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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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“
O amor que se vive por Deus, com Deus e em Deus é como fonte eterna: nunca seca, nunca cansa, e sempre se renova no coração que se entrega.
”
―
Newton Jayme
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“
É impossível haver um cessar-fogo com Deus, isto é, amar a Deus sobre todas as coisas, sem antes haver um cessar-fogo com o próximo, sem amar os irmãos.
”
―
Newton Jayme
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“
Há um amor escondido
em Deus que,
quando encontrado,
muda tudo sem fazer alarde.
”
―
Newton Jayme
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“
Sou tão intenso como o mar,
o amor me traz calmarias;
a injustiça me revolta,
como vento em águas frias.
Carrego em mim tempestades
e também mansidão,
sou abrigo quando amo,
sou trovão na indignação.
Se a ternura me visita,
faço do peito um cais;
mas se o mundo fere o justo,
minha alma não se cala jamais.
”
―
Newton Jayme
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“
INTENSIDADE
Sou tão intenso quanto o mar,
mudo de cor conforme a luz,
tem dia que eu sei me acalmar,
tem dia que a dor me conduz.
O amor me deita em calmarias,
feito brisa a me tocar e ninar,
mas a injustiça acende em mim
ondas profundas a lutar.
Eu vou, entre o céu e o chão,
tentando entender meu coração.
Sou mar aberto, sou contradição,
sou paz que chega e rebenta em paixão,
se o amor vem, eu sei me entregar,
mas se é injusto, eu não sei me calar.
Trago silêncios guardados
e um mundo inteiro no olhar,
sou porto quando é preciso,
mas sei também me revoltar.
E se a vida insiste em ferir,
eu faço da dor um jeito de florir.
Sou mar aberto, sou contradição,
sou paz que chega e rebenta em paixão,
se o amor vem, eu sei me entregar,
mas se é injusto, eu não sei me calar.
Eu vou, entre o céu e o chão,
tentando entender meu coração.
E se a vida insiste em ferir,
eu faço da dor um jeito de florir.
Sou tão intenso quanto o mar…
e amar é o que me faz navegar.
Sou capaz de insistir e recuar
pra no fim da dor, inteiro, me levantar.
Sou tão intenso quanto o mar…
e amar é o que me faz navegar.
”
―
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“
Na rua de dentro da minha janela,
passa um silêncio vestido de flor;
uma senhora varrendo a memória
e um rádio antigo cantando de dor.
Tem um menino riscando o futuro
num chão de giz quase apagado,
e um homem sério contando os minutos,
como quem deve ao tempo emprestado.
Ah, mas quem vê de fora não sente
o peso maneiro que a vida traz,
que a gente esconde no meio da gente
pra parecer que tanto faz.
No bar da esquina, um copo esquecido
brinda sozinho a quem já não vem,
e o garçom limpa o resto do mundo
com o mesmo pano de sempre, amém.
Tem uma moça guardando no peito
cartas que nunca vai entregar,
e um violão desafina o momento
de quem ainda insiste em sonhar.
Ah, e eu aqui nessa mesma varanda,
conto histórias pra me distrair;
que a vida passa, tropeça, desanda,
mas sempre dá um jeito de rir.
Se um dia a noite bater à sua porta,
não se assuste: convide pra entrar;
que a dor, às vezes, quando se solta,
vira canção só pra não gritar.
”
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“
O tempo passa,
e hei de me encontrar
comigo mesmo no futuro.
”
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“
O profeta caminha entre tempos:
no silêncio do futuro,
o passado fala,
e ele escuta.
”
―
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“
O profeta é aquele que enxerga o passado no futuro.
”
―
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“
Há um lugar
onde o tempo se dissolve.
O passado não existe,
e o futuro não se anuncia.
Só resta o hoje,
um hoje que se estende
como o horizonte infinito.
”
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“
Um hoje sem tempo…
onde o pra sempre se perde
entre o que não foi e o que não virá.
”
―
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MOINHO SEM VENTO
O difícil é ser moinho
quando o vento vai embora,
feito amigo de caminho
que promete e não demora.
Fica a porta entreaberta,
fica a mesa por limpar,
uma ausência tão concreta
que não cansa de ficar.
Já não gira a velha roda,
já não geme o mesmo som,
e esse mundo que me roda
já não roda em tom nenhum.
Há um rangido no peito
que ninguém vem consertar,
é defeito ou é direito
de quem fica a esperar?
Mas persiste, ainda em pé,
feito quem não se desfaz,
porque o vento, quando vier,
há de achar o que ficou pra trás.
Fico em pé, mesmo sem vez,
mesmo quando o céu desmente,
que o moinho é mais que a vez
de girar conforme o vento.
Tem quem viva de rajada,
tem quem viva de ilusão,
eu me guardo na parada
como quem guarda o pão.
Porque o tempo, esse fingido,
dá voltas sem avisar,
e o que hoje é esquecido
amanhã vem procurar.
Se vier de mansinho,
eu nem digo nada,
finjo até que não vi,
faço pouco da estrada
que cansou de fugir de mim.
Mas se venta de novo,
eu me invento outra vez,
dou motivo ao meu povo,
dou razão ao talvez.
Ah, mas eu não me desfaço assim,
sou teimoso por natureza,
mesmo em falta de um fim,
faço fé na incerteza.
Fico em pé, mesmo sem som,
mesmo quando o mundo mente,
que o moinho só é bom
quando gira com o vento.
Sim, persiste, ainda em pé,
feito quem não se desfaz,
porque o vento, quando vier,
há de achar o que ficou pra trás.
”
―
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“
Leva tempo...
mas o tempo leva...
Leva tempo pra entender o vento
que bagunça o que a gente guardou,
pra aceitar que nem todo momento
fica onde o coração deixou.
Leva tempo pra curar o grito
que ficou sem voz dentro de nós,
pra aprender que até o infinito
cabe inteiro num depois.
E o que pesa, aos poucos, se desfaz,
como a noite entregando a luz...
Leva tempo, mas o tempo leva,
leva a dor que a gente não esquece,
leva o medo que a alma carrega,
e devolve em forma de prece.
Leva o pranto, deixa o ensinamento,
faz do fim um recomeço novo,
leva tudo no seu movimento...
e devolve a paz, de novo.
Leva tempo pra soltar as mãos
do que nunca quis permanecer,
pra entender que certas direções
só existem pra gente perder.
Leva tempo pra florir por dentro
mesmo quando o inverno ficou,
pra perceber que o sofrimento
também mostra onde é o amor.
E o que fere também faz crescer,
quando a gente decide confiar...
Leva tempo, mas o tempo leva,
leva a dor que a gente não esquece,
leva o medo que a alma carrega,
e devolve em forma de prece.
Leva o pranto, deixa o ensinamento,
faz do fim um recomeço novo,
leva tudo no seu movimento...
e devolve a paz, de novo.
Se hoje pesa, amanhã já voa,
tudo passa, até o que ficou,
o que a vida nunca perdoa
é não ver o que o tempo ensinou.
Leva tempo, mas o tempo leva,
e no peito o que é verdadeiro fica,
leva a dor, mas revela
que a esperança nunca se complica.
Leva o pranto, rega o sentimento,
faz da queda um novo começo,
leva tudo no seu movimento...
mas não leva o amor que eu te peço.
Leva tempo...
e o tempo leva.
Vai levando quase tudo —
menos o que a gente é junto.
Só não leva você:
meu amor,
minha eterna saudade.
”
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“
O amor que mais se ensina
não vem dos lábios, vem do chão,
vem do gesto distraído
que escapa do coração.
É no jeito de chegar
sem fazer alarde algum,
no silêncio que abraça
quando falta voz comum.
O amor que mais se ensina
é o que a vida faz viver,
vai ficando na memória
sem ninguém perceber.
”
―
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“
Antes da palavra,
um silêncio que chama,
um violão que tateia
a madrugada,
como quem procura,
na corda mais profunda,
um nome antigo
que ainda não se cala.
Vem manso o som, quase segredo,
feito saudade que aprende a ficar,
e no intervalo entre um acorde e outro
o amor ensaia o jeito de chegar.
O amor não é concordar com tudo,
nem rir das mesmas graças no bar,
não é só dividir o gosto e o passo,
nem se perder no outro sem se achar.
O amor é meio de lado, silêncio,
um acordo sem precisar se explicar,
é ceder sem perder o próprio rumo,
é no outro também se guardar.
Não é conta certa,
não fecha no papel,
é feito vento leve
que não se vê no céu…
Não é linha reta, é curva mansa,
é ficar quando o mundo quer levar,
dois desafinados, sem cobrança,
aprendendo o tempo de escutar.
E no tropeço, nasce a dança,
no desencontro, um novo lugar,
é pouco a pouco, é esperança,
é se ouvir… e se somar.
Tem dia em que a palavra pesa,
tem noite que não quer passar,
mas quem aprende o amor na mesa
não vai embora sem tentar.
E quando o orgulho grita alto,
e o coração quer se fechar,
o amor desarma o sobressalto,
faz dois caminhos se encontrar.
Não é linha reta, é curva mansa,
é ficar quando o mundo quer levar,
dois desafinados, sem cobrança,
aprendendo o tempo de escutar.
E no tropeço, nasce a dança,
no desencontro, um novo lugar,
é pouco a pouco, é esperança,
é se ouvir… e se somar.
E quando a canção já pede silêncio,
e a noite repousa no olhar,
fica um amor, simples e inteiro,
sem precisar dizer que vai se eternizar.
”
―
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“
O mundo gira, roda lenta,
roda que esqueceu da terra e do vento.
O céu se inclina, o sol comenta
segredos que o mar guarda no pensamento.
O mar procura cais entre brumas,
entre sombras que bailam sem nome.
As ondas são mãos, as ondas são sumas
histórias que o tempo não consome.
O navio descansa em pedra e espuma,
vela aberta, memória e perfume.
Horizonte é ponte que se arruma,
onde o destino se esconde e resume.
O coração é fruta, doce e ardente,
abre-se ao amor sem pressa, sem dor.
É rio que se dobra, que se sente,
é lua que dança em seu próprio sabor.
Vem, deixa a brisa escrever no teu corpo,
vem, deixa a noite se tornar música.
Tudo que se perde retorna suave,
como canto que insiste e nunca se cansa.
O mundo gira, roda que lembra,
o amor reaprende a voltar.
E cada gesto, cada sombra,
cada mar que se encontra,
faz o tempo inteiro respirar.
Vem, deixa a lua tocar a água,
vem, deixa o silêncio falar.
Tudo que se perde
aprende a voltar.
As ondas cantam,
as estrelas ouvem,
e o porto se abre
como mão que acolhe.
O mundo vai girar,
o amor vai chegar,
como semente que insiste
em florir até se eternizar.
”
―
Newton Jayme
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“
O mundo vai ter que girar devagar,
como a roda que esqueceu de ranger.
O vento sussurra, o tempo vai esperar,
e cada passo é um acorde no entardecer.
O mar vai procurar seu cais escondido,
entre nuvens que desenham o céu ferido.
As ondas cantam segredos contidos,
e o porto responde sem som, com sentido.
O navio, cansado, repousa em pedra e sal,
sonha horizontes, memória ancestral.
Se o horizonte é ponte, a espera é ritual,
e cada vela aberta é verso sentimental.
E o coração, fruta que amadurece no silêncio,
abre-se ao amor, sem pressa, sem medo.
É rio que encontra leito no seu próprio ritmo,
é lua que dança no espelho do infinito.
”
―
Newton Jayme
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“
O mundo gira, roda lenta,
roda que esqueceu da terra e do vento.
O céu se inclina, o sol comenta
segredos que o mar guarda no pensamento.
O mar procura cais entre brumas,
entre sombras que bailam sem nome.
As ondas são mãos, as ondas são sumas
histórias que o tempo não consome.
O navio descansa em pedra e espuma,
vela aberta, memória e perfume.
Horizonte é ponte que se arruma,
onde o destino se esconde e resume.
O coração é fruta, doce e ardente,
abre-se ao amor sem pressa, sem dor.
É rio que se dobra, que se sente,
é lua que dança em seu próprio sabor.
Vem, deixa a brisa escrever no teu corpo,
vem, deixa a noite se tornar música.
Tudo que se perde retorna suave,
como canto que insiste e nunca se cansa.
O mundo gira, roda que lembra,
o amor reaprende a voltar.
E cada gesto, cada sombra,
cada mar que se encontra,
faz o tempo inteiro respirar.
”
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“
O mundo vai girar, devagar,
como a roda que esqueceu de andar.
O mar vai lembrar seu cais,
entre nuvens que ninguém jamais viu.
O navio dorme em pedra e sal,
sonhando horizontes que o vento traz.
E o coração, fruta do tempo,
abre-se ao amor,
sem pressa, sem lamento.
Vem, deixa a lua tocar a água,
vem, deixa o silêncio falar.
Tudo que se perde
aprende a voltar.
As ondas cantam,
as estrelas ouvem,
e o porto se abre
como mão que acolhe.
O mundo vai girar,
o amor vai chegar,
como semente que insiste
em florir até se eternizar.
”
―
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Se enjoar de mim é fácil,
me perder em meus próprios ais,
mas de você não há fuga,
porque te amo, sem jamais.
”
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Posso até me cansar de mim,
me achar um tanto demais,
mas de você, não, jamais,
porque você é meu nunca demais.
”
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“
Levantai-vos, filhos do chão e da corrente!
Que não há justiça em cifras frias,
nem liberdade na mão de quem lucra
enquanto outros morrem em silêncio!
”
―
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“
Erguem-se cifras sobre nossas casas,
como muros invisíveis que sepultam risos.
O pão é contado, o ar é vendido,
e cada abraço se mede em lucro.
Não há correntes visíveis,
mas há fome, medo e noites de frio
que marcam corpos cansados,
como cicatrizes que o tempo não apaga.
Vendem-se sonhos em pacotes,
prometem liberdade em contratos,
e chamam de progresso
o preço que pagamos com silêncio.
Mas ouçam! — o chão ainda pulsa,
as mãos ainda trabalham, os olhos ainda veem.
O riso da criança, a voz do velho,
a fome que se transforma em coragem:
isso não se vende, não se compra, não se submete.
Levantem-se, não como soldados de guerra,
mas como quem toca o vento, como quem planta
uma árvore no deserto do mercado,
uma árvore que cresce, sem dono,
que oferece sombra, frutos e flores
a quem nunca teve nada além de espera.
E se eles dizem que não há outro caminho,
responda com a vida inteira que pulsa:
há sempre mãos, há sempre braços,
há sempre quem não se dobre à lógica do lucro,
há sempre o humano — inteiro, obstinado, impossível.
”
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“
Amar é tornar natural
o caminho do impossível.
”
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“
Amar é fazer do impossível
um rio que corre sem esforço,
que contorna pedras, atravessa vales,
e encontra seu caminho como se fosse natural.
”
―
Newton Jayme
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...
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80
Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.
”
—
Artur da Távola
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