Coleção de Frases e Pensamentos de Marcelo Monteiro


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Marcelo Monteiro
Frederico figner e a casa Edison.
Casa Edison – O Som que Deu Voz ao Brasil
Com a experiência adquirida nas vendas e demonstrações de fonógrafos, Frederico Figner decidiu, em 1900, abrir uma loja no coração do Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor, nº 107. O estabelecimento recebeu o nome de Casa Edison, em homenagem ao genial inventor americano Thomas Edison, símbolo do progresso técnico e da revolução sonora que se anunciava.
Inicialmente, a Casa Edison dedicava-se à importação e revenda de cilindros de cera e discos Berliner, produzidos na Alemanha. O público brasileiro, até então, conhecia apenas gravações estrangeiras. O som nacional ainda não havia encontrado seu espaço.
Foi então que Figner, visionário e ousado, teve uma ideia que mudaria para sempre a história da música no Brasil: gravar artistas nacionais. Em 1902, convidou Antônio Costa Moreira, conhecido como Cadete, e Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, oferecendo-lhes mil réis por cilindro gravado. Logo depois, uniu-se ao grupo o carismático Eduardo das Neves, o popular Dudu, palhaço e cantor de talento reconhecido, que eternizou lundus e sambas com sua voz vibrante.
Nascia, assim, o embrião da indústria fonográfica brasileira. A Casa Edison deixava de ser apenas uma loja de fonógrafos para se tornar a primeira gravadora do país — e também da América do Sul.
Em 1902, o lançamento do primeiro catálogo da Casa Edison marcou uma virada histórica: ali estavam listadas as primeiras gravações sonoras genuinamente brasileiras, abrindo caminho para a consolidação de uma identidade musical nacional.
Mais que um empreendimento comercial, a Casa Edison foi um marco cultural e afetivo: o ponto de encontro entre a tecnologia e a alma popular do Brasil.
Foi ali, entre fonógrafos, vozes e sonhos, que o Brasil começou a se ouvir.

Marcelo Monteiro
Marcelo Caetano Monteiro - Em nome do Grupo de Estudos Espíritas Frederico Fígner de Manhumirim Minas Gerais, em sua divulgação do Espiritismo realizou a palestra intitulada:
"A Verdade do Evangelho em Nós:
O Compromisso Espírita Além das Palavras."
Em 2019, às 19:00 na Casa Espírita Manoel Soares, em Manhumirim – MG, Marcelo Caetano Monteiro, tarefeiro do Grupo de Estudos Espíritas Frederico Fígner - Manhumirim-MG. proferiu uma palestra que ficou marcada pela profundidade de suas reflexões. Inspirado pelo Evangelho e pela Codificação Espírita, destacou a necessidade de que a fé, a renúncia, a transformação moral e a autenticidade dos espíritas não se convertam em mera retórica, mas em vivência real. Sua fala, registrada na frase que ecoa até hoje, ressoou como um chamado à consciência:

"Que os modelos da fé vivificante, da renúncia condoída, da transformação moral no homem de bem do qual exalta o Evangelho e que nós espíritas salientamos e não a nós mesmos, não permitamos que nos seja uma hipocrisia."

Aspectos Filosóficos.

A filosofia espírita, consolidada por Allan Kardec, nos lembra que o homem é um ser em processo de aperfeiçoamento, convidado à realização do bem pela razão e pela moralidade. A palestra de Marcelo Caetano Monteiro dialoga com essa visão ao questionar a coerência entre discurso e prática.
Em O Livro dos Espíritos, questão 918 e relembra a 886, Kardec apresenta o retrato do verdadeiro homem de bem, cuja conduta se pauta no amor ao próximo, na indulgência e no desapego às vaidades. Filosoficamente, isso significa que a verdade só encontra sentido quando encarnada no ser, e não apenas proclamada em palavras.

Marcelo Monteiro
Galeria da Mediunidade Extra (XCVII)

Reverendo G. Vale Owen – O Pastor que Escutou o Céu

No silencioso coração da Inglaterra vitoriana, quando a fé se via desafiada pela ciência e o materialismo tentava impor-se como dogma, um sacerdote anglicano começaria a viver a mais profunda das revoluções interiores. George Vale Owen nasceu em Birmingham, a 26 de junho de 1869, e desde cedo trilhou o caminho do ministério religioso. Estudou no The Queen’s College, em Oxford, e no Birmingham & Midland Institute, distinguindo-se pela erudição e pela sinceridade de propósito.

Aos 24 anos, ordenou-se sacerdote em Liverpool, iniciando sua missão pastoral em Seaford, mais tarde em Fairfields e St. Mathews, e também nos subúrbios de Liverpool e nas cercanias de Oxford. Era um homem de fé lúcida, profundamente cristão, cuja devoção encontrava expressão no serviço silencioso e na palavra pastoral.

Mas o destino, que guia as almas para além das fronteiras do dogma, o aguardava com uma experiência transformadora. Em 1909, a morte de sua mãe abriu-lhe uma porta inesperada. O luto o conduziu à meditação e, em 1913, surgiram as primeiras comunicações mediúnicas vindas do além — mensagens repletas de ternura e sabedoria, que ele reconheceu como provenientes de sua própria mãe.

O homem de púlpito tornava-se, então, um médium consciente. As provas espirituais que recebeu dissolveram-lhe as antigas resistências, levando-o à conversão ao Espiritismo. A partir de então, o reverendo passou a receber comunicações de elevado teor filosófico e moral.

Marcelo Monteiro
Eurípedes Barsanulfo: “Fui Até Lá em Espírito”

Era comum Eurípedes Barsanulfo entrar em transe mediúnico, no curso de uma aula. Quando voltava, explicava aos alunos o que de bom fizera naqueles instantes. Certa vez, após o transe, ele, sorrindo, argumentou:

– Prestem atenção. Acabo de estar em uma residência, atrás da igreja do Ro­sário, fazendo um parto difícil. O marido não sabe que já é pai e está a caminho daqui. Vem a cavalo e com roupa de mon­taria. Ele está, neste momento, apeando em frente o colégio. Vai agora subir os degraus da escada. Quando ele entrar na sala os senhores devem ficar em pé e depois sentar. Atenção, ele vai entrar...

E o homem com chapéu e roupa de montaria entrou muito aflito, pedindo a Eurípedes Barsanulfo que fosse urgentemente fazer o parto, pois a mulher estava passando muito mal.

– Acalme-se, respondeu o médium, sorrindo. Fiz o parto há cinco minutos.

– Não é possível, ‘seu’ Eurípedes. Há cinco minutos eu teria visto o senhor pelo caminho.

– O senhor não me viu porque fui em espírito. Mas, eu vi o senhor. Pode voltar para sua casa, sossegado. A meni­na que nasceu é bonita e forte.

O homem, porém, duvidou e, temen­do pela vida da mulher, levou Eurípedes Barsanulfo de volta. Ao ver o médium, a esposa, com a filhinha deitada ao lado, exclamou:

– O senhor não precisava vir de no­vo, ‘seu’ Eurípedes... Eu e o bebê esta­mos passando bem!

Eurípedes Barsanulfo, então, regres­sou rapidamente ao colégio para continuar a aula interrompida.

Fonte: Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da caridade, ed. Correio Fraterno.

Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Membro desde: 06/02/2023

Biografia: Autodidata, escritor, expositor, musicista, historiador, livre Pensador. Fundador e participante de diversos pontos culturais de sua cidade. Manhumirim - MG.

Frase do Dia

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

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