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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.737 frases
“
O amor é medida e caminho,
exemplo em cada gesto silencioso.
Não cultiva sombras,
não arquiva mágoas no peito —
é fonte que corre limpa,
mesmo quando a ferem.
Se mil vezes for afastado,
mil vezes retorna,
não por insistência cega,
mas por essência generosa.
Ele sabe perdoar como quem respira,
recomeçar como quem amanhece,
refazer a vida
e reescrever a história
com mãos de esperança.
O amor não se cansa de ser ponte,
nem desiste de ser abrigo.
Está sempre à porta,
paciente como a luz
que espera a janela se abrir.
Basta o nosso aceite —
um sim sincero,
e ele floresce outra vez.
”
―
Newton Jayme
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“
ÁSPERO ABANDONO
A tarde cai no quarto desmedido,
na rua explode um coro descontente;
o rádio sangra um verso reincidente
que fere o pó suspenso e ressentido.
O mundo passa áspero e ferido,
rasgando o céu em lâmina inclemente;
e bate à porta um mal antigo, urgente,
feito um rumor de culpa já sabido.
Arrumo a mesa: o caos retorna inteiro;
nas frestas sopra um vento de outono,
que move a sombra tênue do candeeiro.
Lá fora a noite melancólica e sem sono;
cá dentro um mar revolto, traiçoeiro,
desata em mim seu áspero abandono.
”
―
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“
SONETO DO RUÍDO E DA CHUVA
No quarto a tarde em cinza se recolhe,
na rua um grito estala no cimento;
o rádio cospe um resto de lamento
que a luz, cansada e oblíqua, mal acolhe.
O dia, sujo e turvo, não se escolhe;
desfila em sirenes contra o vento;
e traz no peito um áspero tormento
que em cada gesto trêmulo se colhe.
Arrumo a mesa, em vão componho o espaço,
mas volta o pó, suspenso na memória;
reviro papéis, desfaço o embaraço.
Lá fora a noite escreve a sua história;
cá dentro um temporal mede o compasso
e rompe, mudo, as tábuas da euforia.
”
―
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“
SONETO DO AVESSO
No quarto em desalinho a tarde emudece,
a xícara encardida guarda um resto de hora;
na rua, um coro rouco se entorna e me oferece
um mundo que desanda e outro que me devora.
Há sirenes no asfalto e um rádio que padece
cantando um velho amor que a esquina não decora;
no peito, um passo em falso insiste e não me esquece,
feito dívida antiga que a memória cobra.
Eu varro o pó da sala — ele volta em redemoinho —
como voltam as vozes que jurei deixar no fundo;
ordeno os livros, mas tropeço no caminho.
Lá fora o céu desaba em notícias sobre o mundo,
cá dentro um temporal me arrasta de mansinho,
e chove em cada gesto um medo sem segundo.
”
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CAOS INTERIOR E CAOS EXTERIOR
A rua grita sem saber meu nome.
Os carros passam como pensamentos febris —
nenhum chega a lugar algum,
mas todos fazem barulho suficiente
para fingir destino.
Dentro de mim
há uma escada
em espiral que não termina.
Desço.
Sempre desço.
E a cada degrau encontro uma versão minha
que jura ser a última.
O mundo lá fora desaba em manchetes,
em sirenes,
em rostos que aprenderam a sorrir
como quem paga imposto.
Mas o verdadeiro desmoronamento
acontece no silêncio entre
duas batidas do meu coração —
ali onde ninguém aplaude,
onde ninguém culpa.
Dizem que o caos
é falta de ordem.
Mentem.
O caos é uma ordem tão complexa
que humilha nossa necessidade de sentido.
Há noites em que quase
compreendo tudo —
a injustiça,
o desejo mesquinho,
a piedade que brota tarde demais.
E essa compreensão me enoja.
Porque entender não redime.
O caos exterior é feito de homens
que gritam verdades
como quem vende peixe.
O interior é feito de sussurros
que não ousam virar palavra.
E no entanto,
sou cúmplice dos dois.
Carrego guerras que nunca lutei,
culpas que inventei para não encarar as reais,
e uma estranha ternura
por aquilo que me destrói.
Se houvesse um juiz,
talvez eu pedisse condenação.
Não por justiça —
mas por descanso.
Porque o caos
não é tempestade.
É vigília.
E eu continuo acordado.
”
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“
HORIZONTES
Eu vou até onde meus dias me levarem,
sem apressar o passo,
sem temer a curva inesperada do caminho.
Sigo com o tempo pousado nos ombros
como quem carrega o próprio destino
em silêncio.
Cada amanhecer me empresta um rumo,
cada entardecer me ensina a deixar ir.
Não forço o vento,
não discuto com as marés —
aprendi que a vida se revela
aos que caminham.
E quando meus passos tocarem
o limite invisível das horas,
não haverá fim.
De lá,
o horizonte não será distância,
nem linha que separa céu e chão.
Será abertura.
Será luz derramada além do olhar,
campo infinito onde o agora
se expande em eternidade.
E eu,
que fui caminho enquanto andava,
serei vastidão.
”
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“
Eu vou até onde meus dias me levarem;
de lá, o horizonte se amplia em eternidade.
”
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“
Sigo até onde meus dias alcançam.
Depois, o horizonte não termina —
expande-se em eternidade.
”
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“
Caminho até onde o sopro
dos meus dias me levar.
E lá, onde o tempo parece cessar,
o horizonte deixa de ser linha
e se derrama em eternidade.
”
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“
FÉ MENINA
A mulher acorda antes do universo
e acende o dia com o corpo
ainda em sonho.
Não faz anúncio
do que sustenta —
põe água no fogo,
organiza o invisível,
e o mundo começa.
Há uma coragem que não grita.
Ela passa roupa, passa raiva,
passa a mão no próprio medo
como quem diz: “fique manso”.
Depois atravessa a rua, a vida,
com a dignidade de quem carrega
feira e destino no mesmo braço.
Suas conquistas não pedem palco.
São miúdas e imensas:
um diploma guardado entre receitas,
um salário que paga o gás e a esperança,
um “não” dito na hora exata
como quem fecha a porta ao que não presta.
Reza enquanto lava o quintal,
mas também duvida —
e nessa dúvida há fé suficiente
para mover a semana inteira.
Sabe que o erro existe,
mas não se ajoelha a ele;
aprende, respira, continua.
Quando ri, ilumina o azulejo gasto.
Quando chora, não é fraqueza —
é excesso de humanidade.
A mulher faz do cotidiano
um território sagrado
sem precisar nomear milagre.
E no fim do dia,
quando se senta
com os pés cansados,
há uma grandeza discreta
em seus ombros:
ela não salvou o mundo —
mas o manteve vivo.
”
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“
A mulher sustenta o mundo com a força serena de suas conquistas, mas muitos olhos ainda se fixam nas falhas, como se nelas estivesse toda a verdade. Transformam deslizes em sentença, esquecendo que é da mesma carne que nascem a coragem, a inteligência e a reinvenção. O erro é ruído; a grandeza, quase sempre, é silêncio.
”
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“
A mulher carrega no mundo o brilho de suas conquistas, mas a atenção masculina se prende aos deslizes, como se sombras falassem mais alto que a luz. Enquanto o erro pesa e limita, a coragem e a graça caminham silenciosas, quase imperceptíveis.
”
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“
Paixão dá voz ao poeta;
compaixão dá vida ao cristão.
”
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“
Sem paixão, o poeta é sombra;
sem compaixão, o cristão é pedra.
”
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Perdida a juventude,
a eternidade já se anuncia
à soleira do tempo.
”
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“
Amar é o padrão que ilumina o evangelho;
quem dele se afasta, cai na esterilidade:
macieira sem frutos, fé que não respira.
”
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“
A saudade a gente cria no peito;
a decepção, deixa ao léu.
Talvez por isso repita
o tropeço
como quem chama
o mesmo céu.
”
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“
Se a gente tratasse a decepção
com o mesmo zelo
com que afaga a saudade,
talvez não reincidisse
no erro antigo
com roupa de novidade.
”
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“
CULTIVO
Se cultivássemos as decepções
como se rega a saudade,
talvez não florescessem de novo
os mesmos enganos
no mesmo jardim.
Guardamos a saudade
como quem guarda cartas antigas:
dobradas com cuidado,
relidas em silêncio,
quase queridas.
Mas as decepções —
essas deixamos ao relento,
como se o esquecimento
fosse cura
e não descuido.
Se lhes déssemos nome,
se as puséssemos em vasos
na estante da memória,
talvez reconhecêssemos
o perfume repetido do erro
antes da próxima escolha.
Porque errar não é cair —
é não lembrar do chão.
E há escolhas
que voltam disfarçadas de novidade,
mas têm o mesmo gosto
da fruta que já sabíamos amarga.
Se cultivássemos as decepções
com a mesma ternura
com que alimentamos a saudade,
talvez escolhêssemos diferente.
”
―
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“
HAJA
Haja tantos
para tantos entretantos,
que a vida espalha
entre o agora
e o depois.
Haja fôlego
para cada pausa suspensa,
luz pequena
para cada sombra
que insiste em ficar.
Haja riso
para o meio do choro,
ponte
para o meio do abismo,
mão
para o meio do nada.
E quando o entretanto
se fizer largo demais,
que haja ainda
um tanto —
e mais outro tanto —
de coragem.
Porque a vida
não é só o fim nem o começo:
é esse meio cheio de meios
onde tudo acontece.
Haja tantos
para tantos entretantos.
”
―
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“
Quantos dias são precisos
para que teu nome repouse em meus lábios
como se sempre tivesse morado ali?
Não contarei o tempo em calendários,
mas em silêncios que se entendem,
em risos que se procuram no escuro,
em instantes que se recusam a terminar.
E que eternidade é necessária
para que eu te enxergue anjo?
Talvez nenhuma —
pois há asas invisíveis
em quem sabe cuidar,
há auréolas discretas
em quem espalha paz ao chegar.
Se me perguntas de prazos,
respondo com promessas:
conquista-se no agora,
e eterniza-se no sentir.
Pois quando o amor
é verdadeiro,
o tempo se curva,
os dias florescem,
e a alma reconhece —
antes mesmo de compreender.
”
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“
SAUDADE
É idioma antigo,
pronunciado sem som,
decifrado apenas pelo coração.
É permanecer e,
ainda assim,
pressentir o vazio
que se anuncia como destino.
É mão que não toca
e, mesmo ausente,
marca a pele da alma.
É silêncio que atravessa o tempo,
que ocupa todos os espaços
e faz do peito território sagrado
daquilo que partiu.
Saudade
não é ausência.
É o amor que,
soberano,
recusa morrer.
”
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“
MANIFESTO DO AMOR VIVO
Ninguém morre de amor
diante de quem se ama.
O que morre é o orgulho,
é a defesa,
é a solidão antiga.
Amar não é desmaio —
é circulação.
O sangue encontra caminho,
o corpo reconhece casa
na pele do outro.
É sede que não implora,
é boca que pede
e recebe.
Não há vergonha na fome
quando a mesa é recíproca.
Prazer não é incêndio que consome.
É fogo que aquece
sem reduzir a cinzas.
Amar é permanecer inteiro
enquanto se oferece.
É tocar
sem desaparecer.
E se algo precisa morrer,
que seja o medo —
porque o amor verdadeiro
não mata.
Ele amplia.
”
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“
Ninguém morre de amor
diante de quem ama.
O corpo sabe respirar
quando encontra abrigo.
Amar não é desfalecer —
é beber devagar
da água que o outro oferece.
É fome que se reconhece
e não se envergonha.
É mesa posta
sem culpa.
Prazer não é excesso.
É encontro de duas sedes
que aprendem a se medir.
Quem ama não se destrói.
Se expande.
”
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Talvez amar seja isso:
sentir a partida
mesmo quando ninguém foi.
”
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
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Tem gente que passa a vida inteira travando a inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que está o coringa do baralho.
”
—
Raul Seixas
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