Coleção de Frases e Pensamentos de Marcelo Monteiro


Frases própriasFrases de outros autores

254 frases




Marcelo Monteiro
RECENTE LIVRO:

A ESPIRITUALIDADE DE LÉON DENIS.
Ano: Dezembro de 2025, Manhumirim - MG.

Apresentação.
Obra atual de Marcelo Caetano Monteiro em homenagem ao seu grande inspirador na vida que é por ele denominado como: Léon Denis O Apóstolo Incansável Do Espiritismo. Esse é o livro de número 56 de Marcelo Caetano Monteiro.

Livro: A Espiritualidade De Léon Denis.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Apresentação e Prefácio.

APRESENTAÇÃO.

Livro: A Espiritualidade de Léon Denis.

Há obras que não se limitam a narrar fatos ou a compilar ideias elas respiram a alma de quem as inspira. A Espiritualidade de Léon Denis é uma dessas raras contribuições que ultrapassam o estudo acadêmico e alcançam o domínio da vivência interior, revelando o pensador de Tours em sua dimensão mais elevada: o homem espiritual que se fez intérprete do Céu entre os homens.

Léon Denis, discípulo fiel de Allan Kardec e legítimo continuador da Codificação, foi mais do que o “Apóstolo do Espiritismo “. Ele foi o educador da alma, o filósofo que uniu razão e sentimento, fé e lógica, poesia e ciência. E é justamente essa faceta a espiritualidade que animava suas palavras e sua conduta que o leitor é convidado a redescobrir com sensibilidade, profundidade e reverência.

Nesta obra, encontramos um retrato humano e transcendente de Denis: o trabalhador incansável que, mesmo entre dores e enfermidades, manteve acesa a chama da fé raciocinada; o espírito nobre que, na solidão dos últimos anos, transformou o sofrimento em prece silenciosa e o testemunho em legado.

Marcelo Monteiro
Entre Espinhos e Estrelas.
" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.
A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores. Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho, assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda. Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa, sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?
Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.
E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.
Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.
E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.

Marcelo Monteiro
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser. O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído. Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada. E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.

Marcelo Monteiro
A Força que tu és em ti e além.

Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento. Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue. Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite. Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém. Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras. Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência. Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele. Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.

Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Membro desde: 06/02/2023

Biografia: Autodidata, escritor, expositor, musicista, historiador, livre Pensador. Fundador e participante de diversos pontos culturais de sua cidade. Manhumirim - MG.

Frase do Dia

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Autores populares