Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 12/02/2026

Bernardino Bernardo
Turismo na Solidão

Viajando na selva da Amazônia para enxergar as pedras da ilha perdida,
remando no meio do mar ao navegar para as águas esquecidas.
Na noite silenciosa, com a lua atrás das nuvens negras cobrindo a vida,
a solidão beija minha alma, derramando colírio nos meus olhos.
Afundando debaixo das lágrimas no solo mui barroso,
sobressaindo no meio da selva que me pareceu maravilhoso!
Mas foi apenas um sonho.

Sonhei num mundo sem ter contribuído nele.
Viajei até a Irlanda em busca da irlandesa, mas não cheguei até lá,
porque senti o arrepio na pele.
Não deixei o meu sorriso nem a carta, e o amor voltei juntamente com ele.
Voltei pelas florestas da Bélgica com o cavalo de turismo,
com a sétima estrela na alma e quatro letras no meu sorriso.

O poente me achou no meio da floresta,
com andorinhas, borboletas voando sobre as árvores verdejantes, fugindo das bestas.
Oásis cercado com pedras de zimbro.
Eu, no topo do penhasco, contemplando tudo isso sozinho,
uma beleza perdida e cuidada pela natureza desde o princípio.
O vento soprando, balançando as árvores,
águias voando contra o vento, sentindo o odor da chuva que vem.
Eu, olhando no penhasco, sem ninguém.

Estendo-me sobre o vento que sopra,
banho o corpo nas águas idosas,
grito como um leão no seu brando e assusto as raposas.
O ar sopra, sopra e me deixa ninado,
como o homem acalma a sua esposa.

Quero ficar e sentir esse frescor só mais um pouco,
sentir-me perdido nessa floresta bela, brando,
e ouvir sempre o que ouço:
gritos de pássaros, águias e poços borbulhantes,
bebendo só mais um copo.
Só mais um pouco!
Sinto fluir dentro de mim essa paixão sólida como o chão.
Mas que triste! Em saber que foi apenas um turismo na solidão.


Imagem da Frase:



Turismo na Solidão

Viajando na selva da Amazônia para enxergar as pedras da ilha perdida,
remando no meio do mar ao navegar para as águas esquecidas.
Na noite silenciosa, com a lua atrás das nuvens negras cobrindo a vida,
a solidão beija minha alma, derramando colírio nos meus olhos.
Afundando debaixo das lágrimas no solo mui barroso,
sobressaindo no meio da selva que me pareceu maravilhoso!
Mas foi apenas um sonho.

Sonhei num mundo sem ter contribuído nele.
Viajei até a Irlanda em busca da irlandesa, mas não cheguei até lá,
porque senti o arrepio na pele.
Não deixei o meu sorriso nem a carta, e o amor voltei juntamente com ele.
Voltei pelas florestas da Bélgica com o cavalo de turismo,
com a sétima estrela na alma e quatro letras no meu sorriso.

O poente me achou no meio da floresta,
com andorinhas, borboletas voando sobre as árvores verdejantes, fugindo das bestas.
Oásis cercado com pedras de zimbro.
Eu, no topo do penhasco, contemplando tudo isso sozinho,
uma beleza perdida e cuidada pela natureza desde o princípio.
O vento soprando, balançando as árvores,
águias voando contra o vento, sentindo o odor da chuva que vem.
Eu, olhando no penhasco, sem ninguém.

Estendo-me sobre o vento que sopra,
banho o corpo nas águas idosas,
grito como um leão no seu brando e assusto as raposas.
O ar sopra, sopra e me deixa ninado,
como o homem acalma a sua esposa.

Quero ficar e sentir esse frescor só mais um pouco,
sentir-me perdido nessa floresta bela, brando,
e ouvir sempre o que ouço:
gritos de pássaros, águias e poços borbulhantes,
bebendo só mais um copo.
Só mais um pouco!
Sinto fluir dentro de mim essa paixão sólida como o chão.
Mas que triste! Em saber que foi apenas um turismo na solidão. (Bernardino Bernardo)
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Bernardino Bernardo
ANTES QUE ME VÁ, PARA NUNCA MAIS VOLTAR.


Não sei para onde o vento vai, mas eu só quero ir junto com ele.
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais.
Navegar no alto mar sem olhar para trás.
Levar as minhas raízes e plantá-las noutro lugar, talvez na beira do mar.
Ver as raízes de novas flores no olhar.
Fechar os olhos e deixar as águas me levarem.
Para mais longe, para nunca mais voltar.

Sumir para um planeta que só Deus conhece o nome.
Sorrir infinitamente, sem ter que me preocupar com o tédio.
Andar nas profundezas do oceano sem fim.
Beijar a terra e fazê-la sorrir!
Banhar-me nas fragrâncias rosas de um complexo jardim.
E deixar a felicidade fluir dentro de mim,
como as águas que escorrem nas pedras de zimbro no oásis.

Vou esquecer tudo pouco a pouco.
Vou apagar as velhas lembranças.
Enquanto vejo o meu reflexo sobre as águas, sinto que há uma esperança.
O coração chora granizos, e os olhos, lágrimas.
E o barco flutua sobre as águas.

Sinto a voz de Deus trovejar no mar na noite silenciosa.
As ondas noturnas balançando o barco da direita para a esquerda, suavemente, sem pressa.
As estrelas cantam um hino de ninar no espaço.
E os anjos tocam a flauta, as andorinhas o tamborim, e as borboletas dançam e pousam no barco enquanto eu durmo nos teus braços.
E a lua me olha do alto.

As nuvens negras me cobrem,
enquanto o vento sopra nas minhas costas.
Vejo as baleias nos meus olhos,
sereias nos meus sonhos.
E o barco continua flutuando para um destino desconhecido.
Para nunca mais voltar.
Para nunca mais.
Mas antes que eu me vá, quero que saibas a verdade: amei-te ontem, amo-te hoje, e amar-te-ei para sempre.


Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

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