Frase de Alessandro Teodoro

Frase adicionada por ateodoro72 em 10/01/2026


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Talvez o mais trágico não seja os humanos terem que provar para as máquinas, o tempo todo, que não são uma delas.

O drama maior parece estar na naturalidade com que passamos a imitá-las — e, pior, na pressa com que nos deixamos confundir com elas.

A máquina não sente cansaço moral, não hesita diante do outro, não se constrange com a própria indiferença. 

Quando o humano começa a responder sem escuta, decidir sem empatia e repetir padrões sem reflexão, não é a tecnologia que o desumaniza: é a abdicação silenciosa daquilo que o tornava distinto.

Há um perigo sutil em trocar o tempo do cuidado pelo tempo da eficiência, a dúvida honesta pela resposta pronta, o encontro pelo desempenho. 

Nesse processo, já não é a máquina que nos exige provas de humanidade; somos nós que, pouco a pouco, deixamos de exigi-las de nós mesmos.

No fim, talvez a pergunta mais urgente e necessária não seja “como convencer as máquinas de que somos humanos?”, mas “em que momento nos tornamos tão confortáveis em agir como se não fôssemos?”. (Alessandro Teodoro)
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