Coleção de Frases e Pensamentos de Marcelo Monteiro


Frases própriasFrases de outros autores

298 frases




Marcelo Monteiro
MARIA AO PÉ DA CRUZ.
Do livro: Nas Sandálias do Nazareno.
Capítulo 10, 15 de dezembro - ano 2000..
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Lá no Calvário estava Maria, olhando o Filho amado agora suspenso no madeiro da cruz.
Ajoelhada sob as próprias lágrimas, via, entre o pranto e a dor, as lembranças suaves de um tempo distante o tempo em que o seu menino lhe sorria com inocência divina.
Agora, porém, seus olhos olhos flagelados pela dor viam em cada ferida o sacrifício do Amor.
Jesus, submisso à cruz, deixava-se deitar sobre o instrumento que o dilaceraria.
Os soldados, cegos de ódio, riam em insânia; e ele, o Cordeiro sereno, ajudava a acomodar-se sobre o madeiro, como quem abraça a própria missão.
Martelos erguiam-se.
Mãos e pés do Justo eram transpassados pelos cravos, enquanto o Amor respondia com perdão.
No meio do rumor dos golpes e dos gemidos, Maria era puro sangue em lágrimas lágrimas que se transmutavam em luz.
A cruz então se ergueu.
O corpo de Jesus pendeu, comprimindo-lhe os pulmões; o ar lhe faltava.
Movimentou-se apenas um pouco, como quem busca aliviar o peso dos cravos.
Maria — Mãe — permanecia ali, diante do Rei dos Reis, sofrendo as mesmas dores do seu eterno Menino.
Ouviu, entre soluços, a voz blasfema de um dos crucificados, clamando por libertação.
O coração de Maria estremeceu seu Filho era inocente.
Mas outro grito, agora de fé, fez-se ouvir: era Dimas, o bom ladrão.
— Tu não vês? Ele é inocente... mas nós, nós merecemos!
Mestre, lembra-te de mim quando estiveres em Teu Reino.
Jesus, exaurido, contemplou-o com doçura.
E no sopro que lhe restava prometeu-lhe o Amor:
— Hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso.
Ah, Maria...
Que amor é esse? Que hora é essa?
Em êxtase de dor e compreensão, a Mãe vê, em visão espiritual, outras mulheres mães, esposas, irmãs cujos corações se despedaçavam ante o

Marcelo Monteiro
O BENFEITOR JÚLIO MARIA
De 1932 a 1944, o Padre Júlio Maria, residente em Manhumirim, em Minas, não deixou o pobre Chico e seu incansável Guia Emmanuel em paz. Criticou-os tenaz e injustamente. Os trabalhos de Emmanuel, recebidos pelo sensível Médium, eram esmerilhados, apontados, criticados, obscurecidos, adulterados.
Aconselhado pelo Guia, o Chico nada respondeu e evitava, até em família ou com amigos, comentar os doestos, as verrinas, as injustiças do jornal O Lutador. Mal o recebia, no entanto, assustava-se, adivinhando-lhe a pancadaria...
Em 24 de dezembro de 1944,inopinadamente, desencarna o Padre Júlio Maria. E Emmanuel aparece ao Chico e lhe diz:
– Hoje, vamos fazer uma prece em conjunto e toda particular pelo nosso grande benfeitor Júlio Maria, que acaba de desencarnar em Manhumirim/ Vargem Alegre/Alto Jequitibá, conforme acaba de anunciar a Imprensa do Rio...
– Não sabia! Mas benfeitor, por quê?!
– Sim, benfeitor. Pois durante 13 anos seguidos ajudou-nos a compreender o valor do trabalho a bem de nossa melhoria espiritual, convidando-nos a uma permanente oração no exercício sublimativo de ouvir, sentir e não revidar, lecionando o adversário na Lição do silêncio.Quem virá, agora, substituí-lo?Substituir quem nos adversou e nos limou, nos maltratou e nos possibilitou melhoria espiritual, colóquio permanente com o Grande Incompreendido, o Injustiçado de todos os tempos, que é Jesus!”
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier.

Marcelo Monteiro
Eles vivem.
Ante os que partiram, precedendo-te na grande mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia, quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeita a memória perguntando porque… Pensa neles com saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendem no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no mais além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material… Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de novo despertar.
Espírito Emmanuel; médium Francisco Cândido Xavier - Livro: Retornaram Contando.

Marcelo Monteiro
Frederico figner e a casa Edison.
Casa Edison – O Som que Deu Voz ao Brasil
Com a experiência adquirida nas vendas e demonstrações de fonógrafos, Frederico Figner decidiu, em 1900, abrir uma loja no coração do Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor, nº 107. O estabelecimento recebeu o nome de Casa Edison, em homenagem ao genial inventor americano Thomas Edison, símbolo do progresso técnico e da revolução sonora que se anunciava.
Inicialmente, a Casa Edison dedicava-se à importação e revenda de cilindros de cera e discos Berliner, produzidos na Alemanha. O público brasileiro, até então, conhecia apenas gravações estrangeiras. O som nacional ainda não havia encontrado seu espaço.
Foi então que Figner, visionário e ousado, teve uma ideia que mudaria para sempre a história da música no Brasil: gravar artistas nacionais. Em 1902, convidou Antônio Costa Moreira, conhecido como Cadete, e Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, oferecendo-lhes mil réis por cilindro gravado. Logo depois, uniu-se ao grupo o carismático Eduardo das Neves, o popular Dudu, palhaço e cantor de talento reconhecido, que eternizou lundus e sambas com sua voz vibrante.
Nascia, assim, o embrião da indústria fonográfica brasileira. A Casa Edison deixava de ser apenas uma loja de fonógrafos para se tornar a primeira gravadora do país — e também da América do Sul.
Em 1902, o lançamento do primeiro catálogo da Casa Edison marcou uma virada histórica: ali estavam listadas as primeiras gravações sonoras genuinamente brasileiras, abrindo caminho para a consolidação de uma identidade musical nacional.
Mais que um empreendimento comercial, a Casa Edison foi um marco cultural e afetivo: o ponto de encontro entre a tecnologia e a alma popular do Brasil.
Foi ali, entre fonógrafos, vozes e sonhos, que o Brasil começou a se ouvir.

Marcelo Monteiro
Marcelo Caetano Monteiro - Em nome do Grupo de Estudos Espíritas Frederico Fígner de Manhumirim Minas Gerais, em sua divulgação do Espiritismo realizou a palestra intitulada:
"A Verdade do Evangelho em Nós:
O Compromisso Espírita Além das Palavras."
Em 2019, às 19:00 na Casa Espírita Manoel Soares, em Manhumirim – MG, Marcelo Caetano Monteiro, tarefeiro do Grupo de Estudos Espíritas Frederico Fígner - Manhumirim-MG. proferiu uma palestra que ficou marcada pela profundidade de suas reflexões. Inspirado pelo Evangelho e pela Codificação Espírita, destacou a necessidade de que a fé, a renúncia, a transformação moral e a autenticidade dos espíritas não se convertam em mera retórica, mas em vivência real. Sua fala, registrada na frase que ecoa até hoje, ressoou como um chamado à consciência:

"Que os modelos da fé vivificante, da renúncia condoída, da transformação moral no homem de bem do qual exalta o Evangelho e que nós espíritas salientamos e não a nós mesmos, não permitamos que nos seja uma hipocrisia."

Aspectos Filosóficos.

A filosofia espírita, consolidada por Allan Kardec, nos lembra que o homem é um ser em processo de aperfeiçoamento, convidado à realização do bem pela razão e pela moralidade. A palestra de Marcelo Caetano Monteiro dialoga com essa visão ao questionar a coerência entre discurso e prática.
Em O Livro dos Espíritos, questão 918 e relembra a 886, Kardec apresenta o retrato do verdadeiro homem de bem, cuja conduta se pauta no amor ao próximo, na indulgência e no desapego às vaidades. Filosoficamente, isso significa que a verdade só encontra sentido quando encarnada no ser, e não apenas proclamada em palavras.

Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Membro desde: 06/02/2023

Biografia: Autodidata, escritor, expositor, musicista, historiador, livre Pensador. Fundador e participante de diversos pontos culturais de sua cidade. Manhumirim - MG.

Frase do Dia

São precisos dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar.

Autores populares