Frase de Alessandro Teodoro
 | “ Talvez o mais trágico não seja os humanos terem que provar para as máquinas, o tempo todo, que não são uma delas. O drama maior parece estar na naturalidade com que passamos a imitá-las — e, pior, na pressa com que nos deixamos confundir com elas. A máquina não sente cansaço moral, não hesita diante do outro, não se constrange com a própria indiferença. Quando o humano começa a responder sem escuta, decidir sem empatia e repetir padrões sem reflexão, não é a tecnologia que o desumaniza: é a abdicação silenciosa daquilo que o tornava distinto. Há um perigo sutil em trocar o tempo do cuidado pelo tempo da eficiência, a dúvida honesta pela resposta pronta, o encontro pelo desempenho. Nesse processo, já não é a máquina que nos exige provas de humanidade; somos nós que, pouco a pouco, deixamos de exigi-las de nós mesmos. No fim, talvez a pergunta mais urgente e necessária não seja “como convencer as máquinas de que somos humanos?”, mas “em que momento nos tornamos tão confortáveis em agir como se não fôssemos?.” ― Alessandro Teodoro |
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