Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Remisson Aniceto
Porque ainda passo e ainda espero

Nasci e fui crescendo naturalmente,
como deve ser com toda gente que nasce.
Mas quando te conheci, aí sim, aprendi a viver! Contigo foi que me senti pleno, completo, feliz. Até que, um dia, te perdi. E assim que te perdi me esqueci de tudo,voltando a passar pela vida sem motivo, como qualquer coisa que passa por passar, como se a minha memória tivesse ficado oca. Sem ti nunca mais consegui
viver.
Fui passando e vou passando como coisa qualquer, sem identidade e sem nome. Não reaprendi a viver sem o teu abraço, sem o sabor da tua pele, sem acariciar os teus cabelos, sem dormir no calor do teu corpo, sem te ver acordar nas manhãs, sem ouvir aquele tom da tua voz...
Ainda te vejo, te ouço, te beijo no rosto,
ainda sinto de longe o cheiro da tua pele.
Ainda bem! Se, de repente, eu não puder mais te ver nem te ouvir, certamente não haverá nem mesmo razão pra continuar passando. Mas nunca mais saberei como não amar você, não sei como seria e nem quero saber. Há coisas que é melhor ignorar, nunca descobrir para não sofrer ainda mais. Não te ter e te amar é triste por não ter o teu amor, mas ainda é melhor, muito melhor do que não te ter e não te amar. É que te amando eu ainda consigo ir passando, passando pela vida mesmo sem viver. Sem te amar eu nem mesmo passaria, e assim não haveria qualquer possibilidade
de renascer.
E enquanto houver caminho pra passar,
poderei, de repente, reencontrar o teu amor
em alguma esquina da estrada. Imagino que, para eu continuar passando assim, com o dó por saber que completamente sem ti eu morreria, tu guardaste em algum cantinho da minha memória as imagens da lua entrando pela janela e passeando lentamente pelos nossos corpos e o brilho do teu sorriso refletido no sol de cada manhã.
Somente por isto é que ainda passo... e espero...

Marcelo Monteiro
527 d.C. – Justiniano assume o trono do Império Bizantino, tendo Teodora como imperatriz. Juntos, governam Constantinopla com grande firmeza política e religiosa.
532 d.C. – Revolta de Nika. Teodora se destaca ao convencer Justiniano a não fugir, garantindo sua permanência no poder.
548 d.C. (28 de junho) – Morte da imperatriz Teodora, em Constantinopla, provavelmente em decorrência de câncer.
553 d.C. (5 de maio a 2 de junho) – Realização do II Concílio de Constantinopla, reunindo bispos e teólogos. O encontro teve como objetivo reafirmar dogmas cristãos e combater doutrinas consideradas heréticas.
Após 553 d.C. – Surge a tradição de que Justiniano, influenciado por Teodora, teria condenado a crença na reencarnação. Contudo, historicamente, ela já estava morta havia quase cinco anos, sendo impossível sua participação no evento.
A distorção histórica.
Muitos textos populares afirmam que Justiniano e Teodora decidiram juntos proibir a crença na reencarnação durante esse concílio. No entanto, o registro histórico mostra uma inconsistência: Teodora não estava mais viva. Assim, a associação direta da imperatriz ao evento é anacrônica, fruto de lendas posteriores que procuraram fortalecer a ideia de uma influência conjugal em decisões políticas e religiosas.
Conclusão:
A narrativa histórica evidencia que Teodora jamais poderia ter participado do II Concílio de Constantinopla, pois já havia falecido. O mito, no entanto, permaneceu, talvez por causa da forte personalidade da imperatriz, lembrada como uma das mulheres mais influentes do Império Bizantino. Sua memória foi, de certa forma, transportada para o concílio por meio da tradição popular, mas a realidade documental é clara: quando o evento se realizou, Teodora já descansava no silêncio da morte há quase cinco anos.