Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Remisson Aniceto
Porque ainda passo e ainda espero

Nasci e fui crescendo naturalmente,
como deve ser com toda gente que nasce.
Mas quando te conheci, aí sim, aprendi a viver! Contigo foi que me senti pleno, completo, feliz. Até que, um dia, te perdi. E assim que te perdi me esqueci de tudo,voltando a passar pela vida sem motivo, como qualquer coisa que passa por passar, como se a minha memória tivesse ficado oca. Sem ti nunca mais consegui
viver.
Fui passando e vou passando como coisa qualquer, sem identidade e sem nome. Não reaprendi a viver sem o teu abraço, sem o sabor da tua pele, sem acariciar os teus cabelos, sem dormir no calor do teu corpo, sem te ver acordar nas manhãs, sem ouvir aquele tom da tua voz...
Ainda te vejo, te ouço, te beijo no rosto,
ainda sinto de longe o cheiro da tua pele.
Ainda bem! Se, de repente, eu não puder mais te ver nem te ouvir, certamente não haverá nem mesmo razão pra continuar passando. Mas nunca mais saberei como não amar você, não sei como seria e nem quero saber. Há coisas que é melhor ignorar, nunca descobrir para não sofrer ainda mais. Não te ter e te amar é triste por não ter o teu amor, mas ainda é melhor, muito melhor do que não te ter e não te amar. É que te amando eu ainda consigo ir passando, passando pela vida mesmo sem viver. Sem te amar eu nem mesmo passaria, e assim não haveria qualquer possibilidade
de renascer.
E enquanto houver caminho pra passar,
poderei, de repente, reencontrar o teu amor
em alguma esquina da estrada. Imagino que, para eu continuar passando assim, com o dó por saber que completamente sem ti eu morreria, tu guardaste em algum cantinho da minha memória as imagens da lua entrando pela janela e passeando lentamente pelos nossos corpos e o brilho do teu sorriso refletido no sol de cada manhã.
Somente por isto é que ainda passo... e espero...

Maria Luz
Vi-te através do espelho no café... Teu olhar cruzou-se com o meu, e nossos corações disseram tudo... Vieste ter comigo, pegaste-me na mão esquerda, onde eu usava um singelo anel fino de ouro que havia recebido dos meus pais, dias antes como presente de aniversário... Olhaste-o e disseste-me, que um dia o virarias ao contrário... Dias depois eramos namorados, amigos e companheiros de todas as horas... Passamos e vivemos bons momentos... Criamos memórias, fizemos uma história, que deu inicio á nossa vida a dois... A vida não nos foi, nem tem sido nada fácil, mas foram as dificuldades que nos fizeram crescer e que nos mostrou, que juntos temos mais força, e que com o nosso Amor tudo temos conseguido ultrapassar... Foi a perda do nosso primeiro filho, a luta para sermos pais de novo, o que aconteceu com a graça de Deus, e ultimamente o meu cancro e tudo o que ele "acordou" e que até agora me vai "apanhando" ... Mas eu nunca me quebro totalmente... Verdade que estou fragmentada, minhas cicatrizes mostram a minha/nossa luta, mas tu nunca me deixaste só... Estiveste sempre ao meu lado, na minha cabeceira, a segurar-me a mão... Sempre nos apoiamos um no outro, sempre tenho tido teu ombro, teu abraço, tua mão... Tu és o meu lar, eu sou o teu... Somos dois, mas sempre temos sido Um só e assim será até ao dia que fizermos a ultima viagem... Não me quero alongar mais, por isso digo-te uma uma coisa que eu sei e sinto...É que depois de todos os altos e baixos dos últimos 35 anos, não consigo imaginar um de nós sem o outro... Somos um Só!
Maria Luz
O tempo traz-nos memórias, momentos, mas também traz lágrimas, choro, saudades porque leva-nos quem amamos, e não nos dá o tempo que nós queríamos ter para estar com quem partiu!
O tempo, engana-nos na medida dele, muitas vezes já foi há tantos anos e ainda nos parece que foi ontem...
Parece-me que foi ontem que te perdi, e então a dor volta e mais execrável se tornam os momentos em que te recordo... Sabes, ainda dói como se tivesse sido ontem, o dia em que te esperava e tu não chegaste, porque te roubaram a vida e te levou de nós numa viagem infinita... E a cada dia que passa é mais um que me vem aumentar o sentimento de dor e de saudade e de não poder ver-te nem abraçar-te e beijar-te... Caramba, nunca pensei que iria demorar anos a aliviar a dor, creio mesmo que nunca vai ser aliviada, só vai amenizar esta dor/saudade execrável quando nos reencontrarmos outra vez, porque tu sabes que eu acredito que existe outra vida e outros reencontros... E é essa esperança e essa crença que me vai ajudando a sobreviver sem ti até estarmos juntos outra vez... Nunca na minha vida eu me imaginava a viver sem ti, sem conheceres os teus netos e poderes mostrar-lhes o avô espetacular que eras...
Nunca me imaginei a viver alguns momentos menos bons, algumas angústias sem ti ao meu lado, sem o teu ombro e os teus abraços ...
Já tive momentos que se estivesses aqui eras a minha ancora, mas creio que mesmo não estando, foste tu que me deste força nesses momentos para eu conseguir levantar a cabeça e seguir em frente... No fundo o tempo, pouca diferença faz, sendo a tua partida há precisamente 11315 dias ou ontem, a dor e a saudade seria infinita, execrável como hoje continua a ser!

Maria Luz
È mesmo verdade que as memórias são sempre as mesmas, com uma ou outra pequena diferença, mas para mim tanto são como uma bênção como ás vezes uma maldição - porque a algumas me apeguei demais e são essas que de vez em quando me fazem quase a alma desatar a chorar, porque me dói o coação só de as lembrar... A verdade é que tenho que permitir sentir e chorar para que a dor vá embora de vez e só deixe que a memória fique como memória sem dor, sem mágoa... Sinto saudades, dessas memórias, e pretendo que elas se desvaneçam, mas até aí chegar, todos os dias continuo e vou continuar a enviar-te amor para ti principalmente, mas que abrange a todos...tenho-me até aguentado bastante, porque creio que é a única ligação com os meus entes queridos... Lembro-me de todos os fins de semana que tivemos juntos e que agora são cheios de todas as memórias de todas as nossas aventuras juntos... Às vezes ajuda-me lembrar que viver com amor perdido é difícil mas viver sem amor e sem o sentir, meu coração não suporta pensar nisso...Ou se ama, ou não se ama... Tenho aprendido a deixar "voar" o peso pesado e o fardo que isso me acarreta, mas sem deixar ir as memórias e o amor que são a razão que resume minha vida que tive e com quem vivi durante muitos anos... Tento assim honrar o amor que ele, meu pai querido, minha avó paterna, me deram... Acho que é uma maneira bonita de manter o legado de alguém a funcionar porque já partiram na sua longa e infinita "viagem"!