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Frases dos usuários do KD Frases


São Chepade
(Lamento)

Lamento por causa da perseguição do inimigo,
Lamento por opressão do ímpio.
Pois lança sobre mim iniquidade,
Para que eu tenha maldade.

Lamento por violência e contenda na cidade,
Guerra e inveja na humanidade.
Desejo apressar,
Para fugir da fúria do vento e da tempestade.
Horror que destrue na cidade.

Quem me dera se eu tivesse asas como de aves!
Certamente voaria para longe das árvores,
E fora da cidade. Fugiria e estaria no deserto,
Voaria e estaria em descanso.
Porque estou magoado!
Com a opressão do meu adversário.
Malícia e iniquidade,
Que jaze no meio dos habitantes.
Há maior calamidade, e grande desastre.

Quem me dera que eu fosse pintinho!
Com certeza me sentiria seguro,
O corvo não me apanharia,
Porque estaria escondido.

Lamento estou pesaroso e magoado,
Com malícia e astúcia feito em oculto.
Temor e tremor me aparece,
Terror e sombras de morte me aparece.

Eu lamento se a sepultura fosse o esconderijo!
Certamente me esconderia do maldito.
Até que o tempo da ira e do furor passe,
Para que eu não seja confundido.

A sepultura seria o meu lugar mais preferido,
Buscaria amizades e seriamos amigos.
Desejo pernoitar no deserto,
Apressar e escapar para o descanso.

Angustiado e cansado ando,
Buscando o descanso para estar sossegado.
O coração contristado,
Aqui a opressão está aumentado.

Se eu fosse uma formiga!
Sem dúvida! Do momento desceria até a ponta do buraco, fugiria o meu estado lamentável, para acalmar o coração.

Eu lamento.

São Chepade
UMA COSTELA LONGE DO SEU LUGAR

do sono profundo, fadigado do trabalho.
Repousando e descansando,
A costela saiu do lugar. E foi passear,
Sem ver o caminho para voltar, do seu dono original. Encontrada desesperada,
Numa condição inesperada.
Com os estranhos foi acomodada,
Com ambiente se tornou acostumada.

Toda acostumada,
Parecia que os estranhos eram tudo que precisava.
Mas no fundo clamava.
Clamava por algo que faltava,
O dono original não estava.
Ela sentia desamparada,
Porque o dono ainda repousava.

O sol batendo quente ao meio dia,
O dono deitado na sombra de uma vinha.
Despertado do profundo sono,
Assustado e admirado por estar incompleto.
Andou procurando e chamando,
Nos rios e nos mares, mas os peixes em que respondiam.
Procurando nas matas e nas montanhas,
As serpentes é que respondiam.

Sem cansar foi procurando,
Pela costela original do lugar.
Era importante no seu devido lugar,
Porque é ela que ligava a coluna dorsal.

Diferente das cópias,
Que queriam se enxertar naquele lugar.
Diferente das fabricadas,
Que queriam se ligar no espaço errado.

A costela poderia fechar,
O espaço incompleto do dono original.
Sem obrigar para fechar,
Porque é seu devido lugar. Soou a última chamada, a costela reconheceu.
Ela disse eis me aqui sua amada,
Seja feita a tua vontade.

O dono vendo e reconhendo,
A verdadeira costela,
Disse: esta agora é osso dos meus ossos,
E carne da minha carne.

Agora será chamada minha esposa,
Uma costela longe do seu lugar.