Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Edna Frigato
Quando olho para trás percebo o quão abençoada sou. Quando abro minhas gavetas das memórias e relembro as maravilhas que ali guardei percebo o quanto tenho para agradecer. São tantas coisas lindas que guardei que eu me perco em nostalgia ao me deparar com os afetos, com as delicadezas, com o calor dos abraços, com sorrisos que como sol iluminaram meus dias nublados, todos ali guardadinhos.
Nas gavetas do coração guardei afagos, toques, gostos, palavras bonitas, que chegaram a mim como lenitivo nos dias em que mais precisei e até hoje ainda ressoam dentro de mim como uma prece. Nesse álbum tão cheio de encantos guardei fotos das pessoas queridas e dos lugares incríveis que conheci. As músicas ainda vibram dentro de mim no tom exato da emoção que me toma cada vez que as ouço tocando dentro de mim.
A lembrança mais bonita que tenho é o sorriso do meu filho ecoando em todos os cômodos da minha alma. Essa está marcada em mim como tatuagem e por quantas vidas eu viver, eu sei que a levarei comigo.
Quando abro as janelas dos sonhos me sinto extremamente privilegiada por ter tido a oportunidade de realizar vários deles. Alguns ainda são sementes, mas na hora certa os lançarei em solo fértil, outros tenho que me desfazer, não porque estão mortos, mas porque a sensatez não me permite mais realizá-los.
Não pense que em minhas gavetas das memórias só tem coisas bonitas, tem também dor, mágoas, desencanto, decepções, frustrações, traições, mas essas eu vou jogando fora à medida que encontro, além de não servirem pra mais nada, não valem o lugar que ocupam. Preciso de espaço, ainda tenho muitas outras coisas lindas pra guardar.

Maria Luz
O tempo traz-nos memórias, momentos, mas também traz lágrimas, choro, saudades porque leva-nos quem amamos, e não nos dá o tempo que nós queríamos ter para estar com quem partiu!
O tempo, engana-nos na medida dele, muitas vezes já foi há tantos anos e ainda nos parece que foi ontem...
Parece-me que foi ontem que te perdi, e então a dor volta e mais execrável se tornam os momentos em que te recordo... Sabes, ainda dói como se tivesse sido ontem, o dia em que te esperava e tu não chegaste, porque te roubaram a vida e te levou de nós numa viagem infinita... E a cada dia que passa é mais um que me vem aumentar o sentimento de dor e de saudade e de não poder ver-te nem abraçar-te e beijar-te... Caramba, nunca pensei que iria demorar anos a aliviar a dor, creio mesmo que nunca vai ser aliviada, só vai amenizar esta dor/saudade execrável quando nos reencontrarmos outra vez, porque tu sabes que eu acredito que existe outra vida e outros reencontros... E é essa esperança e essa crença que me vai ajudando a sobreviver sem ti até estarmos juntos outra vez... Nunca na minha vida eu me imaginava a viver sem ti, sem conheceres os teus netos e poderes mostrar-lhes o avô espetacular que eras...
Nunca me imaginei a viver alguns momentos menos bons, algumas angústias sem ti ao meu lado, sem o teu ombro e os teus abraços ...
Já tive momentos que se estivesses aqui eras a minha ancora, mas creio que mesmo não estando, foste tu que me deste força nesses momentos para eu conseguir levantar a cabeça e seguir em frente... No fundo o tempo, pouca diferença faz, sendo a tua partida há precisamente 11315 dias ou ontem, a dor e a saudade seria infinita, execrável como hoje continua a ser!

Marcelo Monteiro
527 d.C. – Justiniano assume o trono do Império Bizantino, tendo Teodora como imperatriz. Juntos, governam Constantinopla com grande firmeza política e religiosa.
532 d.C. – Revolta de Nika. Teodora se destaca ao convencer Justiniano a não fugir, garantindo sua permanência no poder.
548 d.C. (28 de junho) – Morte da imperatriz Teodora, em Constantinopla, provavelmente em decorrência de câncer.
553 d.C. (5 de maio a 2 de junho) – Realização do II Concílio de Constantinopla, reunindo bispos e teólogos. O encontro teve como objetivo reafirmar dogmas cristãos e combater doutrinas consideradas heréticas.
Após 553 d.C. – Surge a tradição de que Justiniano, influenciado por Teodora, teria condenado a crença na reencarnação. Contudo, historicamente, ela já estava morta havia quase cinco anos, sendo impossível sua participação no evento.
A distorção histórica.
Muitos textos populares afirmam que Justiniano e Teodora decidiram juntos proibir a crença na reencarnação durante esse concílio. No entanto, o registro histórico mostra uma inconsistência: Teodora não estava mais viva. Assim, a associação direta da imperatriz ao evento é anacrônica, fruto de lendas posteriores que procuraram fortalecer a ideia de uma influência conjugal em decisões políticas e religiosas.
Conclusão:
A narrativa histórica evidencia que Teodora jamais poderia ter participado do II Concílio de Constantinopla, pois já havia falecido. O mito, no entanto, permaneceu, talvez por causa da forte personalidade da imperatriz, lembrada como uma das mulheres mais influentes do Império Bizantino. Sua memória foi, de certa forma, transportada para o concílio por meio da tradição popular, mas a realidade documental é clara: quando o evento se realizou, Teodora já descansava no silêncio da morte há quase cinco anos.