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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.660 frases
“
Como dar tempo ao tempo — perguntas —
se o tempo, severo, não detém a marcha
nem consente repouso à própria sombra?
Ele não dá: arranca.
Não oferta horas: cobra-as.
Passa como um tropel invisível
sobre a campina do peito.
E nós, pobres guardiões do instante,
queremos rédeas para o vento,
queremos punhos para a água,
queremos âncoras no relâmpago.
Mas o tempo não é rio manso:
é espada fina correndo na carne do mundo,
é ave de rapina que não pousa,
é clarim que desperta e não explica.
Dar tempo ao tempo — não é rendição.
É sustentar o pulso enquanto ele fere.
É não implorar que cesse,
nem fingir que não dói.
É saber que a semente trabalha no escuro,
que o fruto não responde ao grito,
que a aurora não nasce do insulto
nem da pressa do homem.
Se o tempo não dá tempo a nada,
dá-nos, ao menos, transformação.
E o que hoje sangra sem medida
amanhã terá outra cor no sangue.
Assim, não se dá tempo ao tempo —
suporta-se.
E ao suportá-lo, cresce-se.
Porque o tempo, tirano das horas,
é também o escultor das almas.
”
―
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“
O amor é a gravidade do céu —
quanto mais me pesa no peito,
mais leve me faz diante do infinito.
É âncora lançada ao alto,
fardo suave que me curva os ombros
e, ao mesmo tempo, me ergue a alma.
Carrego-o como cruz e como asas:
quanto mais me atravessa,
mais me aproxima de Deus.
”
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O amor é o fardo que me conduz a Deus.
O amor me pesa para o Alto.
”
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“
O espírito da fé é chama e amor,
Fogo que não cessa, eterno clarão,
Que aquece o coração, afasta a dor,
E torna em louvor a alma em oração.
”
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“
FÉ INCANDESCENTE
Ó fé que em teu silêncio jaz inerte,
Sem obras que a vida e a luz consagram,
És fantasma sombrio que ao céu desperte,
Mas não acende o sol que os anjos amparam.
O espírito da fé é o fogo do amor,
Chama que não cessa, eterno clarão,
Que inflama o coração, dissipa a dor,
E faz da alma humilde um altar em louvação.
Quem crê sem agir, em vão suspira ao céu,
Como vento perdido que a sombra arrasta;
Mas o amor em obras rompe o choro e o véu,
Traz à fé vigor, à vida, beleza pura,
E eterniza o instante, o humano e seu papel,
Num cântico ardente que a eternidade alvura.
”
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“
No dia luminoso da ressurreição, quando minha alma estiver desnuda diante do Justo Juiz, minhas obras se levantarão como pequenas chamas acesas na noite deste mundo.
Nenhuma delas terá o peso de comprar a salvação — pois esta não se negocia, é puro dom, é graça derramada da Cruz. Ainda assim, cada gesto de amor, cada renúncia silenciosa, cada ato de caridade será como incenso que sobe aos céus, não para exigir recompensa, mas para cantar gratidão Àquele que tudo fez por mim.
Serão testemunhas suaves de que a fé não permaneceu estéril em meu coração, mas se fez obediência, serviço e misericórdia. Provarão que a graça recebida não foi guardada em mãos fechadas, mas semeada em obras vivas — e que, pela força do Espírito, a fé operou em mim pelo amor que tudo redime.
”
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“
IMPULSO, REPENSAR E RETORNO
I
Quando no peito irrompe a chama súbita,
não é delírio vago nem perfume etéreo:
é um punho ardente que me impele à vida,
é um clarim que rasga o íntimo mistério.
Não nasce a força em lânguidos suspiros,
mas no atrito brutal da carne e do destino;
é a dor que acorda os músculos do espírito,
é o passo que se firma sobre o abismo.
Ó sangue inquieto! — em tuas marés revoltas
aprendo o verbo áspero do mundo;
cada derrota é forja que me dobra,
cada desejo é lâmina sem fundo.
II
Mas, se avanço — também me volto e penso.
Não há bravura sem a pausa austera;
que vale a espada erguida contra o vento
se a mão ignora a causa que a governa?
Repensar é descer aos próprios ecos,
é convocar as sombras pelo nome;
é pôr na mesa as culpas e os afetos
e ouvir a fome antiga que nos consome.
Eu me interrogo como réu e juiz:
— Que fiz do grito que jurei ser puro?
Terá meu gesto libertado alguém
ou apenas coroado o meu orgulho?
No tribunal severo da consciência
não valem títulos, nem glórias breves;
cada silêncio pesa mais que um crime
quando a verdade pede que se revele.
”
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“
III
Então retorno. Não ao ponto intacto —
que o tempo é rio e não conhece margens fixas —,
mas ao lugar onde deixei um rosto
esperando a coragem de minhas mãos tardias.
Retorno como quem lavra a própria história
sobre a terra ferida do passado;
trago no olhar a febre do impulso,
no gesto, a lucidez do repensado.
Se erro, assumo a cicatriz aberta;
se amo, que seja amor de carne e risco;
prefiro a queda que me torna humano
ao voo que me furta o compromisso.
E assim caminho — ardendo e refletindo —,
entre o clarão do ímpeto e o freio da memória;
sou feito de avanço e de recuo,
de tempestade e vigília na mesma órbita.
Que a vida não me queira impecável:
quero-a intensa, severa, verdadeira.
Impulso, repensar e retorno —
tríplice chama a iluminar minha trincheira.
”
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Há um impulso em mim que não sossega,
qual rio que se lança sem ter nome;
rompe barrancos, arde em lume e fome,
mas treme ao pressentir a própria entrega.
E há um retorno antigo que me achega,
como quem volta ao lar e nada some:
na mala, o pó das horas que consome;
no peito, a dívida exata que se nega.
Vou entre a pressa e o passo que pondera,
aprendo a refrear o que me excede,
recolho o erro à sombra da mangueira.
Se avanço, é porque a vida ainda o pede;
se volto, é porque a dor me considera —
e nesse ir e vir meu ser se reorganiza.
”
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Ergo-me em chama — audaz, desatinado —,
qual vela ao vento em noite de tormenta;
trago no peito um sol encarcerado
que a própria escuridão não apascenta.
Mas, se avanço, ouço o abismo consternado
bradar-me o preço exato da tormenta;
e ao ver meu sonho em fúria arremessado,
recolho o passo e a carne se reinventa.
Ó vida! entre o clarim e a queda fria
aprendo o peso exato do meu grito;
não há vitória isenta de agonia.
Se volto, não é medo — é infinito
que em mim reclama outra ousadia:
reerguer do próprio pó meu passo aflito.
”
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Ó AMÉRICA
Ó América! — dos Andes à floresta,
mulher de milho e sangue derramado,
trazes no dorso a prata manifesta
e o ouro antigo em fogo transmutado.
Teu ventre — Amazônia sempre em festa —
respira um verde sonho ameaçado;
no Caribe teu riso se manifesta
em mar por longos séculos domado.
Dos pampas livres ao altivo México,
do altiplano ao açúcar das Antilhas,
arde em teu pulso um ritmo telúrico.
Tens no condor, no sangue e nas sementes
a voz que rompe impérios e partilhas,
e ergue outra aurora aos povos insurgentes.
”
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AMÉRICA
Ó América! — mulher de largas chagas,
de fronte erguida ao vendaval da História,
trazes nos pés as rotas e as adagas
que abriram sangue ao mapa da memória.
Teu dorso ainda sente as velhas pragas
do tronco infame e da bandeira inglória;
mas rasgas céus, nas mãos rompendo vagas,
como quem reescrevesse a própria glória.
Teu seio — berço e campo de batalha —
mistura o aço ao grito das senzalas,
faz do clarim da dor viva metralha.
E quando a noite em ferros te encarcera,
és tu que acendes, sobre as próprias balas,
o sol rebelde de outra primavera.
”
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AMÉRICA
Ó América! — és chama e ventania,
mulher de sol nas veias acendido;
trazes no olhar a audaz rebeldia
de um mar sem porto e nunca submetido.
Teu passo acorda a própria geografia,
cordilheira e planície em alarido;
tens no sorriso a febre e a alegria
de um povo em sangue, mas não vencido.
Teu seio embala a dor e a esperança,
mistura o aço das cidades frias
ao canto antigo que do campo avança.
És flor que nasce em ásperas estrias,
e, mesmo ao peso atroz da desconfiança,
ergues no vento o facho dos teus dias.
”
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RELIGIÃO
A fé se perde, quando em vão se abriga
onde, rendida, a dúvida adormece;
quando o consolo, em forma de inimiga,
poupa a dor e o nobre agir enfraquece.
Não é veneno o crer — mas lei antiga
que o céu converte em vão esquecimento
da fome atroz, do brado que castiga,
do grave peso a clamar por julgamento.
Erra a Religião, se branda chama
paz ao clamor de quem em sangue jaz,
e ao mundo absolve em nome da alma.
Mas se inquieta, e fere, e inflama,
e do amor faz risco audaz,
não é ópio: é fogo que derrama.
”
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DISTENSÃO - SANTO AGOSTINHO
O tempo não caminha sobre a terra —
respira oculto nas dobras da alma.
Não é o sol que o mede, nem a sombra,
mas o coração que se alonga e se reparte.
Há em mim um passado que ainda arde:
não é o que foi — é o que lembro.
A memória sustém o que já caiu
e o faz presente como chama na noite.
Há em mim um presente que não dura:
atenção suspensa sobre o instante,
fio tênue onde a vida se equilibra
entre o que foge e o que ainda não veio.
E há um futuro que já pulsa agora:
expectativa — sede voltada adiante,
mãos estendidas ao que não existe,
mas insiste em nascer dentro do peito.
Assim me alongo:
recordo,
atento,
espero.
Sou distensão —
intervalo que deseja unidade.
Mas Tu, Javé —
não Te alongas,
não Te divides,
não esperas.
És.
Não tens antes nem depois:
tudo em Ti é presença sem margens,
claridade sem sucessão,
plenitude que não se move.
Criaste o mundo com o tempo,
como quem acende o ritmo no vazio;
e antes que houvesse manhã ou princípio,
já eras inteiro —
silencioso, absoluto, suficiente.
Em mim o tempo é ferida aberta.
Em Ti é repouso.
E quando minha alma, dispersa,
cessar de se estender em mil direções,
talvez aprenda, por fim,
a caber no Teu eterno Agora.
”
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O TEMPO - INSPIRADO EM SANTO AGOSTINHO
O tempo corre em mim, mas não se move;
silente, escreve em carne a sua história.
Leva-me a infância, a força e a memória,
e em cada perda um novo enigma chove.
Persigo-o — e quanto mais o busco, mais
me escapa como sombra ao meio-dia;
mede-me os dias, pesa-me a alegria,
mas não se curva aos meus sinais mortais.
Que é ele, então? Senhor ou servidor?
Rio que arrasta ou lâmina que fere?
Ou mera ausência aberta em derredor?
Se tudo passa e tudo em mim se altera,
só permanece Aquele que não perece:
n’Ele o tempo se curva — e desespera.
”
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O tempo flui incessante e marca os rostos;
contudo, nele próprio não há ontem
nem rugas — apenas passagem.
”
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O tempo segue adiante, indiferente;
somos nós que ficamos para trás.
”
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O tempo corre como rio sem margens:
desgasta as pedras, mas jamais se gasta.
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O tempo tudo leva adiante,
mas ele próprio permanece sem idade.
”
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O tempo corre sem descanso, mas nele não há rugas.
”
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Quem, no ocaso dos dias, repousa na fé em Cristo não se extingue: faz-se semente escondida no seio da terra, aguardando a aurora da ressurreição e o abraço eterno da Vida sem fim.
”
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Quem, no fim, repousa na fé em Cristo não se apaga: torna-se semente oculta na terra, à espera da aurora da ressurreição e do reencontro eterno com a Vida que não tem fim.
”
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É na prática, mais do que na fala,
que o evangelho de Cristo alcança corações.
”
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O que fazemos leva
o evangelho de Jesus
muito mais longe
do que a agitação das palavras.
”
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar. As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança.
”
—
Octavio Paz
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