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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.864 frases
“
Não se mede o tempo que se vive,
mas a intensidade de cada instante.
Aqui repousa quem viveu
demais para ser esquecido.
”
―
Newton Jayme
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“
Minha casa é estrada aberta,
rumo à amplidão sem fronteiras!
Portas e janelas guardam apenas trancas:
o amor invade, irrompe,
e se planta firme no coração!
Bom é andar com os pés na terra,
sentir a pele dialogando com o pó,
como quem escuta a voz do mundo.
Ah! Quem carrega gente no peito
não se curva à solidão!
Quando a noite cai sem aviso,
até o silêncio explode em flores!
Flores que brotam nos cantos ocultos,
onde o amor marcha primeiro,
como soldado de esperança!
Para o amor não há barreiras:
não fere, não submete, não se curva.
É voo de águia,
tempestade que ensina sem gritar!
Felicidade é render-se ao infinito,
ao transitório que se curva à eternidade!
”
―
Newton Jayme
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“
O amor só faz truque
quando desarma o peito,
entra sem pedir licença
e aprende a morar no coração.
”
―
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“
O amor não é um conto
que termina.
Ponto final
é coisa de gramática,
não de quem vive.
”
―
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“
O amor não é um conto breve
pra acabar num ponto qualquer.
”
―
Newton Jayme
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Deus não mora no alto,
nem se esconde no chão.
Anda por dentro da gente
e passa, distraído,
no meio da multidão.
”
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“
Deus não explicou sua ausência.
Eu continuei vivendo.
Isso também é fé.
”
―
Newton Jayme
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“
A vida encurtou,
e o dia —
ah, o dia ficou maior
depois que você partiu.
”
―
Newton Jayme
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“
A saudade rega flores no jardim das ausências.
”
―
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“
A saudade rega flores
no jardim das ausências,
mas não com mangueira
nem com lágrimas cenográficas.
É no copo esquecido na pia,
na toalha que ainda
guarda o vinco da sua mão,
que a água acontece.
A nostalgia passa pela casa
como quem não quer atrapalhar os santos.
Abre a janela só um pouco,
o bastante para o cheiro do dia entrar
e lembrar que o mundo segue
em idades sucessivas —
criança, jovem, adulto, idoso —
sem pedir licença.
A ausência não dói o tempo todo.
Às vezes, ela apenas senta.
Puxa uma cadeira, cruza as pernas,
fica ali enquanto
a gente descasca recordações
ou dobra a roupa ainda morna.
É nesses momentos que algo floresce —
não bonito, não eterno,
mas teimoso.
As flores desse jardim
não servem para buquê.
Nascem tortas, entre rachaduras,
e exigem cuidado miúdo:
um pensamento breve,
um nome dito em voz baixa,
um riso que escapa sem culpa.
Saudade não é falta.
É excesso de realidade
num lugar onde já houve corpo.
E cada instante sabe:
viver é aprender a regar
o que não volta,
confiando que Deus,
com seu jeito doméstico,
gosta dessas flores imperfeitas.
”
―
Newton Jayme
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“
O IMPOSSÍVEL
É um grito
erguido em peito aberto,
músculo em riste ao mundo,
como bandeira ao vento do destino.
Ó corpo!
Nave febril que singra
o abismo de existir,
és templo e tormenta,
cárcere e clarão!
Nesta viagem de nervos em auroras,
o impossível é calar o trovão do sangue,
negar ao peito o direito do incêndio,
atravessar a vida sem deixar rastro
no pó sagrado da Terra.
Impossível é não lutar,
não sangrar versos,
não romper as correntes do medo
com o martelo da esperança!
Porque o corpo — ah, o corpo! —
não nasceu para a sombra obediente,
mas para o sol feroz da história,
onde cada passo escreve um destino
em letras de fogo no escuro da imensidão.
”
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“
Talvez o impossível
seja passar pelo corpo
sem escutar o que ele reza.
Porque o corpo sabe:
ajoelha quando ama,
arde quando espera,
cansa de fingir eternidade.
Nesta viagem de carne e espanto,
o impossível é não tropeçar em Deus
no meio da cozinha,
entre a dor lombar e a alegria sem nome.
Impossível é viver só de ideias,
sem o susto do sangue,
sem a vergonha santa do desejo,
sem rir alto quando a alma escapa.
O impossível, no fim,
é não agradecer —
mesmo mancando,
mesmo suada,
mesmo humana demais.
”
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“
A VIDA, TALVEZ
A vida não grita.
Ela insiste.
Tolstói diria:
vive-se para amar,
mas o amor não é macio —
é um trabalho bruto,
como lavrar a terra
com as próprias dúvidas.
A vida começa
quando o eu cansa de si.
Quando a vaidade adoece.
Quando o luxo perde o gosto
e o simples — ah, o simples —
passa a doer de tão verdadeiro.
Pergunto-me:
é possível ser bom
sem ferir o próprio
orgulho até sangrar?
A vida, segundo ele,
é esse esforço silencioso
de escutar a consciência
mesmo quando ela fala baixo
e o mundo berra.
Não há heróis.
Há homens confusos.
Mulheres que continuam.
Crianças que sabem
antes de desaprender.
E Deus?
Talvez esteja
no gesto mínimo,
no pão dividido,
na recusa da violência
que começa dentro do pensamento.
Viver é despir-se.
De ideias falsas.
De desejos herdados.
De um eu que quer ser visto.
E quando a morte chega —
não como fim,
mas como pergunta final —
ela apenas confirma
o que a vida tentou
ensinar devagar:
que só o amor vivido
(e não pensado)
tem peso suficiente
para atravessar o tempo.
E fico aqui,
um pouco Tolstói,
um pouco perdido,
sentindo que viver
é esse estranho ato
de responsabilidade íntima
com tudo o que respira.
”
―
Newton Jayme
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“
A cidade nunca respeitou
muito o tamanho das coisas.
As calçadas são estreitas,
os apartamentos também,
e as promessas quase sempre vêm
maiores do que a vida dá conta.
Outro dia pensei nisso
vendo um sapato na vitrine.
Lindo.
Daqueles que fazem a gente
imaginar outra pessoa andando por aí —
mais elegante, mais segura, talvez mais feliz.
Só esquecem de perguntar o número do pé.
A gente aprende cedo
a aceitar o que não serve.
Emprego que aperta,
amor que machuca,
fé que exige demais.
Chamam isso de bênção,
de oportunidade,
de vontade divina.
E a gente vai andando torto,
culpado por sentir dor.
Mas o Reino dos céus —
se existir mesmo —
deve ser mais atento que a cidade.
Deve saber que graça não humilha o corpo
nem exige que a alma se adapte ao impossível.
Imagino Deus como quem
anda sem pressa pela rua,
olhando o passo de cada um.
Não oferece o sapato
mais bonito da vitrine,
mas aquele que permite
atravessar a avenida sem mancar.
O resto é vitrine.
O Reino, não.
”
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Newton Jayme
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“
O Reino dos céus não gosta de excessos.
Não promete o que não cabe,
não oferece um sapato bonito
só pra ver a gente mancar depois.
Deus sabe o número exato
do passo que a gente dá.
---
Me deram um sapato lindo,
disseram: é presente do céu.
Mas eu calçava outro número,
e fui andando torto na rua.
O Reino, não —
o Reino respeita o pé,
respeita o jeito de andar.
---
No céu não tem vitrine,
nem promessa que aperta o chão.
Cada graça vem no tamanho
da nossa contradição.
”
―
Newton Jayme
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“
Deus não confunde graça com excesso.
No Reino, o dom não aperta.
Ele respeita a medida do corpo
e a fome exata da alma.
”
―
Newton Jayme
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“
O Reino dos céus não nos despersonaliza.
Deus sabe o número do nosso pé.
Não nos oferece
um sapato lindo que machuca,
mas aquilo que cabe na carne,
no desejo,
no caminho que a gente pisa.
”
―
Newton Jayme
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“
O amor que alcança uma mulher
não faz alarde.
Acontece enquanto o doce ferve
e a alma descansa um pouco.
Ele percebe onde dói sem tocar,
onde ela reza sem palavras,
onde guarda o susto de existir.
Descobre o ponto santo da alma
— esse lugar
onde desejo e fé
não brigam.
Quando toca,
não é pecado nem milagre:
é cotidiano.
E Deus, que tudo vê,
sorri discreto
como quem reconhece
uma coisa bem feita.
”
―
Newton Jayme
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“
O amor que pega mesmo
não chega pedindo licença
nem batendo no peito.
Ele aprende o mapa
das curvas que não se veem,
tropeça de leve no riso,
finge que foi sem querer.
Descobre o ponto exato
onde a alma faz dengo,
e ali fica —
sem pressa, sem alarde,
tocando como quem canta
só pra ela escutar.
Quando percebe,
já foi.
Não por assalto,
mas por encanto.
”
―
Newton Jayme
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“
O amor que fica
não é o que invade o corpo,
é o que aprende o nome secreto da alma.
Não grita, não toma,
chega descalço.
Sabe onde a mulher ri por dentro,
onde a coragem mora,
onde a solidão baixa a guarda.
Esse amor não procura atalhos:
demora.
E quando toca,
não é febre —
é casa.
”
―
Newton Jayme
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“
Além do espírito,
o infinito
me toma nos braços,
não como ideia,
mas como casa.
Não me basta a alma:
há um excesso de céu
que transborda o corpo
e chama pelo meu nome.
Sou pequena,
mas o eterno insiste,
me abraça,
me atravessa,
me reside
como graça
que não pede licença.
”
―
Newton Jayme
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“
Viver
é ir morrendo devagar,
não de tristeza,
mas como árvore
em busca de renovação.
A cada dia cai um engano,
um medo aprende o silêncio,
uma ilusão se despede
sem fazer ruído.
Morrer assim
é, enfim, chegar:
quando o que sobra
já não impede
o nome verdadeiro que somos.
Viver
é ir morrendo
ao encontro de si mesmo.
”
―
Newton Jayme
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“
Sem ninguém
a saudade rega flores
no quintal do tempo.
”
―
Newton Jayme
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“
Adoro me ver refletido em seus olhos
Nos nossos instantes mais íntimos…
Suas pálpebras se fecham devagar,
Como um silêncio que foge do sol.
Oceanos rebeldes se debatem na praia,
Suor que aplaude cada gesto teu…
O vinho repousa esquecido na taça,
Outro é o gosto que a boca aprendeu.
E a casa escuta o ranger do assoalho,
Nos passos leves que você não dá,
Seu vestido dorme na cadeira,
Enquanto o tempo aprende a esperar.
Teu riso corta a tarde ao meio,
Faca mansa de pão e desejo,
E eu, que sempre temi a palavra,
Me desarmo no som do teu beijo.
Se amanhã for dia de falta,
Que falte o mundo, não você,
Guardo teu nome na língua
Como quem reza sem perceber.
E se o amor for mesmo fraco,
Como desculpa que alguém pediu,
Que seja fraco só de cansaço
Diante de tudo o que a gente sentiu.
”
―
Newton Jayme
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“
SÃO PAULO, 472
São quatrocentos e setenta e dois anos
batendo ponto antes do sol,
a cidade acorda com o café forte
e um sonho atrasado no bolso do paletó.
Aqui o tempo anda de metrô,
cheio, sem assento,
e a pressa aprende a rezar
no sinal fechado da Consolação.
São Paulo não pede licença,
se empilha em concreto e desejo,
se escreve em grafite e boleto,
se ama com medo, mas ama mesmo assim.
Tem samba escondido no viaduto,
tem verso perdido na Sé,
tem um coração que apanha todo dia
e ainda insiste em bater às seis.
Cidade que ensina a cair de pé,
a rir com o sapato furado,
a fazer do pouco um espetáculo
e do caos um improviso afinado.
Entre o arranha-céu e a padaria,
alguém compõe sua própria canção:
um refrão de luta e esperança
assobiado na contramão.
Sampa, senhora cansada,
menina teimosa,
472 vezes recomeçada
no mesmo dia que nunca termina.
E quem te ama, te ama assim:
sem mapa, sem promessa,
sabendo que, apesar de tudo,
é aqui que o peito tropeça — e fica.
”
―
Newton Jayme
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.
”
—
Fernanda Young
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