Frase de Newton Jayme
 | “ DANÇANDO COM A VIDA Eu não aguento o silêncio desta noite — ele explode dentro de mim como vidro quebrado. As sombras não apenas crescem, elas se contorcem e me engolem, arrastando meus ossos. O mundo pesa nos meus ombros como um céu prestes a despedaçar-se. Meus pensamentos são tempestades furiosas, relâmpagos que queimam dentro da minha cabeça. “Eu me junto depois”, eu digo, mas o depois é uma ilha distante, afundando sob ondas de espera… Como se eu estivesse à deriva, longe da margem, com tanta fome. Fome de chão firme sob os pés, fome de um nome que me chame pelo certo. Fome de abraços que não cortem, fogo que me aqueça sem consumir. Não posso carregar tantos medos — eles queimam minha pele como ferro em brasa. Cada dúvida sussurra fracasso, cada memória me rasga em silêncio. O tempo me observa do alto, como quem sabe que vou despencar. Mas algo feroz pulsa no meu peito, um incêndio que recusa a apagar-se. Há um fio — quase invisível — que puxa meu peito para a luz do horizonte. Uma voz rouca, firme, viva: “Você ainda respira. Você ainda luta. Você ainda pode ser.” Se estou perdido no escuro, que o escuro aprenda a me temer. Porque mesmo vazio, mesmo ferido, eu escolho incendiar meus passos, eu escolho ser vivo, eu escolho sentir cada batida do mundo. E quando o depois finalmente chega, não sou o mesmo que caiu. Sou cicatriz e chama acesa, sou o grito que ecoa, sou quem sobreviveu ao que sentiu… e ainda dança à deriva com a vida.” |
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