Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 30/03/2026


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Na sombra leve do último suspiro,
caminham vozes que o tempo não levou,
não são corpos — são ideias vivas,
são pensamentos que a morte não calou.

Sócrates diz baixinho ao ouvido:
“morrer é só continuar…”
E no silêncio do desconhecido,
a alma aprende a dialogar.

Platão sonha um outro horizonte,
feito de forma, verdade e luz,
onde o eterno se faz presente
e o ser, enfim, se conduz.

Epicuro ri do medo escondido:
“não há dor no não sentir”
Se a morte chega, já partimos —
se estamos, ela há de fugir.

E entre murmúrios e ressonâncias,
a vida insiste em cantar,
se a morte é só uma passagem,
pra onde o amor vai nos levar?

Entre o fim e o recomeço,
há um sopro de imensidão,
talvez morrer seja um verso
inacabado na canção.

Martin Heidegger olha 
o tempo nos olhos,
carrega o fim no coração,
é na certeza da despedida
que nasce a decisão.

Friedrich Nietzsche 
encara o abismo ardente,
faz da dor criação,
reinventa o próprio destino
como um eterno refrão.

E quando tudo silencia,
quando o medo já não diz,
surge uma voz que anuncia
algo além do que se quis…

Jesus Cristo vem como luz na noite:
“a vida nunca se desfaz,
quem crê não morre — renasce,
no amor que é sempre mais.”

E entre murmúrios e ressonâncias,
a eternidade vem falar,
se a morte é só uma travessia,
há um infinito a nos chamar.

Entre o fim e o recomeço,
Deus escreve sem cessar —
e o último acorde da vida
é o primeiro a despertar. (Newton Jayme)
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