Frase de Marcelo Monteiro

Frase adicionada por Marcelo1869 em 19/08/2026

Marcelo Monteiro
TRISTEZA.

Há uma tristeza antiga, obscura e fria,
que desce sobre a tarde, lentamente,
como um sino perdido, cuja agonia
se dissolve no espaço inutilmente.

Não sei de onde ela vem, talvez do chão
onde repousam mortos esquecidos,
ou desse imenso e fúnebre sertão
que guarda os sonhos todos sepultados.

A noite cresce. O céu, desabitado,
derrama sobre a terra um véu profundo;
e o vento, entre os ciprestes fatigados,
parece prantear o fim do mundo.

Há vozes que não chegam aos meus ouvidos,
mas vivem na penumbra da memória;
são nomes, rostos, amores já perdidos,
cinzas errantes de uma antiga história.

E a lua, espectral, sobre o ermo,
contempla a solidão dos caminhos;
seu clarão parece um olhar enfermo
vagando entre sepulcros e espinhos.

Oh, morte! Tu, silenciosa soberana,
que igualas rei, mendigo, sábio e incréu,
quando recolhes a matéria humana,
que abismo abres entre a Terra e o céu?

Talvez sejamos apenas poeira
levada pelo vento dos destinos;
talvez a alma, eterna forasteira,
atravesse outros mundos e caminhos.

Mas hoje, não. Hoje somente a dor
me fala ao coração com voz soturna;
e até o próprio silêncio, ao meu redor,
parece ter saudade da vida diurna.

Se há depois da morte alguma aurora,
se existe além do túmulo outra estrada,
que a alma encontre aquilo que implora
quando a existência termina desolada.

Enquanto isso, permaneço junto ao nada,
ouvindo a noite em sua imensidão;
e, sobre a terra fria e abandonada,
deposito uma lágrima, e uma oração.

Porque a tristeza, quando é verdadeira,
não grita, não suplica, não reclama:
é como uma árvore derradeira
que morre lentamente dentro da alma.


Imagem da Frase:



TRISTEZA.

Há uma tristeza antiga, obscura e fria,
que desce sobre a tarde, lentamente,
como um sino perdido, cuja agonia
se dissolve no espaço inutilmente.

Não sei de onde ela vem, talvez do chão
onde repousam mortos esquecidos,
ou desse imenso e fúnebre sertão
que guarda os sonhos todos sepultados.

A noite cresce. O céu, desabitado,
derrama sobre a terra um véu profundo;
e o vento, entre os ciprestes fatigados,
parece prantear o fim do mundo.

Há vozes que não chegam aos meus ouvidos,
mas vivem na penumbra da memória;
são nomes, rostos, amores já perdidos,
cinzas errantes de uma antiga história.

E a lua, espectral, sobre o ermo,
contempla a solidão dos caminhos;
seu clarão parece um olhar enfermo
vagando entre sepulcros e espinhos.

Oh, morte! Tu, silenciosa soberana,
que igualas rei, mendigo, sábio e incréu,
quando recolhes a matéria humana,
que abismo abres entre a Terra e o céu?

Talvez sejamos apenas poeira
levada pelo vento dos destinos;
talvez a alma, eterna forasteira,
atravesse outros mundos e caminhos.

Mas hoje, não. Hoje somente a dor
me fala ao coração com voz soturna;
e até o próprio silêncio, ao meu redor,
parece ter saudade da vida diurna.

Se há depois da morte alguma aurora,
se existe além do túmulo outra estrada,
que a alma encontre aquilo que implora
quando a existência termina desolada.

Enquanto isso, permaneço junto ao nada,
ouvindo a noite em sua imensidão;
e, sobre a terra fria e abandonada,
deposito uma lágrima, e uma oração.

Porque a tristeza, quando é verdadeira,
não grita, não suplica, não reclama:
é como uma árvore derradeira
que morre lentamente dentro da alma. (Marcelo Monteiro)
Mais frases de Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro
MISTIFICACÕES e LENDAS.
Nos arredores da inauguração, histórias curiosas corriam pelas vielas de Paris. Alguns diziam que a torre atrairia relâmpagos e chuvas, outros acreditavam que sua sombra faria definhar as plantas. Camponeses se benziam ao vê-la de longe. O novo, como sempre, era envolto por névoas de superstições.
Certa vez, Maupassant, crítico voraz da torre, jantava todos os dias no restaurante da base da torre. Ao ser questionado, respondeu:
“É o único lugar de Paris onde não preciso vê-la.”
VI. O Triunfo nos Dias Atuais: Uma Torre, Um Símbolo, Um Amor.
Hoje, a Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo, recebendo mais de 7 milhões de pessoas por ano. É impossível imaginar Paris sem ela. Um símbolo de amor, de arte, de resistência estética e científica. Nos filmes, nos sonhos, nas fotografias, ela virou alma de uma cidade.
Ao entardecer, quando o céu se veste de ouro, ela cintila como se tivesse engolido estrelas. E é nessa hora que compreendemos: o que outrora foi escárnio tornou-se o coração da cidade luz.
Conclusão: O Espetáculo da Coragem Criadora.
A Torre Eiffel triunfou porque desafiou os limites da mente e os preconceitos da alma. Seu ferro, fundido por mãos humanas, elevou-se como testemunho de um tempo em que a ciência ousou tomar o lugar dos deuses. Ela nos recorda que toda grande criação encontra resistência, e que a beleza, muitas vezes, só é reconhecida quando ultrapassa os olhos e toca o espírito.
De monstro mecânico a musa metálica, ela prova que o amor pela arte não é imediato — mas eterno.
“Na Torre Eiffel, o homem escreveu no céu o seu nome com letras de ferro..


Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Membro desde: 06/02/2023

Biografia: Autodidata, escritor, expositor, musicista, historiador, livre Pensador. Fundador e participante de diversos pontos culturais de sua cidade. Manhumirim - MG.

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