Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Sebastião Wanderley
Vejo muita gente, inclusive de direita, criticando diversas ações do Bolsonaro durante o seu governo.
Primeiro, temos que considerar que ele é humano e, portanto, sujeito a cometer erros.
Segundo, o governo dele foi um dos mais difíceis e complicados da história da nossa república. Além de toda a esquerda batendo nele todos os dias, enfrentou uma pandemia mundial dificílima, que nem os governos nem médicos eram unânimes de como combatê-la, assim mesmo os resultados comparativos foram satisfatórios.
Terceiro, a economia brasileira estava totalmente comprometida e o governo fechou as contas com lucros e investimentos externos consideráveis.
Quarto, ele foi, até certo ponto, por questão de sua personalidade, infantil ou infeliz em várias críticas e pronunciamentos políticos, mas o que falou não causou nada além de mágoas a um ou a outro, que se acharem ofendidos.
Quinto, ele não roubou nem esbanjou. Sabe-se que cortou gastos do governo e gastos pessoais com coisas que outros governos sempre gastaram, e muito! Ele era tão vigiado, por todos, que se tivesse desviado ou roubado um centavo, todos os seus perseguidores fariam de tudo para crucificá-lo e tirá-lo do governo.
Há outras ideias, mas vou parar aqui, concluindo com uma frase muito popular, “Ruim com ele, pior sem ele!”.
Infelizmente ele não venceu a eleição que o conduziria ao segundo mandato, pelas causas que todos já conhecem, mesmo que muitos insistam em negar.
O brasileiro comum é, sem querer ofender, um grande idiota, que acredita em mentiras e falsas promessas, além de ter memória curta e falta de neurônios que possibilitem-no a realizar um julgamento coerente das situações, particularmente as políticas, que dependem de muitos fatores conjugados.
A minha fé é que, um dia, depois de tanto sofrimento, nosso povo aprenda.
Como se diz em outro ditado popular, “Só Jesus na causa!.

Marcelo Monteiro
A CATEDRAL DAS AUSÊNCIAS.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Nas naves do crepúsculo sombrio e profundo,
Velava meu espírito num claustro fecundo.
A saudade erguia seu véu de marfim,
Tecendo silêncios sem princípio ou fim.
Teu nome, relíquia de um tempo perfeito,
Habitava as criptas secretas do peito.
Qual lâmpada antiga de fulgor celeste,
Ardia nas brumas que o destino reveste.
A noite derramava seu manto de ametista,
Sobre a melancolia de minha alma mista.
E os astros, em coro de expressão sidérea,
Cantavam tua graça na amplidão etérea.
Percorri catacumbas de memória e paixão,
Buscando teus vestígios na desolação.
Mas somente encontrei, sob a sombra dispersa,
A liturgia muda de uma dor submersa.
Os lírios pendiam na neblina invernal,
Como páginas frágeis de um missal espectral.
E cada pétala morta que tombava ao chão,
Era um verso perdido da nossa afeição.
Contudo, entre ruínas de severa grandeza,
Floresceu uma estranha e magnífica beleza.
Pois o amor que atravessa a distância e o abandono,
Transforma o sofrimento em áureo trono.
Agora contemplo o horizonte distante,
Com olhar resignado e coração constante.
Porque certas partidas, embora fatais,
Convertem-se em jardins espirituais.
E se a eternidade ocultar teu semblante,
Guardarei tua essência em relicário vibrante.
Pois quem ama verdadeiramente, sem temor,
Faz da própria ausência uma forma de amor.
#poesia #lirismo #romantismo #melancolia #saudade #versos #literatura #amorEterno