Frase de Newton Jayme
 | “ Antes da palavra, um silêncio que chama, um violão que tateia a madrugada, como quem procura, na corda mais profunda, um nome antigo que ainda não se cala. Vem manso o som, quase segredo, feito saudade que aprende a ficar, e no intervalo entre um acorde e outro o amor ensaia o jeito de chegar. O amor não é concordar com tudo, nem rir das mesmas graças no bar, não é só dividir o gosto e o passo, nem se perder no outro sem se achar. O amor é meio de lado, silêncio, um acordo sem precisar se explicar, é ceder sem perder o próprio rumo, é no outro também se guardar. Não é conta certa, não fecha no papel, é feito vento leve que não se vê no céu… Não é linha reta, é curva mansa, é ficar quando o mundo quer levar, dois desafinados, sem cobrança, aprendendo o tempo de escutar. E no tropeço, nasce a dança, no desencontro, um novo lugar, é pouco a pouco, é esperança, é se ouvir… e se somar. Tem dia em que a palavra pesa, tem noite que não quer passar, mas quem aprende o amor na mesa não vai embora sem tentar. E quando o orgulho grita alto, e o coração quer se fechar, o amor desarma o sobressalto, faz dois caminhos se encontrar. Não é linha reta, é curva mansa, é ficar quando o mundo quer levar, dois desafinados, sem cobrança, aprendendo o tempo de escutar. E no tropeço, nasce a dança, no desencontro, um novo lugar, é pouco a pouco, é esperança, é se ouvir… e se somar. E quando a canção já pede silêncio, e a noite repousa no olhar, fica um amor, simples e inteiro, sem precisar dizer que vai se eternizar.” |
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