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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.864 frases
“
Eu caminhei
Pelas ruas do tempo,
Olhando os reflexos
Que se perdiam
Na névoa do amanhã,
Como se os passos
Fossem folhas secas
A se desintegrar
No vento das horas.
O destino,
Esse caminho
Que se dissolve
A cada movimento,
Nada me prometeu,
Mas eu o segui, ainda assim,
Como se as dúvidas fossem estrelas
A brilhar sem o propósito de guiar.
Em cada esquina,
Uma promessa esquecida,
Nos olhos das pessoas,
A certeza
De que alguma coisa,
Qualquer coisa,
Estaria à frente,
Mas eu não via.
Era tudo cinza,
Como o céu sobre
As cidades sem nome,
Onde a vida se esvai,
Sem pressa de se revelar.
Ainda assim, eu sigo,
Pois a esperança,
Essa companheira incansável,
Não sabe onde me leva,
Mas teima em me acompanhar.
E talvez, no final,
Seja esse o único
Caminho que me resta:
O que se encontra
Nas entrelinhas
De uma poesia
Que ainda não foi escrita.
”
―
Newton Jayme
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“
O QUE ESQUENTARÁ A ALMA
O vinho
aquece o corpo,
mas a alma…
ah, a alma busca outro fogo.
Busca o canto que vem do fundo da noite,
aquele que sobe a serra devagar,
como quem conhece cada pedra,
cada silêncio aceso de estrela e luar.
No peito incendeia-se um trem antigo,
que corta vales de lembranças,
levando nomes que o tempo não apaga.
E cada estação é um encontro,
e cada encontro — um entontecer.
A alma se esquenta
no abraço que ainda não chegou,
no carinho que ficou prometido,
no som de uma voz
que atravessa o escuro
e se faz esperança.
Porque há calor no que não vemos,
há luz no que só o coração entende,
há sol guardado em cada pessoa
que um dia nos tocou e nos arrepiou.
E quando a música se abre
como manhã depois da chuva,
o corpo pode até tremer de frio,
mas a alma —
essa amanhece
mais eterna e inteira.
”
―
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“
Cupido boêmio,
bebe um gole de luar —
erra e acerta igual.
”
―
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“
Tanta coisa se bebe num gole de café:
a decepção que um surto de adeus
espalha pela sala e paira no ar,
um novo amor desperto no olhar...
Um sopro a sussurrar:
“Vale a pena viver,
mesmo quando a luz rareia nos breus
e a alma cambaleia para que o corpo sobreviva.
”
―
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“
Tudo segue no mesmo compasso,
as estrelas costurando o espaço,
a lua riscando um traço de ironia
sobre o peito insonte da noite vazia.
Tudo segue no velho roteiro:
o sol, ladrão de sombras no terreiro,
a chuva, que emudece o braseiro,
desperta o chão num parto verdadeiro.
Tudo segue — esse rito que não falha.
O amor, sem armadura ou mortalha,
vai atiçando a centelha que espalha
a madrugada em luz que nela se agasalha.
E mesmo quando a vida se repete,
como um relógio fiel ao próprio mistério,
o amor — esse contrabandista celeste —
sempre derrama o novo sobre o etéreo.
Tudo segue como dantes…
a cumplicidade acesa no inverno tardio.
Pois, quando a rotina cerra seus instantes,
O amor sempre tem algo de fogo a oferecer.
”
―
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“
A mesa posta em cada era se levanta,
como tribuna erguida sobre o tempo,
e nela o amor — esse réu inocente —
é novamente repartido
entre mãos que tremem,
entre povos que esperam,
entre lábios que beijam,
entre corpos que guardam sementes.
Outrora barro nos dedos dos primeiros,
fez-se trigo no cântico dos altares,
vinho que incendia o medo dos tiranos,
sal que queima a chaga dos impérios.
Assim marchou, transfigurado,
pelas veias ardentes das nações.
Ergueram-se muralhas, coroas, decretos;
teceram-se penas e véus de fumaça
sobre almas e janelas fatigadas;
e as leis, jurando guardar as promessas,
não guardaram nem ao menos
o nome dos que as pronunciaram.
Mas sempre há um gesto que escapa,
faísca clandestina na noite das eras,
uma migalha que desmente os arquivos,
um sopro que afronta a lógica dos poderosos
e fermenta a revolução, a luta e o impossível
como se fosse simples nascente.
O amor então se transmuta:
ora raio que atravessa ruínas,
ora sombra que vela o último pássaro,
ora palavra que abre ferrolhos
na garganta de um tirano
e devolve o fôlego à cidade.
E quando as civilizações ruem
como colunas fatigadas,
ele ressurge — tímido, teimoso —
na voz exilada que não esquece o caminho,
no pão escondido na bolsa do viajante,
no vinho furtivo no canto da criança,
milagre pequeno em gesto ameno
que o escriba do reino não registra.
Talvez assim sobreviva o amor:
transubstanciado em tudo o que sobra,
no pó que brilha,
no gesto anônimo que sustém auroras,
no lume que insiste em reavivar
o mapa incerto do amanhã —
íntegro, insurgente,
sempre a se reinventar e partilhar.
”
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“
Por entre trilhas tortas vou sem pressa,
revendo vultos antigos no caminho;
o vento, em mãos sutis, folheia, mansinho,
memórias que o tempo nunca cessa.
Acena cada nome que me teça
a alma, em silencioso desalinho;
e sigo, leve, chorando bem baixinho,
qual sombra que à noite sempre regressa.
Há passos meus perdidos na lembrança,
risos gravados firme na memória,
murmúrios que a vida insiste em reinventar.
E eu vou andando — entre o medo e a esperança —
certo de que a saudade, em sua história,
sempre encontra um lugar pra me consolar.
”
―
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“
E quando a vida desaba ao vento,
o amor, artesão de mãos feridas,
puxa o destino, dobra o tempo,
recolhe os rasgos das nossas vidas.
E vai remendo simples e ligeiro,
no fio trêmulo da madrugada,
e a gente finge que segue inteiro,
mas ele insiste, tece sem nada.
Até que um dia, lume quase oculto,
do chão acende um sol mansinho,
e o amor segue firme e resoluto,
fiando o mundo rude no seu carinho.
”
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“
Incrível! No teu corpo mora um verso
que minha mão decora sem saber ler.
É como se a pele dissesse nomes
que a boca ainda teme reconhecer.
No teu gesto, a alma se revela,
insinuando-se pelas frestas
onde a cidade guarda segredos
e o tempo finge não escutar.
Teu espírito — esse sopro teimoso —
risca no ar um mapa incerto e torto,
guiando-me pelas ladeiras e becos
onde guardas as horas que esqueces.
E eu, que já fui tantas sombras,
aprendo contigo a claridade:
não a luz que ofusca e cega,
mas a que insiste em nascer
no intervalo entre um toque
e a coragem de permanecer.
Que seja assim:
tuas esquinas
encontrando minhas pontes,
teu silêncio afinando meu rumo,
e nós dois, um par sem pressa,
inventando um jeito novo
de caber no mesmo quarto de instantes.
”
―
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“
Em idas, voltas e revoltas,
o amor — feito estação de trem —
vai chegando, partindo
e chegando outra vez.
Tem seu inverno
de portas fechadas,
tem seu verão de sol pelas costas,
tem seu outono de folhas cautelosas,
tem sua primavera rasgando o ar em flor,
e a gente, no meio da plataforma,
sem saber se embarca
ou aprende a ficar
e, enfim, se entregar.
”
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“
Ruínas tremulam
flores brotam no concreto
teimosia da vida.
”
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“
Não me contento com quase nada,
não me embala a noite minguante.
Pode nascer pequenina, enluada,
mas que cresça num brilho constante,
até ser lua cheia, inteira, enamorada,
derramando nós dois no mesmo instante.
”
―
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“
As almas se apaixonam
e se entregam
quando se deixam fisgar,
feito verso que se completa
no silêncio do outro.
”
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“
Ninguém precisa absolver o mundo
se vive a negar o próprio peito.
Que o perdão, antes de ser profundo,
seja um descanso dentro do sujeito.
”
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“
O amor tem um quê
de lágrima a se derramar
Nem todos os rios do mundo
podem adoçar o mar
E eu te procuro nas ruas
que sabem me lembrar
Das conversas que a noite
insiste em censurar
No café da esquina,
teu riso ainda está
Entre fumaças e copos
que não querem se apagar
As lembranças dançam,
querem me enganar
Mas minha sombra sabe
que é impossível te segurar
As praças guardam
passos que já se foram
E a chuva, cúmplice,
insiste em me acompanhar
Cada gota, um verso,
cada poça, um pesar
Mas nenhum oceano
consegue teu gosto me dar
O amor tem um quê
de lágrima a se derramar
E eu caminho sozinho,
tentando me encontrar
Entre o ontem que me chama
e o hoje que vai passar
Sabendo que alguns rios
nunca vão nem o mar adocicar.
”
―
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“
Ó, escutai!
Ergo-me do amor que não termina,
Da vigília profunda onde a saudade se arma,
Do brado que vence serras e abismos
E se estende além do território do medo.
Sou da luz que o tempo não subjuga,
Fogo primevo rompendo o breu;
Do silêncio que detém montanhas,
Da memória que desafia o firmamento
E nele finca seu estandarte.
Se o amanhã me vergue por um sopro,
Se a hora mudar o pulso do mundo,
A fé, velha guardiã das guerras íntimas,
Ergue-se inteira — pronta a golpear —
E reacende o ímpeto no peito.
Se a dúvida, serpente fria, me cercar
E a sombra erguer sua bandeira de gelo,
Eu me alço — não por fado, mas por escolha —
Tempestade em avanço, clarão rasgando campos,
Vento que não negocia passagem.
Quando a noite deixa o silêncio em fúria
E a lua se curva sob seu próprio peso,
A lembrança, essa sentinela incansável, desperta
E convoca a coragem ao combate.
E se deuses ou destinos rivais intentarem
Alterar o céu, o mar, ou a cor do caminho,
Levantarei meu canto — lâmina de voz —
E o lançarei contra o escuro,
Eu, trovador que atravessa eras sem dobrar o joelho.
Que o rumo mude, que o vendaval ruja,
Que a terra estremeça ao meu erguer:
No peito arde um canto indômito,
Herança de um fogo que não conhece fim.
Avante, minh’alma de amor guerreiro;
Mesmo entre sombras, sustém teu passo.
O amor — fulgor que acende mundos —
Não se retrai, não se dobra:
É força que vinga o tempo.
”
―
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“
Ó, escutai!
Sou do amor que nunca vai faltar,
Do silêncio profundo, da saudade sem par,
Do som que atravessa montes e mares
E que se expande onde o medo ousa pisar!
Sou do bem que o tempo não apaga,
Chama antiga que atravessa o breu;
Do silêncio que aos gigantes embarga,
Da saudade que afronta o próprio céu.
Amanhã posso até fraquejar,
Por um instante que muda o tom,
Mas ergue-se a fé, pronta a lutar,
No peito, um impulso, um eterno dom!
Oxalá, se a dúvida me alcançar
E a sombra erguer seu frio pendão,
Eu me ergo — é meu destino lutar:
Sou tempestade em marcha, sou clarão.
Nas noites em que o silêncio grita
E a lua parece triste a chorar,
Surge a lembrança que incita
E a coragem volta a labutar.
E se os deuses ou o destino ousarem
Mudar a cor do céu ou do mar,
Levantarei meu canto, sem temer:
Sou trovador da eternidade a bradar!
Que mude o caminho, que ruja o vendaval,
Que o mundo trema ao meu despertar:
No meu peito nasce um canto imortal,
Sou o herdeiro do fogo que não vai cessar.
Avante, minh’alma de amor valente,
Mesmo na sombra segue o presente!
O amor é espada, é chama, é vento,
Imortal na dor, em cada momento, no tempo!
”
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Na orquestra teimosa que rege a vida inteira, é o amor quem, de mansinho, afina o tempo, descompassa as certezas e inventa o dia.
”
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A LUZ DA LUA
Minha poesia não prende a palavra,
Leio — e as sílabas se vão no ar;
Respiro o silêncio que a sombra lavra,
Sede de almas que em mim sabem morar.
Sou ouro que escapa do candeeiro,
Diamante bruto, sem dono ou lei;
Aço que range no moinho inteiro,
E ao lume, me desfaço — já amei.
Minha música foge em cada nota,
O mundo é palco, gesto em revolução;
Busco a vida, ainda que se revolta,
Pois sei que tudo passa, pura ilusão.
Tu e eu, inteiros a se completar em contraluz,
Lua que ao sol bebe, sedenta de imensidão.
”
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“
Minha poesia não retém palavra;
Leio — e as sílabas se perdem no fim.
Respiro o silêncio entre a sobra,
Sede de almas que se fecham em mim.
Sou ouro que escapa do candeeiro,
Diamante bruto — sem dono, sem lei;
Aço que range em moinho inteiro
E, ao lume, me desfaço — disso sei.
Minha música escapa de cada nota;
O mundo é palco: em cada gesto, revolução.
Busco a vida, mesmo quando se revolta.
Sei que tudo passa — pura ilusão.
Você e eu, inteiros na contraluz;
Lua que bebe o sol, sedenta de amplidão.
”
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“
Maraca respira,
a rede dança macia —
Flu rege a noite.
”
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AMOR QUE FICA
Eu ando pelas ruas pensando em você,
como quem tenta achar o que já perdeu,
mas que insiste, teimoso, em não esquecer,
porque esquecer é coisa que eu não sei fazer.
Teu nome é música dentro da minha cabeça,
um refrão que não cansa, que não se cala.
E se a vida insiste em me dar pressa,
eu desacelero, porque tua lembrança embala.
Amar você é rir das pequenas dores,
é brindar às perdas que não doem de verdade,
é achar poesia nos dias sem flores,
é saber que o amor também é saudade.
E no fim, quando a noite descer sem estrelas,
quando o mundo inteiro parecer ter fugido,
vou te procurar na calma dessas janelas,
e te encontrar no lugar onde sempre tive abrigo:
no meu peito, sussurrando, simples assim:
“fica comigo, porque amor que é amor,
não se vai, não, ele fica até o fim..
”
―
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OFICINA DO TEMPO
O corpo, meu bem, nasceu motor,
rodando livre, engrenagem boa,
chiando versos no calor,
de uma oficina onde nada desentoa.
Cada passo era pistão,
cada afeto, um parafuso,
cada sentido, uma invenção,
que o coração punha em uso.
E o tempo vai afinando,
desfazendo o fio,
mas o corpo vai dançando,
mesmo sem conserto, arrepio.
O olho apaga o horizonte miúdo,
o ouvido perde algumas camadas,
a pele risca como um estudo,
que o vento lê em linhas falhadas.
A máquina range, desafina,
o corpo busca ar nos cantos,
e o mundo, quando lhe dá sina,
vai desligando os pactos e os encantos.
Mas o corpo não se cansa,
resiste e vai,
mesmo quando o mundo balança,
mesmo quando cai.
Até que um dia a vida avisa:
não há diagrama que endireite.
O corpo, velho, se reorganiza,
a máquina aceita o que lhe foi feito.
E enquanto a máquina — relíquia fina —
se encosta ao ferro-velho, ao chão,
o corpo, sem cerimônia ou sina,
se recolhe ao breu do porão.
Tudo volta ao berço antigo,
seja aço, músculo ou lembrança;
na despedida, corpo e amigo,
somos sopro, fé e esperança.
”
―
Newton Jayme
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Amar é deixar que a alma desembrulhe horizontes que nem sabia guardar. É pisar no mundo do outro com os pés descalços, tateando milagres. E descobrir que o divino, afinal, mora no gesto mais simples de ficar.
”
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Newton Jayme
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“
Amar é quando a alma, meio tímida, resolve crescer para além de si. É invadir um território que antes era só do outro — e, com cuidado, fazer morada. Porque quem ama descobre, sem pressa, o divino escondido no chão de todo dia.
”
―
Newton Jayme
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente.
”
—
Fernanda Young
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