Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Maria Luz
Eu sempre gostei de escrever desde que apendi as primeiras letrinhas... Adorava juntar as letras e formar palavras, depois gostava de as ler... Mais tarde aprendi a escrever e a ler melhor, e o gosto, esse prazer das letras, de as juntar formar palavras, frases incentivou-me a escrever... Ao longo da minha vida, tornou-se uma necessidade intrínseca, e faço-o até hoje, e por isso eu escrevo tudo, tudo mesmo que vivo ou sinto na minha vida, para que eu nunca o esqueça, seja bom ou mau, não me interessa... Interessa-me é escrever, escrever algo que eu sinta, que eu viva com alguém ou comigo própria, que faça sentido para mim para que eu o volte a sentir ou a viver lendo-o depois de ter ficado escrito há algum tempo ou anos atrás... Escrevo, porque escrever é reviver, viajar pelas memórias e pensamentos que são nossos e que nos deram a viver emoções e sentimentos únicos... Apesar de com a graça de Deus ter uma memória fotográfica, escrever é uma necessidade, é um verdadeiro prazer para mim... Uma felicidade enorme, por escrever como sei e consigo, com sentido ou sem ele, embora para mim tenha sempre sentido e está sempre tudo bem, e se um dia alguém me viesse a ler, sim, porque gostava de um dia realizar o meu sonho escrever um livro, não para ser famosa, mas para deixar algo meu no mundo, e que pudesse fazer algum sentido... Escrevo sempre comigo e comigo, passando para o papel as diferentes emoções do passado, libertando-me, desapegando-me , de coisas e pessoas e de ter aprendido como agir na vivência do presente , do Agora, para o futuro só escrevo, que seja feita a vontade de Deus na minha vida e que eu saiba escolher meu livre arbítrio… Escrevo sempre com toda a sinceridade que a minha alma pensa, vive e sinto… O meu prazer e amor pelo acto de escrever liberta-me senão, eu definharia completamente!
Marcelo Monteiro
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser. O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído. Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada. E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.

Maria Luz
È mesmo verdade que as memórias são sempre as mesmas, com uma ou outra pequena diferença, mas para mim tanto são como uma bênção como ás vezes uma maldição - porque a algumas me apeguei demais e são essas que de vez em quando me fazem quase a alma desatar a chorar, porque me dói o coação só de as lembrar... A verdade é que tenho que permitir sentir e chorar para que a dor vá embora de vez e só deixe que a memória fique como memória sem dor, sem mágoa... Sinto saudades, dessas memórias, e pretendo que elas se desvaneçam, mas até aí chegar, todos os dias continuo e vou continuar a enviar-te amor para ti principalmente, mas que abrange a todos...tenho-me até aguentado bastante, porque creio que é a única ligação com os meus entes queridos... Lembro-me de todos os fins de semana que tivemos juntos e que agora são cheios de todas as memórias de todas as nossas aventuras juntos... Às vezes ajuda-me lembrar que viver com amor perdido é difícil mas viver sem amor e sem o sentir, meu coração não suporta pensar nisso...Ou se ama, ou não se ama... Tenho aprendido a deixar "voar" o peso pesado e o fardo que isso me acarreta, mas sem deixar ir as memórias e o amor que são a razão que resume minha vida que tive e com quem vivi durante muitos anos... Tento assim honrar o amor que ele, meu pai querido, minha avó paterna, me deram... Acho que é uma maneira bonita de manter o legado de alguém a funcionar porque já partiram na sua longa e infinita "viagem"!
Maria Luz
O tempo traz-nos memórias, momentos, mas também traz lágrimas, choro, saudades porque leva-nos quem amamos, e não nos dá o tempo que nós queríamos ter para estar com quem partiu!
O tempo, engana-nos na medida dele, muitas vezes já foi há tantos anos e ainda nos parece que foi ontem...
Parece-me que foi ontem que te perdi, e então a dor volta e mais execrável se tornam os momentos em que te recordo... Sabes, ainda dói como se tivesse sido ontem, o dia em que te esperava e tu não chegaste, porque te roubaram a vida e te levou de nós numa viagem infinita... E a cada dia que passa é mais um que me vem aumentar o sentimento de dor e de saudade e de não poder ver-te nem abraçar-te e beijar-te... Caramba, nunca pensei que iria demorar anos a aliviar a dor, creio mesmo que nunca vai ser aliviada, só vai amenizar esta dor/saudade execrável quando nos reencontrarmos outra vez, porque tu sabes que eu acredito que existe outra vida e outros reencontros... E é essa esperança e essa crença que me vai ajudando a sobreviver sem ti até estarmos juntos outra vez... Nunca na minha vida eu me imaginava a viver sem ti, sem conheceres os teus netos e poderes mostrar-lhes o avô espetacular que eras...
Nunca me imaginei a viver alguns momentos menos bons, algumas angústias sem ti ao meu lado, sem o teu ombro e os teus abraços ...
Já tive momentos que se estivesses aqui eras a minha ancora, mas creio que mesmo não estando, foste tu que me deste força nesses momentos para eu conseguir levantar a cabeça e seguir em frente... No fundo o tempo, pouca diferença faz, sendo a tua partida há precisamente 11315 dias ou ontem, a dor e a saudade seria infinita, execrável como hoje continua a ser!