso nela sem querer.
Quando estou triste, é Deus e ela
Que a minha alma aflita quer.
Desabafo no espaço do quarto,
Mas é insuficiente sem ela ao meu lado.
A solidão me aprisiona,
As trevas do medo se contentam,
Pois a saudade é imensa
E o coração não sossega,
Persistindo a pergunta que a mente pensa:
"Onde está ela?"
E eu respondo: mas quem?
A costela?
Sossega coração.
”
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Se eu pudesse
Se eu pudesse te achar o mais rápido possível,
Seria o momento mais feliz da minha vida.
Não sei onde estás...
Me sinto debilitado em mim mesmo.
Se eu pudesse falar contigo e saber que és tu,
Acredita, não deixaria que o vento da memória apagasse esse momento.
Faria questão de comprar o tempo e te oferecer como um presente,
Sem ter que me preocupar com o preço.
Já tenho uma imagem do teu sorriso.
Já ouço a tua voz meiga e suave sem ouvir, mas sinto.
Onde estás?
As luzes rosas, verdes e vermelhas pintam tua imagem nos meus olhos.
Se eu pudesse ver a última ponta da unha do teu dedo,
Só sei que és o único remédio que pode curar as enfermidades do meu peito.
Minha médica particular e favorita.
Na lenda do amor, és a minha cardiologista.
Se eu pudesse ver os teus passos passados,
Seria uma bússola para te achar no teu palácio.
Te descrevo com olhos castanhos,
Princesa desconhecida,
Até quando serás desconhecida no jardim da minha vida?
Ah! Se eu pudesse...
Quem pode?
Se o "pudesse" não pode.
Mas irei te achar nessa brincadeira de esconde-esconde.
”
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Besta-Fera
Astuto desde antigo,
Com incontáveis inimigos.
Tua sagacidade terá um final triste.
Ninguém terá pena de ti.
Com os olhos serás visto, afogando-te no infinito,
No infinito onde morrerás com teus malditos amigos.
Tanta crueldade em teu ser,
Te revestes de corpos inocentes no teu parecer.
Tua sentença eterna é garantida
Pela assinatura do Criador:
No abismo do inferno, ao lado da dor,
Do dissabor, com um imenso calor.
Como consegues estar em vida?
Tanta maldade na entrada do homem, até na sua saída.
Quando ouvi que estás à minha volta, enjoei.
Observei-te à minha frente quando te olhei.
Nem quis olhar-te novamente,
Pois me deste vontade de te esfarelar.
Tua aparição vem para enganar,
Maltratar e magoar,
Entristecer os que vivem,
Morder a esperança dos que esperam.
Não conheces a felicidade,
Nem sentes pena, nem de ti.
Tua conversão é impossível,
Pois não há alma em teu ser.
Aguardo com ansiedade tua destruição.
Quero ouvir tua lamentação,
Ver tuas lágrimas escorrerem no rosto,
Sem que tenhas perdão.
E teu maldito ser passar por aniquilação.
Será grande animação em meu coração
”
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Saúdo-te, santa cidade!
Era o que eu pensava a teu respeito.
Andei longos quilómetros a cavalo para te ver de perto.
Surpreendi-me quando vi as indulgências
Nas pontas das unhas dos teus dedos.
Assustei-me com um profundo medo, até dobrar os meus joelhos.
Olhei-te com uma indagação no espírito.
Os meus olhos viram homens a andar de joelhos numa torre,
Para pagar o que não eram tributos.
Quantas mentiras inventaste para escrever no teu imundo pergaminho!
Que tristeza para os meus pés, que andaram com tanta ansiedade pelo caminho.
Mataram a tua dignidade lentamente
E enterraram a tua santidade diante de ti.
Como te sentes?
Os teus monges vestem-se de clemência, vendendo indulgências.
Que pena para os que te bendizem,
Sem saber a realidade que aqui existe.
Reformar os teus fatos antigos
Custar-me-ia a vida.
Não é tanto; pelos nossos patriarcas,
Entregar-me-ei com toda a honra,
Para ver a tua santidade restaurada.
”
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Ódio pessoal
Às vezes me odeio...
Sim, odeio-me sem saber os porquês,
Sem saber os porquês,
Os porquês de ter que conviver com essa mágoa,
Essa maldita mágoa que estrangula meu coração do nada.
Choro lágrimas que só Deus consegue ver nas minhas palavras.
Mas o meu coração sabe.
Sim, ele sabe,
Porque sempre me diz que, nas minhas escolhas erradas,
Sou eu quem acabará ferido.
Esse ódio pessoal repele a minha pele,
Essa mágoa no coração me fere,
Esse ato cotidiano me desagrada.
O que faço?
Tanto cansaço na alma sem descanso.
Vejo meu espírito vagando pela rua descalço.
A despedida sempre dói nos passos.
Esse ódio sarcástico cavou um buraco.
Preciso falar comigo mesmo,
Quero me ouvir,
Quero saber se ainda continuo o mesmo ou mudei.
Tenho que parar, cara a cara,
Diante dessa coisa chamada tentação.
Primeiro, ela me ouve;
E quando chegar a minha vez...
Não irei prestar atenção.
”
―
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Bernardino Bernardo
Membro desde:
26/09/2024
Biografia:
Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.
Frase do Dia
“
Tudo o que vemos ou parecemos / não passa de um sonho dentro de um sonho.
”
—
Edgar Allan Poe
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