Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 17/02/2026

Bernardino Bernardo
O AMOR RASGADO!

Foste tu, não eu,
quem rasgou o nosso amor em pedaços,
mergulhou a nossa história na lama do passado,
espalhou ao vento todas as cartas escritas e lidas com os nossos lábios.
E agora imploras que eu ande sobre o vento
em busca dos papéis rasgados?
Pra quê?
Deixa o vento levar para mais longe de ti e de mim!

E se não bastasse,
vês-me com tanta fluidez nas palavras enganosas,
à procura do amor perdido há séculos,
persistindo em ouvir a voz da sombra
no fundo das miragens sem nexo.
O amor, no eco, torna a paixão zelosa,
e a esperança renasce no jardim de um casamento,
com uma noiva que se torna esposa.
Mas olha onde paramos? Num destino violento.

Por isso, limpa as tuas lágrimas, porque elas me ferem!
A tua voz me faz recordar momentos transparentes
e perdidos na minha história,
mas não esquecidos na minha memória.
Foste a rosa desfolhada pela tua arrogância,
viajaste nas nuvens negras sem um sorriso de despedida,
foste como o vento.

Nem pensaste em mim nos braços da traição,
porque o teu ato expôs a maldade do teu coração.
Os teus olhos furtaram a malícia nos caminhos da perdição,
os teus lábios destilavam palavras afáveis na nossa relação.
Mas tu não sabias... que eu via o engano
no sorriso que encarnava o teu coração.

Porém...
apaga as luzes,
acende as velas,
fecha os olhos,
e ouve-me: eu perdoo-te,
mas não há volta entre nós dois.
Dorme um pouco,
deixa o amanhã chegar.
Verás um novo amanhecer,
e terás um novo sonho para sonhar.


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O AMOR RASGADO!

Foste tu, não eu,
quem rasgou o nosso amor em pedaços,
mergulhou a nossa história na lama do passado,
espalhou ao vento todas as cartas escritas e lidas com os nossos lábios.
E agora imploras que eu ande sobre o vento
em busca dos papéis rasgados?
Pra quê?
Deixa o vento levar para mais longe de ti e de mim!

E se não bastasse,
vês-me com tanta fluidez nas palavras enganosas,
à procura do amor perdido há séculos,
persistindo em ouvir a voz da sombra
no fundo das miragens sem nexo.
O amor, no eco, torna a paixão zelosa,
e a esperança renasce no jardim de um casamento,
com uma noiva que se torna esposa.
Mas olha onde paramos? Num destino violento.

Por isso, limpa as tuas lágrimas, porque elas me ferem!
A tua voz me faz recordar momentos transparentes
e perdidos na minha história,
mas não esquecidos na minha memória.
Foste a rosa desfolhada pela tua arrogância,
viajaste nas nuvens negras sem um sorriso de despedida,
foste como o vento.

Nem pensaste em mim nos braços da traição,
porque o teu ato expôs a maldade do teu coração.
Os teus olhos furtaram a malícia nos caminhos da perdição,
os teus lábios destilavam palavras afáveis na nossa relação.
Mas tu não sabias... que eu via o engano
no sorriso que encarnava o teu coração.

Porém...
apaga as luzes,
acende as velas,
fecha os olhos,
e ouve-me: eu perdoo-te,
mas não há volta entre nós dois.
Dorme um pouco,
deixa o amanhã chegar.
Verás um novo amanhecer,
e terás um novo sonho para sonhar. (Bernardino Bernardo)
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Bernardino Bernardo
Turismo na Solidão

Viajando na selva da Amazônia para enxergar as pedras da ilha perdida,
remando no meio do mar ao navegar para as águas esquecidas.
Na noite silenciosa, com a lua atrás das nuvens negras cobrindo a vida,
a solidão beija minha alma, derramando colírio nos meus olhos.
Afundando debaixo das lágrimas no solo mui barroso,
sobressaindo no meio da selva que me pareceu maravilhoso!
Mas foi apenas um sonho.

Sonhei num mundo sem ter contribuído nele.
Viajei até a Irlanda em busca da irlandesa, mas não cheguei até lá,
porque senti o arrepio na pele.
Não deixei o meu sorriso nem a carta, e o amor voltei juntamente com ele.
Voltei pelas florestas da Bélgica com o cavalo de turismo,
com a sétima estrela na alma e quatro letras no meu sorriso.

O poente me achou no meio da floresta,
com andorinhas, borboletas voando sobre as árvores verdejantes, fugindo das bestas.
Oásis cercado com pedras de zimbro.
Eu, no topo do penhasco, contemplando tudo isso sozinho,
uma beleza perdida e cuidada pela natureza desde o princípio.
O vento soprando, balançando as árvores,
águias voando contra o vento, sentindo o odor da chuva que vem.
Eu, olhando no penhasco, sem ninguém.

Estendo-me sobre o vento que sopra,
banho o corpo nas águas idosas,
grito como um leão no seu brando e assusto as raposas.
O ar sopra, sopra e me deixa ninado,
como o homem acalma a sua esposa.

Quero ficar e sentir esse frescor só mais um pouco,
sentir-me perdido nessa floresta bela, brando,
e ouvir sempre o que ouço:
gritos de pássaros, águias e poços borbulhantes,
bebendo só mais um copo.
Só mais um pouco!
Sinto fluir dentro de mim essa paixão sólida como o chão.
Mas que triste! Em saber que foi apenas um turismo na solidão.


Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Sou cristão, crente da Bíblia. Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

Frase do Dia

Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar. As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança.

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