Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 21/05/2026

Newton Jayme
Não me dês a voz dos astros,
nem a língua azul dos mares,
nem o ouro das trombetas
que acordam povos e altares.

Se em meu peito o amor não arde,
serei vento entre ruínas,
um sino perdido à tarde
gemendo em torres vazias.

Posso erguer da noite os véus,
decifrar estrelas frias,
conversar com os velhos rios
que atravessam as idades;
posso ao verbo das montanhas
ordenar: “Move-te, pedra!”
— sem amor, minhas façanhas
são poeira sobre a treva.

Ainda que eu dê aos pobres
o pão último da mesa,
e transforme a própria carne
em fogueira de beleza,
nada fica. Tudo passa
como um barco sem memória,
se o amor não põe sua asa
sobre a cinza transitória.

O amor não traz espadas
nem coroas de vaidade;
anda humilde pelas casas
como a luz da tarde invade.

Tem o passo silencioso
das mães velando o sono,
e um perfume misterioso
de jardim depois do outono.

Ele sofre e não acusa.
Ele espera sem cansaço.
Quando o ódio ergue seus muros,
abre lírios pelo espaço.

Não recolhe as ofensas
como um rei juntando impostos;
faz das dores mais imensas
ponte branca entre os destroços.

Ama a verdade desnuda,
sem teatro e sem aplauso.
É água pura e profunda
sob a febre do cansaço.

Quando tudo cai no abismo
— impérios, nomes e glórias —
o amor permanece aceso
como um sol dentro da história.

Hoje vemos sombras turvas
no cristal das horas breves;
mas virá manhã mais lúcida
sobre os homens e seus medos.

E então, face contra face,
como rios no oceano,
todo enigma se desfaça
nas mãos claras do Eterno.

Ficam fé e esperança
como estrelas sobre o mundo;
mas o amor — ave imensa —
voa além do céu profundo.

Porque Deus, quando fez a alma
e acendeu seus firmamentos,
deu ao amor sua própria chama
para viver nos sentimentos...


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Não me dês a voz dos astros,
nem a língua azul dos mares,
nem o ouro das trombetas
que acordam povos e altares.

Se em meu peito o amor não arde,
serei vento entre ruínas,
um sino perdido à tarde
gemendo em torres vazias.

Posso erguer da noite os véus,
decifrar estrelas frias,
conversar com os velhos rios
que atravessam as idades;
posso ao verbo das montanhas
ordenar: “Move-te, pedra!”
— sem amor, minhas façanhas
são poeira sobre a treva.

Ainda que eu dê aos pobres
o pão último da mesa,
e transforme a própria carne
em fogueira de beleza,
nada fica. Tudo passa
como um barco sem memória,
se o amor não põe sua asa
sobre a cinza transitória.

O amor não traz espadas
nem coroas de vaidade;
anda humilde pelas casas
como a luz da tarde invade.

Tem o passo silencioso
das mães velando o sono,
e um perfume misterioso
de jardim depois do outono.

Ele sofre e não acusa.
Ele espera sem cansaço.
Quando o ódio ergue seus muros,
abre lírios pelo espaço.

Não recolhe as ofensas
como um rei juntando impostos;
faz das dores mais imensas
ponte branca entre os destroços.

Ama a verdade desnuda,
sem teatro e sem aplauso.
É água pura e profunda
sob a febre do cansaço.

Quando tudo cai no abismo
— impérios, nomes e glórias —
o amor permanece aceso
como um sol dentro da história.

Hoje vemos sombras turvas
no cristal das horas breves;
mas virá manhã mais lúcida
sobre os homens e seus medos.

E então, face contra face,
como rios no oceano,
todo enigma se desfaça
nas mãos claras do Eterno.

Ficam fé e esperança
como estrelas sobre o mundo;
mas o amor — ave imensa —
voa além do céu profundo.

Porque Deus, quando fez a alma
e acendeu seus firmamentos,
deu ao amor sua própria chama
para viver nos sentimentos... (Newton Jayme)
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Olhe bem no fundo dos meus olhos e sinta a emoção que nascerá quando você me olhar. O universo conspira a nosso favor, a consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar.

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