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Newton Jayme
Coleção de Frases e Pensamentos de
Newton Jayme
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1.919 frases
“
Não vem ao caso essa história
de ‘que seja infinito enquanto dure’.
Quando dois amantes carregam
o amor gravado — não só na pele,
mas na alma em surdina —
o tempo desaprende de passar,
e o sentimento,
feito samba antigo,
permanece vivo
mesmo quando a música termina.
”
―
Newton Jayme
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“
Dizem que é coisa do tempo,
que o velho mundo ainda manda,
que a casa é reino de sombra
onde a mulher se desanda.
Mas eu vi que não é destino,
nem sentença de calendário:
é patriarcado nos cantos,
é medo dentro do armário.
E quando o radicalismo
bate à porta em nome de um deus,
não traz bênção nem cuidado —
traz corrente nos dedos seus.
Assim se ergue a violência,
assim o grito se cala;
mas a dor que tenta esconder-se
acende centelha na sala.
É por isso que, amiga minha,
se tua mão treme no meio,
não se cala por vergonha,
não se dobra por receio.
Quebra o silêncio comigo,
me mostra o que te machuca —
que a gente atravessa a rua,
vai no posto, pede ajuda.
Levo caderno e coragem,
registro a história inteira;
na delegacia da vida
ninguém vai te pôr na esteira.
Fazemos o boletim firme,
com teu nome respirando;
pedimos medida preventiva
pra manter o lobo afastado.
E se o mundo vem dizer
que é exagero o teu choro,
eu te ensino a desenhar
um futuro que pede socorro.
Porque educar é desarmar
essa herança de ferro e muro;
é cultivar meninas livres,
é redimir o próprio futuro.
E quando a noite parecer
tramar contra tua aurora,
eu toco a canção do Chico,
baixinha, na tua porta:
— “Vai, menina, abre o peito,
que a vida pede coragem”;
o amor que não dói nem prende
é o único que faz viagem.
Então seguimos na luta,
tu, eu e quem mais chegar:
tecendo redes de afeto
que o medo não pode cortar.
E se a cidade te esquece,
nós te lembramos inteira;
és mulher, és voz que nasce
como sol na ribanceira.
Assim, amiga, te prometo:
não caminhas desvalida.
Onde houver violência e trevas,
seremos farol e saída.
Porque o amanhã — essa palavra
que insiste em se levantar —
é flor que brota no gesto
de quem aprende a cuidar.
”
―
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“
Busquei no passado
um consolo na inquietude;
tantas explicações,
um porto na solidão.
Mas a alma me ensinou
que é preciso ter atitude:
só guardamos no interior
os frutos do coração.
Para contemplar um jardim,
um futuro mais radiante,
é preciso preparar a terra
e confiar-lhe o grão;
regar o solo até perceber
a força da semente.
Quem semeia hoje,
no amanhã
colhe a ressurreição.
O tempo é fiel aliado
de quem cuida do chão.
Cada gesto no presente
prenuncia a colheita,
e quem se trata com ternura
vê a vida em expansão.
A fartura só desponta
a quem planta com devoção,
com mãos que moldam a alma
na paz que pacifica e aceita.
O celeiro se faz pleno,
e o amor — em eterna pulsação.
”
―
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“
Um porre de fracasso
não vem por acaso.
Cada queda, cada tropeço,
traz consigo um avanço, um traço
da dor que machuca o corpo,
pesada, deprimente, silenciosa,
mas que, aos poucos, fortalece
a alma, valente e cuidadosa.
O vento forte que nos derruba
mostra o porto escondido,
um abrigo na tempestade,
um caminho jamais esquecido.
Não há lágrima desperdiçada,
nem noite eterna, sem razão;
o sofrimento nos ensina
a navegar o coração.
E quando o sol desponta,
após tanto inverno e mar,
vemos que cada golpe recebido
só veio para nos reinventar o amar.
”
―
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“
Não importa o erro —
se é "felissidade" ou felicidade;
o sentido escapa mesmo.
O que importa
é que ela venha,
atrevida,
mansinha
ou desavisada,
a tocar a vida inteira,
dos primeiros passos
até a dor
da última tarde.
”
―
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“
Eu caminhei
Pelas ruas do tempo,
Olhando os reflexos
Que se perdiam
Na névoa do amanhã,
Como se os passos
Fossem folhas secas
A se desintegrar
No vento das horas.
O destino,
Esse caminho
Que se dissolve
A cada movimento,
Nada me prometeu,
Mas eu o segui, ainda assim,
Como se as dúvidas fossem estrelas
A brilhar sem o propósito de guiar.
Em cada esquina,
Uma promessa esquecida,
Nos olhos das pessoas,
A certeza
De que alguma coisa,
Qualquer coisa,
Estaria à frente,
Mas eu não via.
Era tudo cinza,
Como o céu sobre
As cidades sem nome,
Onde a vida se esvai,
Sem pressa de se revelar.
Ainda assim, eu sigo,
Pois a esperança,
Essa companheira incansável,
Não sabe onde me leva,
Mas teima em me acompanhar.
E talvez, no final,
Seja esse o único
Caminho que me resta:
O que se encontra
Nas entrelinhas
De uma poesia
Que ainda não foi escrita.
”
―
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“
O QUE ESQUENTARÁ A ALMA
O vinho
aquece o corpo,
mas a alma…
ah, a alma busca outro fogo.
Busca o canto que vem do fundo da noite,
aquele que sobe a serra devagar,
como quem conhece cada pedra,
cada silêncio aceso de estrela e luar.
No peito incendeia-se um trem antigo,
que corta vales de lembranças,
levando nomes que o tempo não apaga.
E cada estação é um encontro,
e cada encontro — um entontecer.
A alma se esquenta
no abraço que ainda não chegou,
no carinho que ficou prometido,
no som de uma voz
que atravessa o escuro
e se faz esperança.
Porque há calor no que não vemos,
há luz no que só o coração entende,
há sol guardado em cada pessoa
que um dia nos tocou e nos arrepiou.
E quando a música se abre
como manhã depois da chuva,
o corpo pode até tremer de frio,
mas a alma —
essa amanhece
mais eterna e inteira.
”
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“
Cupido boêmio,
bebe um gole de luar —
erra e acerta igual.
”
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“
Tanta coisa se bebe num gole de café:
a decepção que um surto de adeus
espalha pela sala e paira no ar,
um novo amor desperto no olhar...
Um sopro a sussurrar:
“Vale a pena viver,
mesmo quando a luz rareia nos breus
e a alma cambaleia para que o corpo sobreviva.
”
―
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“
Tudo segue no mesmo compasso,
as estrelas costurando o espaço,
a lua riscando um traço de ironia
sobre o peito insonte da noite vazia.
Tudo segue no velho roteiro:
o sol, ladrão de sombras no terreiro,
a chuva, que emudece o braseiro,
desperta o chão num parto verdadeiro.
Tudo segue — esse rito que não falha.
O amor, sem armadura ou mortalha,
vai atiçando a centelha que espalha
a madrugada em luz que nela se agasalha.
E mesmo quando a vida se repete,
como um relógio fiel ao próprio mistério,
o amor — esse contrabandista celeste —
sempre derrama o novo sobre o etéreo.
Tudo segue como dantes…
a cumplicidade acesa no inverno tardio.
Pois, quando a rotina cerra seus instantes,
O amor sempre tem algo de fogo a oferecer.
”
―
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“
A mesa posta em cada era se levanta,
como tribuna erguida sobre o tempo,
e nela o amor — esse réu inocente —
é novamente repartido
entre mãos que tremem,
entre povos que esperam,
entre lábios que beijam,
entre corpos que guardam sementes.
Outrora barro nos dedos dos primeiros,
fez-se trigo no cântico dos altares,
vinho que incendia o medo dos tiranos,
sal que queima a chaga dos impérios.
Assim marchou, transfigurado,
pelas veias ardentes das nações.
Ergueram-se muralhas, coroas, decretos;
teceram-se penas e véus de fumaça
sobre almas e janelas fatigadas;
e as leis, jurando guardar as promessas,
não guardaram nem ao menos
o nome dos que as pronunciaram.
Mas sempre há um gesto que escapa,
faísca clandestina na noite das eras,
uma migalha que desmente os arquivos,
um sopro que afronta a lógica dos poderosos
e fermenta a revolução, a luta e o impossível
como se fosse simples nascente.
O amor então se transmuta:
ora raio que atravessa ruínas,
ora sombra que vela o último pássaro,
ora palavra que abre ferrolhos
na garganta de um tirano
e devolve o fôlego à cidade.
E quando as civilizações ruem
como colunas fatigadas,
ele ressurge — tímido, teimoso —
na voz exilada que não esquece o caminho,
no pão escondido na bolsa do viajante,
no vinho furtivo no canto da criança,
milagre pequeno em gesto ameno
que o escriba do reino não registra.
Talvez assim sobreviva o amor:
transubstanciado em tudo o que sobra,
no pó que brilha,
no gesto anônimo que sustém auroras,
no lume que insiste em reavivar
o mapa incerto do amanhã —
íntegro, insurgente,
sempre a se reinventar e partilhar.
”
―
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“
Por entre trilhas tortas vou sem pressa,
revendo vultos antigos no caminho;
o vento, em mãos sutis, folheia, mansinho,
memórias que o tempo nunca cessa.
Acena cada nome que me teça
a alma, em silencioso desalinho;
e sigo, leve, chorando bem baixinho,
qual sombra que à noite sempre regressa.
Há passos meus perdidos na lembrança,
risos gravados firme na memória,
murmúrios que a vida insiste em reinventar.
E eu vou andando — entre o medo e a esperança —
certo de que a saudade, em sua história,
sempre encontra um lugar pra me consolar.
”
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“
E quando a vida desaba ao vento,
o amor, artesão de mãos feridas,
puxa o destino, dobra o tempo,
recolhe os rasgos das nossas vidas.
E vai remendo simples e ligeiro,
no fio trêmulo da madrugada,
e a gente finge que segue inteiro,
mas ele insiste, tece sem nada.
Até que um dia, lume quase oculto,
do chão acende um sol mansinho,
e o amor segue firme e resoluto,
fiando o mundo rude no seu carinho.
”
―
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“
Incrível! No teu corpo mora um verso
que minha mão decora sem saber ler.
É como se a pele dissesse nomes
que a boca ainda teme reconhecer.
No teu gesto, a alma se revela,
insinuando-se pelas frestas
onde a cidade guarda segredos
e o tempo finge não escutar.
Teu espírito — esse sopro teimoso —
risca no ar um mapa incerto e torto,
guiando-me pelas ladeiras e becos
onde guardas as horas que esqueces.
E eu, que já fui tantas sombras,
aprendo contigo a claridade:
não a luz que ofusca e cega,
mas a que insiste em nascer
no intervalo entre um toque
e a coragem de permanecer.
Que seja assim:
tuas esquinas
encontrando minhas pontes,
teu silêncio afinando meu rumo,
e nós dois, um par sem pressa,
inventando um jeito novo
de caber no mesmo quarto de instantes.
”
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“
Em idas, voltas e revoltas,
o amor — feito estação de trem —
vai chegando, partindo
e chegando outra vez.
Tem seu inverno
de portas fechadas,
tem seu verão de sol pelas costas,
tem seu outono de folhas cautelosas,
tem sua primavera rasgando o ar em flor,
e a gente, no meio da plataforma,
sem saber se embarca
ou aprende a ficar
e, enfim, se entregar.
”
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“
Ruínas tremulam
flores brotam no concreto
teimosia da vida.
”
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“
Não me contento com quase nada,
não me embala a noite minguante.
Pode nascer pequenina, enluada,
mas que cresça num brilho constante,
até ser lua cheia, inteira, enamorada,
derramando nós dois no mesmo instante.
”
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As almas se apaixonam
e se entregam
quando se deixam fisgar,
feito verso que se completa
no silêncio do outro.
”
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“
Ninguém precisa absolver o mundo
se vive a negar o próprio peito.
Que o perdão, antes de ser profundo,
seja um descanso dentro do sujeito.
”
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“
O amor tem um quê
de lágrima a se derramar
Nem todos os rios do mundo
podem adoçar o mar
E eu te procuro nas ruas
que sabem me lembrar
Das conversas que a noite
insiste em censurar
No café da esquina,
teu riso ainda está
Entre fumaças e copos
que não querem se apagar
As lembranças dançam,
querem me enganar
Mas minha sombra sabe
que é impossível te segurar
As praças guardam
passos que já se foram
E a chuva, cúmplice,
insiste em me acompanhar
Cada gota, um verso,
cada poça, um pesar
Mas nenhum oceano
consegue teu gosto me dar
O amor tem um quê
de lágrima a se derramar
E eu caminho sozinho,
tentando me encontrar
Entre o ontem que me chama
e o hoje que vai passar
Sabendo que alguns rios
nunca vão nem o mar adocicar.
”
―
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“
Ó, escutai!
Ergo-me do amor que não termina,
Da vigília profunda onde a saudade se arma,
Do brado que vence serras e abismos
E se estende além do território do medo.
Sou da luz que o tempo não subjuga,
Fogo primevo rompendo o breu;
Do silêncio que detém montanhas,
Da memória que desafia o firmamento
E nele finca seu estandarte.
Se o amanhã me vergue por um sopro,
Se a hora mudar o pulso do mundo,
A fé, velha guardiã das guerras íntimas,
Ergue-se inteira — pronta a golpear —
E reacende o ímpeto no peito.
Se a dúvida, serpente fria, me cercar
E a sombra erguer sua bandeira de gelo,
Eu me alço — não por fado, mas por escolha —
Tempestade em avanço, clarão rasgando campos,
Vento que não negocia passagem.
Quando a noite deixa o silêncio em fúria
E a lua se curva sob seu próprio peso,
A lembrança, essa sentinela incansável, desperta
E convoca a coragem ao combate.
E se deuses ou destinos rivais intentarem
Alterar o céu, o mar, ou a cor do caminho,
Levantarei meu canto — lâmina de voz —
E o lançarei contra o escuro,
Eu, trovador que atravessa eras sem dobrar o joelho.
Que o rumo mude, que o vendaval ruja,
Que a terra estremeça ao meu erguer:
No peito arde um canto indômito,
Herança de um fogo que não conhece fim.
Avante, minh’alma de amor guerreiro;
Mesmo entre sombras, sustém teu passo.
O amor — fulgor que acende mundos —
Não se retrai, não se dobra:
É força que vinga o tempo.
”
―
Newton Jayme
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“
Ó, escutai!
Sou do amor que nunca vai faltar,
Do silêncio profundo, da saudade sem par,
Do som que atravessa montes e mares
E que se expande onde o medo ousa pisar!
Sou do bem que o tempo não apaga,
Chama antiga que atravessa o breu;
Do silêncio que aos gigantes embarga,
Da saudade que afronta o próprio céu.
Amanhã posso até fraquejar,
Por um instante que muda o tom,
Mas ergue-se a fé, pronta a lutar,
No peito, um impulso, um eterno dom!
Oxalá, se a dúvida me alcançar
E a sombra erguer seu frio pendão,
Eu me ergo — é meu destino lutar:
Sou tempestade em marcha, sou clarão.
Nas noites em que o silêncio grita
E a lua parece triste a chorar,
Surge a lembrança que incita
E a coragem volta a labutar.
E se os deuses ou o destino ousarem
Mudar a cor do céu ou do mar,
Levantarei meu canto, sem temer:
Sou trovador da eternidade a bradar!
Que mude o caminho, que ruja o vendaval,
Que o mundo trema ao meu despertar:
No meu peito nasce um canto imortal,
Sou o herdeiro do fogo que não vai cessar.
Avante, minh’alma de amor valente,
Mesmo na sombra segue o presente!
O amor é espada, é chama, é vento,
Imortal na dor, em cada momento, no tempo!
”
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“
Na orquestra teimosa que rege a vida inteira, é o amor quem, de mansinho, afina o tempo, descompassa as certezas e inventa o dia.
”
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Newton Jayme
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“
A LUZ DA LUA
Minha poesia não prende a palavra,
Leio — e as sílabas se vão no ar;
Respiro o silêncio que a sombra lavra,
Sede de almas que em mim sabem morar.
Sou ouro que escapa do candeeiro,
Diamante bruto, sem dono ou lei;
Aço que range no moinho inteiro,
E ao lume, me desfaço — já amei.
Minha música foge em cada nota,
O mundo é palco, gesto em revolução;
Busco a vida, ainda que se revolta,
Pois sei que tudo passa, pura ilusão.
Tu e eu, inteiros a se completar em contraluz,
Lua que ao sol bebe, sedenta de imensidão.
”
―
Newton Jayme
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“
Minha poesia não retém palavra;
Leio — e as sílabas se perdem no fim.
Respiro o silêncio entre a sobra,
Sede de almas que se fecham em mim.
Sou ouro que escapa do candeeiro,
Diamante bruto — sem dono, sem lei;
Aço que range em moinho inteiro
E, ao lume, me desfaço — disso sei.
Minha música escapa de cada nota;
O mundo é palco: em cada gesto, revolução.
Busco a vida, mesmo quando se revolta.
Sei que tudo passa — pura ilusão.
Você e eu, inteiros na contraluz;
Lua que bebe o sol, sedenta de amplidão.
”
―
Newton Jayme
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Newton Jayme
Membro desde:
12/03/2013
Frase do Dia
“
As ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, erradas na medida em que tendem a promover o reverso da felicidade.
”
—
Stuart Mill
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