Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Marcelo Monteiro
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.

Maria Luz
Agosto se foi, e eu agradeço-lhe pelas bênçãos recebidas e as lições aprendidas... Nem tudo foi rosas, nem tudo foi cardos... Houve alegria, sol e cor, mas quem carregou fardos pelas circunstancias da vida, esteve envolvido pelo Manto de Amor... De fumo cinzento escuro, muitas vezes o céu azul foi "pintado"... Trouxe a angústia, dor, sofrimento e lágrimas derramadas... E para esta tormenta colmatar, deram-se as mãos, uniram-se corações, o amor e a fé estiveram presentes, e todos unidos salvaram a natureza e muita gente... O céu limpou, e o azul voltou aparecer, sem mancha para o escurecer, e sua beleza mostrou... A mãe natureza por uma mancha cinzenta estava manchada, mas não era por isso que a Obra por Deus criada tinha menos beleza, pelo contrário, a mim mais me parecia uma bela rosa infinita... Perfeita e bela ... Deus foi perfeito na Sua criação, e eu devoto-lhe uma enorme gratidão... Com toda a sinceridade deixo escrito, que todos os meses eu sou grata, pelo que recebo e aprendo de lições pelo alto enviadas, e por mim umas melhor que outras aprendidas... Sempre suspiro pelas partidas, mas este Agosto não me deixa nem um resquício de saudade, só mágoa de ver como anda à solta a maldade, e receio que se venha a perder o sentido de HUMANIDADE... Creio que Deus na Sua infinita Bondade, há-de estender Suas divinas Mãos e limpar toda a INIQUIDADE que caminha sobre a terra, e o mundo será Luz e Amor em nome do Senhor!
Que o próximo Agosto traga com ele simplesmente a alegria de viver, que os homens saibam a natureza amar e proteger, assim como ao seu próximo no amor acolher... Que deixe saudades de tanta alegria e amor no ar pairar, e na memória de cada um seja um presente para lembrar...
Que assim seja, amem...

Marcelo Monteiro
Eles vivem.
Ante os que partiram, precedendo-te na grande mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.
Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia, quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeita a memória perguntando porque… Pensa neles com saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendem no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no mais além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material… Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de novo despertar.
Espírito Emmanuel; médium Francisco Cândido Xavier - Livro: Retornaram Contando.