Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 14/08/2025


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Saúdo-te, santa cidade!

Era o que eu pensava a teu respeito.  
Andei longos quilómetros a cavalo para te ver de perto.  
Surpreendi-me quando vi as indulgências  
Nas pontas das unhas dos teus dedos.  
Assustei-me com um profundo medo, até dobrar os meus joelhos.  

Olhei-te com uma indagação no espírito.  
Os meus olhos viram homens a andar de joelhos numa torre,  
Para pagar o que não eram tributos.  
Quantas mentiras inventaste para escrever no teu imundo pergaminho!  
Que tristeza para os meus pés, que andaram com tanta ansiedade pelo caminho.  

Mataram a tua dignidade lentamente  
E enterraram a tua santidade diante de ti.  
Como te sentes?  
Os teus monges vestem-se de clemência, vendendo indulgências.  
Que pena para os que te bendizem,  
Sem saber a realidade que aqui existe.  

Reformar os teus fatos antigos  
Custar-me-ia a vida.  
Não é tanto; pelos nossos patriarcas,  
Entregar-me-ei com toda a honra,  
Para ver a tua santidade restaurada. (Bernardino Bernardo)
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Bernardino Bernardo
“NOITES MAL DURMIDAS


As lágrimas quentes banhando o rosto.
A dor brota como as flores da primavera.
E a alma tristonha encontra-se dividida, sem consolo.
Com o coração excomungado e desterrado da sua própria terra.
Sinto o cheiro da morte a vir devagar nos meus sonhos medonhos.
Os velhos demónios rugem como lobos famintos nos meus pesadelos.
E eu estou gemendo sem ter o que fazer.

O coração já não palpita: apenas grita!
Já nem me lembro quem fui e nem sinto as puras brisas.
Sinto-me no mundo dos mortos sem ter morrido.
O sensacionalismo é gritante para os vivos.
Prefiro ser o ladrão moribundo que chorou as últimas lágrimas de sangue ao deixar o mundo.
A tristeza da morte não é apenas ser enterrado; se vives internado com os problemas da vida, tens uma morte garantida ao teu lado.

Queria poder escrever-vos uma carta feliz!
Porque tanto ser triste parece o mesmo que ser feliz...
Tive o desejo de sorrir, porém as lágrimas travaram-me de repente.
Meu Deus!
Os dias maus são inumeráveis como os cabelos da minha cabeça.
Já não durmo, não sorrio, não me alegro como os mancebos virgens na sua mocidade.
Porque estou parado no penhasco rodeado de flechas.

Todavia... sempre que olho para o céu azul,
conto as estrelas na minha tristeza;
dou os meus olhos às nuvens brancas.
Desejo andar sobre as neves.
Escondo-me na tua sombra santa.
Cansado, agoniado, fatigado,
sinto-me renascido com a alma leve.
E deito-me sem temor na tua palavra.
Porque é ali que o meu pobre coração encontra bonança.
”

Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

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“Eu sou quem você não procura.”

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