Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 08/05/2026

Newton Jayme
FOTOSSÍNTESE DO AMOR

Alimento a vida que respira,
como quem reconhece no chão
o destino do próprio corpo,
e ainda assim acende manhãs
com as mãos abertas ao tempo.

Há uma alma silenciosa
aprendendo a respirar claridade...

Faz do amor sua fotossíntese,
transmuta a ausência em seiva,
faz raiz do que era efêmero,
e floresce onde a dor passeia.

Ah, eu devoro os dias devagar,
antes que o instante se desfaça,
vou modelando o invisível em mim
como quem transforma a vida em graça.

Eu bebo os dias devagar,
como quem prova o instante
antes que se desfaça,
e em cada gesto guardo o mundo
no mármore bruto da existência.

E o tempo adormece paciente,
mas eu insisto em ser claridade...

Faz do amor sua fotossíntese,
transmuta a ausência em seiva,
faz raiz do que era efêmero,
e floresce onde a dor passeia.

Ah, eu devoro os dias devagar,
antes que o instante se desfaça,
vou moderando o invisível em mim
como quem transforma a vida em graça.

Não pra deter o fim que vem,
nem pra negar o que se apaga,
mas pra deixar na curva do tempo
um gesto vivo que não se acaba...

Faz do amor sua fotossíntese,
mesmo quando o mundo cansa,
faz do instante eternidade
no sopro breve da esperança.

Ah, que reste no beijo um traço,
mesmo quando o corpo for memória,
pois viver é esculpir no tempo
um sopro breve de história.

E quando a última tarde fechar os olhos
sobre os telhados do mundo,
quero partir como árvore madura,
derrubando sementes no vento.

Porque o amor que se fez luz em silêncio
não morre na ferrugem das horas:
permanece respirando
em outros corações,
feito sol escondido na aurora.

E se um dia
perguntarem quem fui,
digam apenas:
alguém que atravessou a noite
acendendo estrelas e vida
naquilo que parecia ruína.


Imagem da Frase:



FOTOSSÍNTESE DO AMOR

Alimento a vida que respira,
como quem reconhece no chão
o destino do próprio corpo,
e ainda assim acende manhãs
com as mãos abertas ao tempo.

Há uma alma silenciosa
aprendendo a respirar claridade...

Faz do amor sua fotossíntese,
transmuta a ausência em seiva,
faz raiz do que era efêmero,
e floresce onde a dor passeia.

Ah, eu devoro os dias devagar,
antes que o instante se desfaça,
vou modelando o invisível em mim
como quem transforma a vida em graça.

Eu bebo os dias devagar,
como quem prova o instante
antes que se desfaça,
e em cada gesto guardo o mundo
no mármore bruto da existência.

E o tempo adormece paciente,
mas eu insisto em ser claridade...

Faz do amor sua fotossíntese,
transmuta a ausência em seiva,
faz raiz do que era efêmero,
e floresce onde a dor passeia.

Ah, eu devoro os dias devagar,
antes que o instante se desfaça,
vou moderando o invisível em mim
como quem transforma a vida em graça.

Não pra deter o fim que vem,
nem pra negar o que se apaga,
mas pra deixar na curva do tempo
um gesto vivo que não se acaba...

Faz do amor sua fotossíntese,
mesmo quando o mundo cansa,
faz do instante eternidade
no sopro breve da esperança.

Ah, que reste no beijo um traço,
mesmo quando o corpo for memória,
pois viver é esculpir no tempo
um sopro breve de história.

E quando a última tarde fechar os olhos
sobre os telhados do mundo,
quero partir como árvore madura,
derrubando sementes no vento.

Porque o amor que se fez luz em silêncio
não morre na ferrugem das horas:
permanece respirando
em outros corações,
feito sol escondido na aurora.

E se um dia
perguntarem quem fui,
digam apenas:
alguém que atravessou a noite
acendendo estrelas e vida
naquilo que parecia ruína. (Newton Jayme)
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