Top Autores
KABRAL ARAUJOSebastião WanderleyEdna FrigatoMônicka ChristiAndrew AmaurickCharles CanelaMestre AriévlisRegina CuryNilton MendonçaMaria LuzFlávia AbibAimara SchindlerElias TorresAulos CarvalhoEvan Do CarmoNijair Araújo PintoNilo RibeiroGutto Carrer LimaMarco Antonio AlvarengaJohnny De CarliHorlando HaleRgiaJúnior LaudelinoPaulo UrsaiaRosicler CeschinZinah AlexandrinoMário FrancoDaniel MelgaçoHumberto QueirozFernanda Da SilvaDartagnan Da Silva ZanelaMarcelo VicoJoelson SouzaMalu SilvaJackson da MataAijalom WagnerHelenilson PersiEnéias Teles BorgesNelson MartinsRita MacedoIzzo RochaGuy BarretoCláudio SuenagaÉdio VargasGuilherme-Guilherme SilvaEnio StahlhoferYouchin L. SoaresAndreia CostaTainah FerreiraCésar RodriguesAilamara Cavalcante

Destaques do mês (Dezembro/2025)

Fabriciana Da silvaNeilson SilvaTiago Jhonny Jr.Juliano RosárioALESSANDRO DE ALMEIDAAlex FerrazBernardino BernardoFernanda AlvesEliaquim SoaresJorcelia ParizItamar Firmino LimaIsac FranciscoCelso TenorioDomingos BernardoEduardo Castro Andac SalgueiroGabriel CorreaDeyvison SouzaDouglas PereiraEliana Goiana

Frases dos usuários do KD Frases


Marcelo Monteiro
AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.

...10...