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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.979 frases
“
Às vezes me ocorre que os sonhos
mais verdadeiros não acontecem no sono,
mas na consciência desperta.
”
―
Newton Jayme
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“
Às vezes me parece que os sonhos
mais verdadeiros nascem não no sono,
mas na vigília.
”
―
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“
NO SEXTO DIA
No sexto dia, quando o céu ardia
Nas chamas puras da criação,
Deus inclinou-se sobre o infinito
E falou ao vento da imensidão:
— Faça-se a poesia!
E então a luz tremeu nas estrelas,
O mar cantou na concha vazia,
E entre perfumes, auroras e sonhos
Surgiu na terra a mulher — poesia.
Tinha nos olhos a noite serena,
Nos lábios o canto da primavera,
E em cada passo deixava espalhada
A graça divina que o mundo espera.
Se o verso nasce do peito em chama,
Se a lira vibra na solidão,
É porque um dia Deus fez da beleza
Carne e alma — numa criação.
E desde então, quando o poeta canta
E o coração se embriaga de luz,
É a eterna poesia da mulher
Que pela vida inteira reluz.
”
―
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“
Ao seu lado,
o sono me abandona,
mas a minh’alma descansa.
”
―
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“
Quando o amor se torna rotina,
tudo sai da mesmice.
”
―
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“
Você é um só,
mas reúne todos os motivos.
”
―
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“
O difícil do amor
é acertar a terra boa.
Difícil no amor:
entregar-se à terra boa.
”
―
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“
Com você,
dormir se torna impossível.
O amor é alucinógeno.
”
―
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“
Ao seu lado,
o sono me abandona,
e meu coração descansa.
”
―
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“
Você: bagagem cheia de vida,
mas leve no coração.
”
―
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Cérebro cheio.
Saudade agitada.
Cérebro cheio,
saudade em fúria.
”
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Na ausência,
tudo fica distante,
menos seu rosto.
”
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Hoje abri a janela na hora errada.
A alma buscava calmaria.
Esperei o sopro manso da paz.
Porém o céu mudou de repente:
pela janela aberta da vida
entraram tempestade e ventania.
”
―
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“
Hoje abri a janela na hora errada;
onde esperava calmaria,
encontrei tempestade e ventania.
”
―
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“
Hoje abri a janela na hora errada;
em vez de calmaria,
entraram tempestade e ventania.
”
―
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“
Depois do beijo e do amor,
tornamo-nos imortais um para o outro.
”
―
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“
ALMA GÊMEA
Alma gêmea,
fica em mim, não vai embora,
me costura por dentro agora,
faz morada no meu peito aberto.
Alma gêmea,
se eu me perco, me encontra,
se eu me quebro, me monta,
és meu avesso mais certo.
Volta pra mim —
como o mar chama a lua,
como a noite chama a rua,
como eu chamo você.
Alma gêmea, alma minha,
me devolve a direção,
cola os cacos do meu peito,
faz pulsar meu coração.
Alma gêmea, não demora,
vem morar dentro de mim,
se eu sou metade do sonho,
você é começo e fim.
Alma de minh’alma,
vento que sopra em mim,
és o milagre da calma
depois do quase sem fim.
Alma de minh’alma,
porto depois do mar,
se antes eu era pedaço,
hoje aprendi a amar.
Alma gêmea,
és maré que desaprende o cais,
vento que inclina meus ais
pro azul mais fundo do impossível.
Alma gêmea,
teu nome é sol submerso,
um eclipse no meu verso,
meu avesso indivisível.
Se eu fui estilhaço no tempo,
teu sopro me fez constelação —
agora meu peito é relâmpago lento
clareando a escuridão.
Alma de minh’alma,
vento que sopra em mim,
és o milagre da calma
depois do quase sem fim.
Alma de minh’alma,
porto depois do mar,
se antes eu era pedaço,
hoje aprendi a amar.
”
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O amor é medida e caminho,
exemplo em cada gesto silencioso.
Não cultiva sombras,
não arquiva mágoas no peito —
é fonte que corre limpa,
mesmo quando a ferem.
Se mil vezes for afastado,
mil vezes retorna,
não por insistência cega,
mas por essência generosa.
Ele sabe perdoar como quem respira,
recomeçar como quem amanhece,
refazer a vida
e reescrever a história
com mãos de esperança.
O amor não se cansa de ser ponte,
nem desiste de ser abrigo.
Está sempre à porta,
paciente como a luz
que espera a janela se abrir.
Basta o nosso aceite —
um sim sincero,
e ele floresce outra vez.
”
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ÁSPERO ABANDONO
A tarde cai no quarto desmedido,
na rua explode um coro descontente;
o rádio sangra um verso reincidente
que fere o pó suspenso e ressentido.
O mundo passa áspero e ferido,
rasgando o céu em lâmina inclemente;
e bate à porta um mal antigo, urgente,
feito um rumor de culpa já sabido.
Arrumo a mesa: o caos retorna inteiro;
nas frestas sopra um vento de outono,
que move a sombra tênue do candeeiro.
Lá fora a noite melancólica e sem sono;
cá dentro um mar revolto, traiçoeiro,
desata em mim seu áspero abandono.
”
―
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SONETO DO RUÍDO E DA CHUVA
No quarto a tarde em cinza se recolhe,
na rua um grito estala no cimento;
o rádio cospe um resto de lamento
que a luz, cansada e oblíqua, mal acolhe.
O dia, sujo e turvo, não se escolhe;
desfila em sirenes contra o vento;
e traz no peito um áspero tormento
que em cada gesto trêmulo se colhe.
Arrumo a mesa, em vão componho o espaço,
mas volta o pó, suspenso na memória;
reviro papéis, desfaço o embaraço.
Lá fora a noite escreve a sua história;
cá dentro um temporal mede o compasso
e rompe, mudo, as tábuas da euforia.
”
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SONETO DO AVESSO
No quarto em desalinho a tarde emudece,
a xícara encardida guarda um resto de hora;
na rua, um coro rouco se entorna e me oferece
um mundo que desanda e outro que me devora.
Há sirenes no asfalto e um rádio que padece
cantando um velho amor que a esquina não decora;
no peito, um passo em falso insiste e não me esquece,
feito dívida antiga que a memória cobra.
Eu varro o pó da sala — ele volta em redemoinho —
como voltam as vozes que jurei deixar no fundo;
ordeno os livros, mas tropeço no caminho.
Lá fora o céu desaba em notícias sobre o mundo,
cá dentro um temporal me arrasta de mansinho,
e chove em cada gesto um medo sem segundo.
”
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CAOS INTERIOR E CAOS EXTERIOR
A rua grita sem saber meu nome.
Os carros passam como pensamentos febris —
nenhum chega a lugar algum,
mas todos fazem barulho suficiente
para fingir destino.
Dentro de mim
há uma escada
em espiral que não termina.
Desço.
Sempre desço.
E a cada degrau encontro uma versão minha
que jura ser a última.
O mundo lá fora desaba em manchetes,
em sirenes,
em rostos que aprenderam a sorrir
como quem paga imposto.
Mas o verdadeiro desmoronamento
acontece no silêncio entre
duas batidas do meu coração —
ali onde ninguém aplaude,
onde ninguém culpa.
Dizem que o caos
é falta de ordem.
Mentem.
O caos é uma ordem tão complexa
que humilha nossa necessidade de sentido.
Há noites em que quase
compreendo tudo —
a injustiça,
o desejo mesquinho,
a piedade que brota tarde demais.
E essa compreensão me enoja.
Porque entender não redime.
O caos exterior é feito de homens
que gritam verdades
como quem vende peixe.
O interior é feito de sussurros
que não ousam virar palavra.
E no entanto,
sou cúmplice dos dois.
Carrego guerras que nunca lutei,
culpas que inventei para não encarar as reais,
e uma estranha ternura
por aquilo que me destrói.
Se houvesse um juiz,
talvez eu pedisse condenação.
Não por justiça —
mas por descanso.
Porque o caos
não é tempestade.
É vigília.
E eu continuo acordado.
”
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Newton Jayme
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HORIZONTES
Eu vou até onde meus dias me levarem,
sem apressar o passo,
sem temer a curva inesperada do caminho.
Sigo com o tempo pousado nos ombros
como quem carrega o próprio destino
em silêncio.
Cada amanhecer me empresta um rumo,
cada entardecer me ensina a deixar ir.
Não forço o vento,
não discuto com as marés —
aprendi que a vida se revela
aos que caminham.
E quando meus passos tocarem
o limite invisível das horas,
não haverá fim.
De lá,
o horizonte não será distância,
nem linha que separa céu e chão.
Será abertura.
Será luz derramada além do olhar,
campo infinito onde o agora
se expande em eternidade.
E eu,
que fui caminho enquanto andava,
serei vastidão.
”
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Newton Jayme
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“
Eu vou até onde meus dias me levarem;
de lá, o horizonte se amplia em eternidade.
”
―
Newton Jayme
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“
Sigo até onde meus dias alcançam.
Depois, o horizonte não termina —
expande-se em eternidade.
”
―
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.
”
—
Artur da Távola
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