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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.979 frases
“
Amor que é amor
não guarda lágrimas
nem sorrisos só para si;
chora com quem sofre,
festeja com quem se encontra,
e na alegria alheia, se refaz inteiro.
”
―
Newton Jayme
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“
Amor que é amor não prende lágrimas,
não calcula dores nem alegrias,
só se faz ponte entre corações:
chora com quem chora,
festeja com quem se encontrou.
Não conhece posse nem medo,
só se alegra quando outro encontra
o riso que havia perdido,
a luz que havia se escondido.
É amor que não impõe presença,
mas se faz abrigo no silêncio do outro,
que entende que a felicidade plena
não se divide, se soma ou se multiplica.
Amor que é amor não se apaga,
porque nasce na eternidade do olhar,
na partilha dos passos, dos pés calçados,
no gesto que transforma solidão em festa.
”
―
Newton Jayme
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“
Será que o tempo marca encontros,
ou apenas nos deixa andar à toa,
como folhas levadas pelo vento,
sem ver que a vida inteira nos chama?
Ando distraído, olhos baixos,
passos desencontrados na rua da pressa,
e o amor — esse fantasma sorridente —
bate à porta e eu nem percebo.
Talvez ele já tenha passado,
com o sol nas costas e a mão estendida,
ou esteja ali, quieto, esperando
que eu pare de correr e o reconheça.
Não é culpa do mundo, nem do relógio,
é minha cegueira de quem sempre teme,
e mesmo assim o coração insiste:
“Olha para frente, que alguém te espera.”
Se o tempo marca encontros, eu ainda não vi,
mas sigo cantando, atento ao sol,
esperando que o acaso ou a vida,
traga finalmente o teu rosto ao meu caminho.
”
―
Newton Jayme
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“
Quero acalmar meu ser dentro da tua alma,
não como a brisa tímida que roça e vai embora,
mas como o rio exausto que, enfim, se derrama
no peito largo do mar — e ali se demora.
Trago nos passos o pó das longas ausências,
mapas rasgados de rotas que não voltaram,
murmúrios de vozes perdidas nas transparências
das horas que, frias, por mim naufragaram.
Fui feito estrada sem sombra nem destino,
fui feito vela rasgada em vento adverso,
um nome errante, um silêncio peregrino
buscando em vão seu sentido disperso.
Mas eis que em ti se aquieta o meu desvario,
como quem fecha os olhos após a tormenta;
teu olhar — abrigo antigo e tardio —
é chão onde a minha vertigem se assenta.
Não te peço promessas, nem juras de eternidade,
que o tempo é lâmina sutil e traiçoeira;
quero apenas pousar minha humanidade
na tua paz funda, simples, verdadeira.
E se o mundo, feroz, me chamar de volta à queda,
se outra vez me perder nos abismos de mim,
que seja teu ser a luz que me enreda
e me recorda onde enfim me perdi... de fim.
Porque amar-te não é incêndio breve:
é porto aceso na noite que me consome —
é ter, depois de tanto ser quem não se teve,
um lugar onde repousa, inteiro, o meu nome.
”
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“
Quero acalmar meu ser dentro da tua alma, como quem finalmente encontra um lar depois de tanto se perder.
”
―
Newton Jayme
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“
Chegou sem alarde,
feito quem não quer nada,
sentou na beirada
do que em mim doía.
Nem fez promessa,
nem jurou eternidade —
só ficou à vontade
onde a dor cabia.
E tinha um jeito
de tocar sem pressa,
como quem confessa
sem nem perceber.
Foi remendando
os rasgos da alma,
com linha de calma
que eu não via ter.
E quando notei,
já era outro o meu pranto —
virado em canto,
baixinho, a viver.
”
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“
Cicatriz quieta
um amor pousa leve
e nasce cura.
”
―
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“
O amor que cativa mesmo é o que não se assusta com a ferida — encosta, demora… e cura.
”
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“
Há um amor raro: aquele que não teme as cicatrizes da alma, mas as abraça até que se tornem parte da cura.
”
―
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“
No espelho embaçado da manhã
Vi um rosto que pedia perdão
Pelos dias em que andei de mãos vazias
Sem segurar meu próprio coração
Fiz de mim morada abandonada
Deixei a porta aberta ao desamor
Qualquer passo entrava sem bater
E eu chamava de afeto o que era dor
Mas um dia, sem alarde ou aviso
Arrumei a casa devagar
Varri culpas, remendei o riso
E aprendi comigo a conversar
Coloquei meu nome no prato da mesa
Me servi do que eu quis sentir
Descobri, na simples gentileza,
Que era em mim que eu devia existir
Hoje canto baixo, mas inteiro
Sem pedir licença pra viver
Pois quem se ama encontra no primeiro
O começo bonito de ser
”
―
Newton Jayme
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“
Teu nome ainda mora
na quina da minha boca,
como um copo esquecido
na mesa depois da festa
O tempo varreu as pegadas da sala,
mas não levou o peso do teu riso
Tem dias que a ausência faz barulho
feito um trem cruzando
uma ponte de ferro,
e eu fico ali, parado,
vendo o nada passar,
carregado de você
Se tudo é rio,
por que esse amor é pedra?
Se tudo voa, por que ele
finca raiz no vento?
Eu já tentei te desaprender nos detalhes,
trocar tua voz por uma canção de rádio,
mas teu silêncio tem um gosto antigo
que nenhuma novidade consegue dissolver
É como um incêndio manso,
ardendo sem fumaça dentro do peito
E quanto mais o mundo gira e desmente,
mais esse resto de nós insiste
Se tudo passa, por que você não vai?
Por que teu semblante escolheu me habitar?
Se o tempo é estrada que nunca retorna,
quem foi que ensinou o amor a ficar?
Te levo em mim sem corpo, sem tempo,
feito mar que não precisa do cais
Se tudo passa, me explica agora:
por que é que você ainda não passa?
Te procurei nos cantos improváveis,
numa xícara trincada, num livro esquecido
Mas você não cabe em lugar nenhum,
porque virou tudo que eu vejo
Saudade é bicho sem anatomia:
não sangra, não morre,
não pede licença
Só deita comigo toda noite
e acorda antes de mim
Talvez o amor seja erro do tempo,
um defeito bonito na lógica do fim,
uma chuva que cai ao contrário,
molhando o que já não está aqui
Se tudo passa, por que você não vai?
Por que teu semblante escolheu me habitar?
Se o tempo é estrada que nunca retorna,
quem foi que ensinou o amor a ficar?
Te levo em mim sem corpo, sem tempo,
feito mar que desaprendeu de secar
Se tudo passa… então me diz, embora:
por que é que você insiste em ficar?
”
―
Newton Jayme
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“
Quando tudo passa — tempestade e tormenta,
E o mundo em cinzas jaz sob o céu,
O amor, qual chama eterna, se apresenta,
E ergue a alma ao infinito véu.
Não há morte que lhe roube a essência,
Nem o tempo que sua luz possa apagar;
É voz, é prece, é suave persistência,
É estrela que no peito sabe brilhar.
Enquanto corações, em silêncio, lembram,
Enquanto mãos se entrelaçam sem cessar,
O amor nos torna eternos, não se rendem,
E nos dá o poder de nunca findar.
”
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“
Antes de me escolher, escolhe-te sempre.
”
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“
Ama-te primeiro, sempre,
deixa que o amor cresça em silêncio,
e então dança comigo entre os dias.
”
―
Newton Jayme
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“
CENTELHA DIVINA
Somos poeira nas mãos do tempo,
corações feridos a caminhar,
trazendo sombras no pensamento
e tantas quedas no mesmo lugar.
Mas do céu desce uma centelha mansa,
luz suave a dispersar a escuridão;
e o que era medo e cansaço
renasce em coragem no coração.
Quando o amor toca a alma perdida,
até a noite aprende a brilhar,
e o mundo volta a ser jardim
onde a esperança ousa sonhar.
É chama do alto ardendo em nós,
Espírito vivo que muda a história,
faz pecadores erguerem a voz
e escreverem milagres na memória.
Se o amor acende o coração,
nenhum homem vive em vão.
Mãos tão frágeis, tão humanas,
mas capazes de se estender
aos caídos pelas estradas
que ninguém quis enxergar.
Pois o amor, quando nasce por dentro,
não conhece divisão nem solidão:
faz do simples um instrumento
de esperança e libertação.
Quando o amor vence a nossa fraqueza,
até o mundo aprende a mudar,
e o pão nosso de cada dia
começa, enfim, a se partilhar.
E se cairmos outra vez,
o amor nos chama a levantar,
pois Deus escreve em nossa pequenez
mil razões para recomeçar.
O amor é chama do alto
ardendo silenciosa em nós,
luz eterna em vasos de barro,
força divina na humana voz.
Faz do fraco um sinal de Deus
e do perdão o mais belo amparo;
e quando o amor habita em cada irmão,
o mundo inteiro encontra reparo —
e a história começa, de novo,
a aprender o caminho da paz e da salvação.
”
―
Newton Jayme
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“
O amor é centelha divina acesa no peito humano: um dom que, mesmo em corações marcados pela falha, ergue homens frágeis para feitos simples e extraordinários que mudam o destino do mundo.
”
―
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“
O amor é um dom que vem do alto,
capaz de visitar até as almas mais imperfeitas
e fazê-las erguer gestos tão grandes
que o mundo jamais volta a ser o mesmo.
”
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Newton Jayme
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Inter Terram et Mare
Inter terram et mare stat portus quietus,
limen aquarum, limes viarum.
Hic venti consilium mutant,
hic vela dubitant,
hic hominum fata morantur.
Portune, custos clavium tacitarum,
tu cardines rerum servas.
Non fragor belli, non vox regum
sed parvus sonus ferri in sera
imperium tuum nuntiat.
Nam inter clausum et apertum
tenue regnum tuum iacet:
ubi manus vertit clavem,
ubi porta cedit tempori,
ubi occasio nascitur.
Da igitur oculos qui limina videant,
mentem quae signa ventorum intellegat:
ut, cum hora tacita advenerit,
per portam tuam transeam
inter terram et mare.
Tradução poética:
Entre a terra e o mar está o porto em silêncio,
limiar das águas, fronteira dos caminhos.
Ali os ventos mudam de conselho,
ali as velas hesitam,
ali o destino dos homens espera.
Portuno, guardião das chaves silenciosas,
tu preservas os eixos do mundo.
Não o estrondo da guerra nem a voz dos reis,
mas o pequeno som do ferro na fechadura
anuncia teu poder.
Pois entre o fechado e o aberto
repousa teu reino sutil:
onde a mão gira a chave,
onde a porta cede ao tempo,
onde nasce a oportunidade.
Concede, então, olhos que vejam os limiares
e mente que compreenda os sinais dos ventos,
para que, quando a hora silenciosa chegar,
eu atravesse tua porta
entre a terra e o mar.
”
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“
O verdadeiro amigo surge sem chamado,
atento mesmo ao silêncio de quem precisa.
”
―
Newton Jayme
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“
No instante em que a respiração se perde,
e o corpo cede ao peso do silêncio,
algo no escuro quieto se converte
em campo aberto além de todo tempo.
A vida, antes contida em poucos dias,
desata seus limites na distância;
o que era breve rompe as cercanias
e aprende outra medida de abundância.
Não é vitória clara nem derrota,
é só passagem lenta e necessária
de quem da própria noite se liberta.
Pois quando o tempo humano enfim se esgota,
cumpre-se a frase antiga e temerária:
morrer é receber uma eternidade inteira para viver.
”
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“
Morrer é receber uma eternidade inteira para viver.
”
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“
Para ser feliz,
a conta muda de lado:
o outro importa.
”
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SÓ DE IMAGINAR
Só de imaginar a felicidade,
Sinto o coração dançar de verdade.
O mundo parece mais colorido,
Cada passo leve, cada sonho vivido.
E mesmo sem tocar, já posso sentir,
O riso, a luz, me fazem sorrir.
Só de imaginar, já sou feliz,
Um céu aberto, um doce aprendiz.
De cada instante que ainda vai chegar,
Só de imaginar, eu posso voar.
O vento traz notas de alegria,
Pequenos brilhos na rotina do dia.
Não preciso esperar, o presente é agora,
O coração canta e o tempo se enamora.
E mesmo sem tocar, já posso sentir,
O riso, a luz, me fazem sorrir.
Só de imaginar, já sou feliz,
Um céu aberto, um doce aprendiz.
De cada instante que ainda vai chegar,
Só de imaginar, eu posso voar.
E se a vida me disser “espere pra sonhar”,
Eu sorrio, porque já sei onde vou estar.
Em cada pensamento, em cada olhar,
A felicidade começa a brilhar.
Só de imaginar, já sou feliz,
Um céu aberto, um doce aprendiz.
De cada instante que ainda vai chegar,
Só de imaginar, eu posso voar.
Só de imaginar… eu posso voar…
”
―
Newton Jayme
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“
Só de imaginar a felicidade,
meu peito dança em liberdade.
Um sorriso nasce sem pedir,
uma luz começa a surgir.
O vento traz notas de alegria,
o tempo parece poesia.
Não é presente, nem passado,
é o instante que já é encantado.
E se a vida um dia sussurrar,
que é preciso esperar pra sonhar,
eu digo, com riso contente e sereno:
“Só de imaginar, já sou pleno..
”
―
Newton Jayme
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ALMA GÊMEA DE MINH'ALMA
Alma gêmea,
fica em mim, não vai embora,
me costura por dentro agora,
faz morada no meu peito aberto.
Alma gêmea,
se eu me perco, me encontra,
se eu me quebro, me monta,
és meu avesso mais certo.
Volta pra mim —
como o mar chama a lua,
como a noite chama a rua,
como eu chamo você.
Alma gêmea, alma minha,
me devolve a direção,
cola os cacos do meu peito,
faz pulsar meu coração.
Alma gêmea, não demora,
vem morar dentro de mim,
se eu sou metade do sonho,
você é começo e fim.
Alma de minh’alma,
vento que sopra em mim,
és o milagre da calma
depois do quase sem fim.
Alma de minh’alma,
porto depois do mar,
se antes eu era sal diluído,
hoje aprendi a amar,
sou inteiro.
Alma gêmea,
és maré que desaprende o cais,
vento que inclina meus ais
pro azul mais fundo do impossível.
Alma gêmea,
teu nome é sol submerso,
um eclipse no meu verso,
meu avesso indivisível.
Se eu fui estilhaço no tempo,
teu sopro me fez constelação —
agora meu peito é relâmpago lento
clareando a escuridão.
Alma de minh’alma,
vento que sopra em mim,
és o milagre da calma
depois do quase sem fim.
Alma de minh’alma,
porto depois do mar,
se antes eu era sal diluído,
hoje aprendi a amar,
sou inteiro.
Entre mundos e tempos,
te encontrei,
na calma do teu abraço,
me perdi e me achei.
Alma gêmea,
do meu silêncio à voz,
você é o meu sempre,
o meu nós.
Depois do deserto,
voltei!
”
―
Newton Jayme
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.
”
—
Artur da Távola
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