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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.864 frases
“
Não me move a necessidade de provar Deus — essa é uma inquietação que pertence à ciência, aos seus métodos e às suas certezas provisórias. A mim, basta que Ele seja. E nisso encontro repouso.
Há em mim uma disposição diferente: não a de demonstrar, mas a de sentir; não a de concluir, mas a de caminhar. Minha fé não exige evidências — ela respira no invisível, habita o indizível, sustenta-se no silêncio onde a razão não alcança.
Sou daqueles que partem sem mapas, que atravessam o improvável e se deixam guiar por aquilo que muitos chamariam de impossível. Não por teimosia, mas por intuição — como se o impossível fosse apenas um território ainda não tocado pela experiência.
E assim sigo: não para provar que Deus existe, mas porque, de algum modo profundo e inexplicável, Ele já é — e isso me basta.
”
―
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“
Não me venha desenhar a alma
com traço reto, cor sem tom;
ela vaza pela pele em brasa
quando a dor diz o seu nome em som.
É inútil querer medida exata
pro que queima sem se ver;
há um pulso fora de compasso
quando alguém começa a doer.
E não há filosofia que encubra
o instante cru de quem sentiu;
toda teoria se curva
quando o grito se abriu.
Quem chora sabe o peso do agora,
quem grita atravessa o ar;
padecer não mora na palavra,
mora onde o corpo quer falar.
Quem chora rasga o invisível,
faz do sal sua direção;
não se discute a alma —
é a dor que escreve a canção.
Tem quem passe em nuvem seca,
sem jamais se derramar;
mas há olhos que inventam mares
quando o mundo vem cobrar.
E, no toque da ferida acesa,
nasce um idioma sem par;
não se aprende em voz alheia,
é sentir pra decifrar.
Deixa o pranto ser caminho,
sem tradução, sem porquê;
que o sofrer é um desalinho
que só sabe quem viveu.
Quem chora sabe o peso do agora,
quem grita não quer razão;
padecer não cabe em discurso,
é carne, é pulso, é chão.
Quem chora acende o invisível
no escuro do coração;
não se discute a alma —
é a dor que escreve a canção.
”
―
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“
Não me venha com mapas da alma,
que a alma não aceita legenda —
ela escorre pelas frestas do corpo
quando a dor acende.
O que pulsa não pede teoria,
nem veste palavra bonita:
é um nó atravessado na carne
que nem o silêncio evita.
Quem geme rasga o ar com verdade,
desafia o tempo num grito rouco,
e ali, naquele instante sem nome,
o mundo cabe — ou é pouco.
Sofrer não se aprende em discurso,
nem se guarda em conceito exato:
é febre que inventa seu próprio idioma,
é fogo sem trato.
E há quem passe ileso por dentro,
como chuva que esquece o chão —
mas quem chora inaugura oceanos
no sal de cada razão.
”
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“
AMOR EM MOVIMENTO
O amor não mora só no pensamento,
nem vive preso no que o peito diz.
Ele respira no toque do vento
e ganha forma quando a pele bendiz.
A alma chama, mas não vai sozinha,
precisa do corpo pra acontecer.
É no agora, na presença viva,
que o sentir aprende o prazer.
O amor se mostra nos atos visíveis,
nos cinco sentidos a florescer.
O corpo abraça, traduz o invisível
e ensina a alma como é amar você.
Beija o silêncio, escuta o desejo,
sente o calor que vem sem querer.
O amor é gesto, é mais que um ensejo,
é corpo e alma aprendendo a ser.
O olhar toca antes das mãos chegarem,
o som da voz já faz estremecer.
E, no encontro dos corpos que ardem,
a vida inteira começa a caber.
Não basta o sonho, não basta a ideia,
amor precisa se derramar:
no arrepio, na entrega inteira,
no simples gesto de se doar.
O amor se mostra nos atos visíveis,
nos cinco sentidos a florescer.
O corpo abraça, traduz o invisível
e ensina a alma como é amar você.
Beija o silêncio, escuta o desejo,
sente o calor que vem sem querer.
O amor é gesto, é mais que um ensejo,
é corpo e alma aprendendo a ser.
E, quando o toque vira linguagem
e o tempo para sem perceber,
a alma entende, sem miragem,
que amar é também acontecer.
O amor é vivo, é movimento,
é mais que sentir, é também fazer:
é corpo inteiro no sentimento
e a alma aprendendo o prazer.
”
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“
Na sombra leve do último suspiro,
caminham vozes que o tempo não levou,
não são corpos — são ideias vivas,
são pensamentos que a morte não calou.
Sócrates diz baixinho ao ouvido:
“morrer é só continuar…”
E no silêncio do desconhecido,
a alma aprende a dialogar.
Platão sonha um outro horizonte,
feito de forma, verdade e luz,
onde o eterno se faz presente
e o ser, enfim, se conduz.
Epicuro ri do medo escondido:
“não há dor no não sentir”
Se a morte chega, já partimos —
se estamos, ela há de fugir.
E entre murmúrios e ressonâncias,
a vida insiste em cantar,
se a morte é só uma passagem,
pra onde o amor vai nos levar?
Entre o fim e o recomeço,
há um sopro de imensidão,
talvez morrer seja um verso
inacabado na canção.
Martin Heidegger olha
o tempo nos olhos,
carrega o fim no coração,
é na certeza da despedida
que nasce a decisão.
Friedrich Nietzsche
encara o abismo ardente,
faz da dor criação,
reinventa o próprio destino
como um eterno refrão.
E quando tudo silencia,
quando o medo já não diz,
surge uma voz que anuncia
algo além do que se quis…
Jesus Cristo vem como luz na noite:
“a vida nunca se desfaz,
quem crê não morre — renasce,
no amor que é sempre mais.”
E entre murmúrios e ressonâncias,
a eternidade vem falar,
se a morte é só uma travessia,
há um infinito a nos chamar.
Entre o fim e o recomeço,
Deus escreve sem cessar —
e o último acorde da vida
é o primeiro a despertar.
”
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“
São duas almas unidas,
duas flores nascidas
talvez no mesmo arrebol,
no mesmo galho antigo,
bebendo o mesmo orvalho,
no mesmo raio de sol.
São como traços no ar
de duas asas pequenas
num desenho no céu,
ou dois silêncios que pousam,
ou brisas gêmeas que roçam
no clarão manso da tarde.
E ninguém sabe onde começa
uma na outra a morar...
É tão junto que já não separa,
é tão dentro que já não tem nome,
duas vidas no mesmo compasso,
um silêncio que o tempo não rompe.
Se uma chora, a outra deságua,
se uma cala, a outra silencia,
é um amor que dispensa palavras
pra dizer que é mais de um e é além.
Unidas como os prantos
que em parelha descem tantos
do fundo manso do olhar,
como o suspiro contido,
como um gesto repetido
que ninguém vê passar.
Como as marcas no rosto,
como um leve desgosto
que insiste em ficar,
como estrelas no sal do mar,
espalhadas, derramadas
sobre o escuro do mar.
Ah, quem dera esse instante
não cedesse ao depois,
primavera constante
respirando nos dois...
Juntar as flores da vida
num gesto que não termina,
verde ainda de amor...
e ser, no tempo que passa,
a mesma raiz que entrelaça
o que a vida juntou pra amar.
E no que o tempo desfaz,
fica o que o amor não desata:
duas almas — uma chama
que o mundo não apaga.
”
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“
Na sombra leve do último suspiro,
caminham vozes antigas, ainda vivas —
não em carne, mas em pensamento.
Sócrates sussurra:
que a morte não é fim, mas travessia,
um diálogo que a alma continua
quando o corpo silencia.
Platão vê além:
um mundo de formas puras nos espera,
onde a verdade, despida de enganos,
é luz que nunca se encerra.
Já Epicuro ri do temor humano:
“Por que temer o que não se sente?
Quando ela chega, já não estamos —
e enquanto estamos, ela está ausente.”
Martin Heidegger caminha só,
com o peso do ser-para-a-morte,
dizendo que é no fim anunciado
que a vida encontra seu norte.
Friedrich Nietzsche desafia o abismo:
faz da morte um espelho ardente,
onde o homem cria sentido
e se refaz eternamente.
E então, no silêncio que tudo envolve,
ergue-se a voz de Jesus Cristo:
“Eu sou a vida que vence a morte,
a luz que no escuro persiste.”
E assim, entre sussurros e dúvidas,
a morte não é só escuridão —
é pergunta aberta no tempo,
é filosofia em combustão.
E o fim, que aos homens parece queda,
torna-se porta entreaberta —
pois morrer, sob esse olhar,
é apenas vida desperta.
Pois morrer, talvez, seja isto:
não um ponto, mas reticência…
um convite ao desconhecido
— ou à última consciência.
”
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“
Javé te abençoe e te guarde,
Javé faça resplandecer
O seu rosto amável sobre ti,
E te seja muito favorável!
Javé mostre para ti
A sua face misericordiosa,
E te conceda a Sua paz,
A plenitude da felicidade!
Não temas,
Pois eu te resgatei,
Chamei-te pelo teu nome:
Tu és meu.
Quando passares pela água,
Estarei contigo;
Quando passares pelo rio,
Não serás submergido.
Quando andares pelo fogo,
Não te queimarás.
Eu sou Javé, teu Deus e Salvador!
Porque és precioso aos meus olhos,
És honrado e eu te amo!
Não temas, porque estou contigo;
Minha graça te sustenta,
Meu amor te envolve!
Não temas,
Pois eu te resgatei,
Chamei-te pelo teu nome:
Tu és meu.
Quando passares pela água,
Estarei contigo;
Quando passares pelo rio,
Não serás submergido.
Quando andares pelo fogo,
Não te queimarás.
Eu sou Javé, teu Deus e Salvador!
A graça do Senhor Jesus Cristo,
O amor de Deus Pai,
E a comunhão do Espírito Santo
Estejam com todos nós!
Não temas, não temas,
Porque eu estou contigo,
Eu sou Javé, teu Deus e Salvador!
Glória ao Pai,
Ao Filho,
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio,
Agora e sempre. Amém.
”
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Só o enigma do amor desvela o enigma de Deus, e quem ama vislumbra o invisível.
”
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“
Quem caminha para o alto transforma cada decepção em degrau, e cada queda em escada rumo à ascensão.
”
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O amor que se vive por Deus, com Deus e em Deus é como fonte eterna: nunca seca, nunca cansa, e sempre se renova no coração que se entrega.
”
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É impossível haver um cessar-fogo com Deus, isto é, amar a Deus sobre todas as coisas, sem antes haver um cessar-fogo com o próximo, sem amar os irmãos.
”
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Há um amor escondido
em Deus que,
quando encontrado,
muda tudo sem fazer alarde.
”
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Sou tão intenso como o mar,
o amor me traz calmarias;
a injustiça me revolta,
como vento em águas frias.
Carrego em mim tempestades
e também mansidão,
sou abrigo quando amo,
sou trovão na indignação.
Se a ternura me visita,
faço do peito um cais;
mas se o mundo fere o justo,
minha alma não se cala jamais.
”
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INTENSIDADE
Sou tão intenso quanto o mar,
mudo de cor conforme a luz,
tem dia que eu sei me acalmar,
tem dia que a dor me conduz.
O amor me deita em calmarias,
feito brisa a me tocar e ninar,
mas a injustiça acende em mim
ondas profundas a lutar.
Eu vou, entre o céu e o chão,
tentando entender meu coração.
Sou mar aberto, sou contradição,
sou paz que chega e rebenta em paixão,
se o amor vem, eu sei me entregar,
mas se é injusto, eu não sei me calar.
Trago silêncios guardados
e um mundo inteiro no olhar,
sou porto quando é preciso,
mas sei também me revoltar.
E se a vida insiste em ferir,
eu faço da dor um jeito de florir.
Sou mar aberto, sou contradição,
sou paz que chega e rebenta em paixão,
se o amor vem, eu sei me entregar,
mas se é injusto, eu não sei me calar.
Eu vou, entre o céu e o chão,
tentando entender meu coração.
E se a vida insiste em ferir,
eu faço da dor um jeito de florir.
Sou tão intenso quanto o mar…
e amar é o que me faz navegar.
Sou capaz de insistir e recuar
pra no fim da dor, inteiro, me levantar.
Sou tão intenso quanto o mar…
e amar é o que me faz navegar.
”
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Na rua de dentro da minha janela,
passa um silêncio vestido de flor;
uma senhora varrendo a memória
e um rádio antigo cantando de dor.
Tem um menino riscando o futuro
num chão de giz quase apagado,
e um homem sério contando os minutos,
como quem deve ao tempo emprestado.
Ah, mas quem vê de fora não sente
o peso maneiro que a vida traz,
que a gente esconde no meio da gente
pra parecer que tanto faz.
No bar da esquina, um copo esquecido
brinda sozinho a quem já não vem,
e o garçom limpa o resto do mundo
com o mesmo pano de sempre, amém.
Tem uma moça guardando no peito
cartas que nunca vai entregar,
e um violão desafina o momento
de quem ainda insiste em sonhar.
Ah, e eu aqui nessa mesma varanda,
conto histórias pra me distrair;
que a vida passa, tropeça, desanda,
mas sempre dá um jeito de rir.
Se um dia a noite bater à sua porta,
não se assuste: convide pra entrar;
que a dor, às vezes, quando se solta,
vira canção só pra não gritar.
”
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O tempo passa,
e hei de me encontrar
comigo mesmo no futuro.
”
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“
O profeta caminha entre tempos:
no silêncio do futuro,
o passado fala,
e ele escuta.
”
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“
O profeta é aquele que enxerga o passado no futuro.
”
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“
Há um lugar
onde o tempo se dissolve.
O passado não existe,
e o futuro não se anuncia.
Só resta o hoje,
um hoje que se estende
como o horizonte infinito.
”
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Um hoje sem tempo…
onde o pra sempre se perde
entre o que não foi e o que não virá.
”
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MOINHO SEM VENTO
O difícil é ser moinho
quando o vento vai embora,
feito amigo de caminho
que promete e não demora.
Fica a porta entreaberta,
fica a mesa por limpar,
uma ausência tão concreta
que não cansa de ficar.
Já não gira a velha roda,
já não geme o mesmo som,
e esse mundo que me roda
já não roda em tom nenhum.
Há um rangido no peito
que ninguém vem consertar,
é defeito ou é direito
de quem fica a esperar?
Mas persiste, ainda em pé,
feito quem não se desfaz,
porque o vento, quando vier,
há de achar o que ficou pra trás.
Fico em pé, mesmo sem vez,
mesmo quando o céu desmente,
que o moinho é mais que a vez
de girar conforme o vento.
Tem quem viva de rajada,
tem quem viva de ilusão,
eu me guardo na parada
como quem guarda o pão.
Porque o tempo, esse fingido,
dá voltas sem avisar,
e o que hoje é esquecido
amanhã vem procurar.
Se vier de mansinho,
eu nem digo nada,
finjo até que não vi,
faço pouco da estrada
que cansou de fugir de mim.
Mas se venta de novo,
eu me invento outra vez,
dou motivo ao meu povo,
dou razão ao talvez.
Ah, mas eu não me desfaço assim,
sou teimoso por natureza,
mesmo em falta de um fim,
faço fé na incerteza.
Fico em pé, mesmo sem som,
mesmo quando o mundo mente,
que o moinho só é bom
quando gira com o vento.
Sim, persiste, ainda em pé,
feito quem não se desfaz,
porque o vento, quando vier,
há de achar o que ficou pra trás.
”
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“
Leva tempo...
mas o tempo leva...
Leva tempo pra entender o vento
que bagunça o que a gente guardou,
pra aceitar que nem todo momento
fica onde o coração deixou.
Leva tempo pra curar o grito
que ficou sem voz dentro de nós,
pra aprender que até o infinito
cabe inteiro num depois.
E o que pesa, aos poucos, se desfaz,
como a noite entregando a luz...
Leva tempo, mas o tempo leva,
leva a dor que a gente não esquece,
leva o medo que a alma carrega,
e devolve em forma de prece.
Leva o pranto, deixa o ensinamento,
faz do fim um recomeço novo,
leva tudo no seu movimento...
e devolve a paz, de novo.
Leva tempo pra soltar as mãos
do que nunca quis permanecer,
pra entender que certas direções
só existem pra gente perder.
Leva tempo pra florir por dentro
mesmo quando o inverno ficou,
pra perceber que o sofrimento
também mostra onde é o amor.
E o que fere também faz crescer,
quando a gente decide confiar...
Leva tempo, mas o tempo leva,
leva a dor que a gente não esquece,
leva o medo que a alma carrega,
e devolve em forma de prece.
Leva o pranto, deixa o ensinamento,
faz do fim um recomeço novo,
leva tudo no seu movimento...
e devolve a paz, de novo.
Se hoje pesa, amanhã já voa,
tudo passa, até o que ficou,
o que a vida nunca perdoa
é não ver o que o tempo ensinou.
Leva tempo, mas o tempo leva,
e no peito o que é verdadeiro fica,
leva a dor, mas revela
que a esperança nunca se complica.
Leva o pranto, rega o sentimento,
faz da queda um novo começo,
leva tudo no seu movimento...
mas não leva o amor que eu te peço.
Leva tempo...
e o tempo leva.
Vai levando quase tudo —
menos o que a gente é junto.
Só não leva você:
meu amor,
minha eterna saudade.
”
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“
O amor que mais se ensina
não vem dos lábios, vem do chão,
vem do gesto distraído
que escapa do coração.
É no jeito de chegar
sem fazer alarde algum,
no silêncio que abraça
quando falta voz comum.
O amor que mais se ensina
é o que a vida faz viver,
vai ficando na memória
sem ninguém perceber.
”
―
Newton Jayme
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“
Antes da palavra,
um silêncio que chama,
um violão que tateia
a madrugada,
como quem procura,
na corda mais profunda,
um nome antigo
que ainda não se cala.
Vem manso o som, quase segredo,
feito saudade que aprende a ficar,
e no intervalo entre um acorde e outro
o amor ensaia o jeito de chegar.
O amor não é concordar com tudo,
nem rir das mesmas graças no bar,
não é só dividir o gosto e o passo,
nem se perder no outro sem se achar.
O amor é meio de lado, silêncio,
um acordo sem precisar se explicar,
é ceder sem perder o próprio rumo,
é no outro também se guardar.
Não é conta certa,
não fecha no papel,
é feito vento leve
que não se vê no céu…
Não é linha reta, é curva mansa,
é ficar quando o mundo quer levar,
dois desafinados, sem cobrança,
aprendendo o tempo de escutar.
E no tropeço, nasce a dança,
no desencontro, um novo lugar,
é pouco a pouco, é esperança,
é se ouvir… e se somar.
Tem dia em que a palavra pesa,
tem noite que não quer passar,
mas quem aprende o amor na mesa
não vai embora sem tentar.
E quando o orgulho grita alto,
e o coração quer se fechar,
o amor desarma o sobressalto,
faz dois caminhos se encontrar.
Não é linha reta, é curva mansa,
é ficar quando o mundo quer levar,
dois desafinados, sem cobrança,
aprendendo o tempo de escutar.
E no tropeço, nasce a dança,
no desencontro, um novo lugar,
é pouco a pouco, é esperança,
é se ouvir… e se somar.
E quando a canção já pede silêncio,
e a noite repousa no olhar,
fica um amor, simples e inteiro,
sem precisar dizer que vai se eternizar.
”
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.
”
—
Fernanda Young
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