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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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“
Às vezes suspeito que Deus é ateu:
duvida da existência dos homens.
”
―
Newton Jayme
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“
A madrugada sem a lua seria um silêncio sem testemunha, um escuro sem companhia, um amor sem par — como um sapato que perdeu seu pé e ainda insiste em caminhar.
”
―
Newton Jayme
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“
A madrugada sem a lua seria um silêncio sem testemunha, um escuro sem companhia, um ato de amor sem parceiro — um operário usando, no pé esquerdo, o sapato da direita.
”
―
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“
A correção da linguagem
está no que ela faz acontecer.
”
―
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A linguagem não se mede
pelo que promete dizer,
mas pelo que efetivamente faz no mundo.
”
―
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“
A linguagem mais verdadeira
é a que se comprova no que realiza
”
―
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A vida do trabalhador
raramente
se resolve só na urna;
ela se decide no contracheque
e no custo do pão.
”
―
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Nem toda escolha política
muda o peso do salário no fim do mês —
mas algumas ideias prometem mais
do que a vida entrega.
”
―
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Amor sem carinho
é água que promete frescor,
mas não aprende a molhar.
”
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“
Amor sem carícias é água
que passa pela sede sem deixá-la beber.
”
―
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“
No curto milagre do amor,
o tempo se dobra:
e o que era instante
aprende a fingir eternidade,
como quem nega,
em silêncio,
a frieza da morte.
”
―
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Que o amor, embora breve,
se demore na alma —
um instante que engana
a morte e a torna menos certa.
”
―
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“
Às vezes, o problema não é viver
um sonho que não é nosso,
e sim esquecer de ter o próprio.
”
―
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Às vezes, viver um sonho que não é nosso
também é uma forma de nos encontrarmos.
”
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“
Creio na vida póstuma porque todo amor lançado à terra dos homens rompe a sepultura do tempo e floresce na eternidade como estrela depois da noite.
”
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Só ama de verdade
quem guarda no coração
uma intensa vontade de amar.
”
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ALMA DA ALMA
Se o mundo é pedra bruta em noite cega,
teu nome é faísca que a matéria nega;
um punhal de aurora rasga o infinito,
quando a carne aprende o idioma do rito.
Não és ideia — és febre que desata
as correntes do verbo na voz que me mata;
és maré que devora a costa do ser,
e ensina o vazio a também florescer.
No fundo do peito onde o tempo se encerra,
há um sino enterrado debaixo da terra;
e o amor — não palavra, mas incêndio em segredo —
acorda esse sino sem língua nem medo.
Se a alma é um navio sem porto nem chão,
tu és tempestade a rasgar-lhe a direção;
e ele aprende, ao ser partido em naufrágio,
que o abismo também pode ter miragem.
Não te nomeio com flores de vitrine,
nem verso que a doçura fácil determine;
te canto em aço, em vertigem e espinho,
em sangue que pensa e se faz caminho.
Porque amar não é calma, nem doce paisagem —
é faca que escreve na própria paisagem;
é quando o ser, em chama desobediente,
descobre que existe por ser continente.
E se a alma é só noite sem mão que a conduza,
o amor é a espada que a breu-absoluto traduz;
não para ferir — mas para abrir passagem
àquilo que dorme além da linguagem.
Assim te digo, sem véu e sem asa:
o amor é a alma que a própria alma arrasa;
e, ao arrasá-la, lhe dá nova altura —
como fogo que inventa a própria ventura.
E ao fim, quando a linguagem cai de joelhos,
e o mundo já não se sustenta em seus espelhos,
fica a verdade sem cortina, sem disfarce, sem trama:
o amor é a essência — não é o álcool da alma.
”
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“
O amor verdadeiro
não chega para ficar…
Chega para incendiar
o que impede
a gente de existir.
”
―
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“
Não me dês a voz dos astros,
nem a língua azul dos mares,
nem o ouro das trombetas
que acordam povos e altares.
Se em meu peito o amor não arde,
serei vento entre ruínas,
um sino perdido à tarde
gemendo em torres vazias.
Posso erguer da noite os véus,
decifrar estrelas frias,
conversar com os velhos rios
que atravessam as idades;
posso ao verbo das montanhas
ordenar: “Move-te, pedra!”
— sem amor, minhas façanhas
são poeira sobre a treva.
Ainda que eu dê aos pobres
o pão último da mesa,
e transforme a própria carne
em fogueira de beleza,
nada fica. Tudo passa
como um barco sem memória,
se o amor não põe sua asa
sobre a cinza transitória.
O amor não traz espadas
nem coroas de vaidade;
anda humilde pelas casas
como a luz da tarde invade.
Tem o passo silencioso
das mães velando o sono,
e um perfume misterioso
de jardim depois do outono.
Ele sofre e não acusa.
Ele espera sem cansaço.
Quando o ódio ergue seus muros,
abre lírios pelo espaço.
Não recolhe as ofensas
como um rei juntando impostos;
faz das dores mais imensas
ponte branca entre os destroços.
Ama a verdade desnuda,
sem teatro e sem aplauso.
É água pura e profunda
sob a febre do cansaço.
Quando tudo cai no abismo
— impérios, nomes e glórias —
o amor permanece aceso
como um sol dentro da história.
Hoje vemos sombras turvas
no cristal das horas breves;
mas virá manhã mais lúcida
sobre os homens e seus medos.
E então, face contra face,
como rios no oceano,
todo enigma se desfaça
nas mãos claras do Eterno.
Ficam fé e esperança
como estrelas sobre o mundo;
mas o amor — ave imensa —
voa além do céu profundo.
Porque Deus, quando fez a alma
e acendeu seus firmamentos,
deu ao amor sua própria chama
para viver nos sentimentos...
”
―
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“
A FLOR E O ABISMO
Na mão, eu trouxe a flor das madrugadas,
A flor febril dos pálidos vergéis;
Trazia o sangue rúbeo das romãs
E o incêndio triste dos ocasos fiéis.
Era a tua cor! — A mesma, a mesma
Que eu via arder nos céus do teu olhar,
Quando tua alma, em cânticos submersa,
Fazia a noite inteira soluçar.
Abriam-se os balcões da ventania...
Dormia a lua em túnicas de gás...
E eu caminhava — espectro da saudade —
Levando o coração como um rapaz
Leva aos altares a primeira espada
Antes da guerra lhe rasgar a paz.
Ó minha amada! Quantos cemitérios
Cabem na sombra de uma despedida?
Quantas auroras morrem silenciosas
No breve espaço de uma mão perdida?
Teu nome, outrora, era um sino de ouro
Banhando a tarde em vibrações de mel;
Hoje é apenas ave ensanguentada
Batendo as asas pelas grades do céu.
Eu te encontrei.
Teu rosto era mais pálido que a névoa
Que sobe aos montes quando o inverno vem.
Havia em teus cabelos a tristeza
Das catedrais que não recebem ninguém.
Então calei.
Porque há dores que possuem templos
Onde a palavra humana não entrou.
E a própria lágrima, cansada e fria,
Ajoelha-se aos pés de quem amou.
Deixei a flor sobre a madeira escura.
Tu não sorriste.
Mas teus dedos lentos
Tocaram suas pétalas cansadas
Como quem toca ruínas e fragmentos.
Depois parti.
A noite abriu as asas sobre a rua;
Os lampiões tremiam de terror...
E eu fui sozinho, carregando o destino
Como um navio afunda o próprio amor.
”
―
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“
ONLINE PRA VOCÊ, MEU AMOR
Quero viver de esperança
Como quem espera o “online”
Na fumaça azul da tela
Quando teu nome reluz enfim
Quero tremer no teu toque
Quando o celular vibrar
Como a janela na chuva
Quando o vento vem chamar
Teu cabelo solto à noite
Tem cheiro de pôr do sol
E entre luzes da avenida
Teu olhar me deixa só
Moça feita de mistério
Filtro, fumaça e neon
Teu silêncio tem a calma
De uma canção em lo-fi bom
Quando apareces na timeline
O mundo inteiro desfaz
Até a lua perde o brilho
Só pra te seguir em paz
Teus dedos no velho teclado
São constelações no ar
Cada mensagem que escreves
Faz meu coração te amar
E quando mandas um áudio
Com essa voz de verão
As flores morrem de inveja
Dos carinhos da tua mão
Ah, se um dia teus lábios
Parassem sobre os meus
Eu trocava mil futuros
Pela febre desse adeus
Porque amar virou incêndio
No visor da solidão
Difícil é sobreviver
Depois da última conexão
Quero viver de esperança
Mesmo sabendo perder
Pois quem já dormiu nos teus braços
Não consegue esquecer
E se a vida me apagasse
Como um story no clarão
Teu nome ainda bateria
Notificação no coração.
”
―
Newton Jayme
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“
Sinto falta de você
não da ausência comum
dessas que o tempo dissolve
entre copos e domingos.
Sinto falta
do jeito exato
como teu silêncio
encostava no meu peito
sem pedir tradução.
A casa continua inteira,
mas os objetos perderam
a utilidade da alegria.
O corredor guarda gemidos,
o lençol desaprendeu
a linguagem das manhãs,
e o café esfria sozinho
na metade da conversa.
Sinto falta dos seus braços
não como abrigo —
abrigo qualquer inverno oferece —
mas como quem segura o mundo
sem apertar demais.
Havia uma calma rara
na curva do teu abraço:
fé e vertigem
dividindo o mesmo corpo.
Agora a noite cresce
pelos cantos da sala,
e eu caminho dentro dela
como quem procura mar
numa cidade sem vento.
Se você voltasse hoje,
não haveria discurso.
Só esse silêncio imenso
ajoelhado entre nós
feito música
esperando coragem.
Sinto falta de você,
dos seus braços
que ainda moram
na memória do meu corpo.
”
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“
A verdadeira Escritura é gravada
pelo Espírito Santo nas tábuas do coração.
”
―
Newton Jayme
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“
Quem se entrega ao amor
também sangra poesia,
faz do peito um abrigo
contra a noite fria.
Carrega nos olhos
tempestades e luz,
cai mil vezes no mundo,
mas o afeto conduz.
E canta —
mesmo quando a dor desafina,
mesmo quando o silêncio domina.
Canta,
porque amar é revolução,
é fogo aceso na escuridão.
Quem tece o amor
não vive pela metade,
rasga muros com flores,
vence a brutalidade.
Transforma lágrimas
em rios de resistência,
faz do abraço um abrigo,
da palavra, permanência.
E canta —
com a força de quem não recua,
com a alma inteira, crua.
Canta,
porque o amor quando vira canção
faz tremer o chão do coração.
No fim,
ficam os versos no vento,
o eco de um sentimento
que ninguém conseguiu calar.
Porque quem se entrega ao amor
nunca canta sozinho —
leva o mundo inteiro
dentro da voz e do caminho.
”
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“
Quem tece o amor
não trabalha apenas com fios —
costura ausências,
remenda medos,
e borda esperança
no peito do tempo.
Cada gesto é um verso escondido,
cada silêncio, uma rima suave
que só os corações atentos conseguem ler.
Há poesia nas mãos que esperam,
nos olhos que permanecem,
na ternura que insiste
mesmo depois das tempestades.
Porque amar
é escrever sem tinta,
é deixar poemas vivos
na memória de alguém.
E quem aprende a amar assim
transforma a própria existência
num livro de delicadezas eternas.
”
―
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
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Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais.
”
—
Arnaldo Jabor
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