Frases de Memória (adicionadas pelos usuários)


Maria Luz
A minha alma é como a estação do Outono... O Outono é uma estação maravilhosa, é sinônimo de renovação.
As arvores que eu adoro e antes bem cobertas de folhas embelezavam a cidade e os campos ficam agora despidas...
Sinto que sou uma estação e que ela se chama Outono.
O Outono é uma estação maravilhosa, traz-me literalmente amor pelas memorias passadas, momentos vividos, aromas e sabores nunca esquecidos... O Outono traz e dá-me paz que me preenche os meus dias e harmoniza a minha alma. Outono é minha estação favorita, não me incomoda ficar mais nostálgica do que nas outras estações...
O Outono é um período de transição, mas eu desde que me conheço sempre me dei bem com a melancolia da estação... Gosto de ver o cair das folhas e fazerem diversas "danças" com a companhia do vento, que dança muitas vezes sem parar, sobre montes e o mar... Eu acho-o emocionante, belo e poético, na minha maneira de o sentir e viver!
Nada me inspira tanto como o ver chegar e ele começar a pintar a natureza em belos tons de laranja, verde esmaiado e castanho... Ver o vento com o seu malabarismo, as primeiras chuvas ou as folhas secas atapetando os inúmeros jardins da cidade, e sentir o cheiro da folha molhada pela chuva.
Admiro a coragem das árvores, ficam despidas e sujeitas á intempérie... Perdem as suas folhas que graciosamente caiem, dançando e pousando no chão, a saberem que irão fenecer, mas como olham em direção ao céu sabem que em breve outra estação chegará, não sem antes passarem pela dificuldade de viverem á intempérie, e as vestirá com lindas e frondosas copas de verde e flor... É nesta altura que elas se dão conta de como a vida é um presente divino... Outono é uma estação de deixar ir tudo que não faz bem e renovar a alma na paz e harmonia que ele tem... Amo ser uma alma de Outono!

Maria Luz
Adoro ter um livro novinho em folha, sentir o cheiro a papel, as páginas direitinhas, a sensação de o poder folhear pela primeira vez...Pena os livros serem tão caros neste país, por isso vou comprando de vez em quando e nas épocas festivas todos que me conhecem já sabem qual o meu presente favorito...Gosto de ter os livros na minha estante, olhar para eles e gosto deles enquanto objecto de beleza com suas capas... Enfim, sabe tão bem!
Adoro ler e isto vem da minha infância. Vivi alguns anos em contacto directo com professoras, elas nos tempos livres davam explicações em casa e eu adorava ouvir os alunos a ler e isso aguçou-me o apetite pela leitura...
Então, pedi para me ensinarem porque também queria ler e permitiram-me ter esse prazer e ainda antes de entrar para a escola eu já sabia escrever e ler...
Os meus pais, também tiveram parte nisso, pois sempre me fomentaram o gosto pela leitura... Fui grande frequentadora da biblioteca tanto na escola como no liceu... Era lá que passava os meus intervalos, a ler e onde me apaixonei pelo Zezé do meu pé de Laranja Lima, a seguir foram As aventuras dos Cinco, O Diário de Anne Frank etc...!
Também adoro assistir um bom filme, com bom argumento... Adoro ouvir música, pintar, fazer artesanato, escrever sobre tudo o que se passa no meu coração e o que me rodeia e eu compreendo... Tudo isso me completa e me faz feliz...
Faz-me olhar para dentro de mim mesmo e enfrentar os meus receios, as minhas perdas, as cicatrizes que me fazem lembrar as minhas lutas e a força que eu ganhei com elas, as memórias boas e más, os sentimentos menos conseguidos, as emoções fortes e impulsivas, a mim mesma!
E assim percebo que isto entre outras coisas também é Vida!
É estar viva, e aproveitar e valorizar as coisas mais simples da vida simplesmente...
Pode não ser visão para muitos mas para mim é uma visão e tanto…

Maria Luz
Que saudades ... Enormes saudades !!!
Hoje eu pensei em ti... Todos os dias eu penso, mas hoje o pensamento era mais forte... No ar uma essência pairava, rodeava-me e eu só me lembrava de ti... Uma lembrança forte, e saudosa... Vivo há anos com saudades enormes, deveras sentidas, e ao mesmo tempo amadas, pois essas saudades são o que me fazem sentir-te, mas meu coração enche-se sempre de tristeza, e mais uma vez entre milhentas, as minhas lágrimas transbordaram pelos "parapeitos" dos meus olhos... Enviei-te um beijo e um abraço apertado, e sobre a minha face um sopro de vento passou, e meu corpo reagiu, se arrepiou... Penso em ti, mas isso não é nenhuma novidade porque eu penso em ti todos os dias destes longos anos desde que fizeste a "viagem"... A tua falta, a tua voz, o teu beijinho, e principalmente o teu abraço, são memórias lindas e desejáveis mas que me contristam muito o meu coração, e fazem com que a saudade caia pelos meus olhos... Penso em ti paizinho, no bulício da vida, quando a chuva cai e bate nas vidraças da janela e cheira a terra molhada, e também penso no silêncio e é aí que muitas, muitas vezes em grito mudo chamo pelo teu nome, "Paizinho, amo-te tanto".
Ah, se Deus te deixasse voltar outra vez, outro galo cantaria, outra Maria da Luz eu seria, e pediria ao meu anjo da guarda, para que cada vez que eu a ti resmungasse, ou desobedecesse um castigo sofreria , a lembrança de novamente te perder o pior castigo seria...
És eterno em mim, a tua lembrança continua viva dentro de mim, eternizada eternamente em meu coração... Nunca deixarei de te amar... Nunca deixarei tua imagem, memoria morrer, és o pai que eu amei, amo e amarei...Ah paizinho , como eu queria que estivesses aqui... Queria muito, infinito querer de quem por ti morreria só para te ver!

Tiago Amaral
A Cidade dos Gatos

Noite linda céu de estrela ascendente.
Memorias remotas ao longe vinha como
lembrança de um belo e singelo rosto.
“Então antes de pensar morra!” disse
alguém ao longe.
Trazido pelo ar o som daquela tenebrosa
voz, chegava até a mim pela janela.
Que nem sei aquém pertencia cujo um
pavor em mim eu sentia.
E se cabia a mim refletir sobre aquilo.
E as ruas escura e solitária, pôs a noite
tinha acabado de chegar a um certo
tempo.
Cada beco escuro era visto os olhos
brilhante de algum gato.
Parei para admirar tal gato preto que
por mim do meu lado passava, e ouvir
do outro lado: “A cidade a noite é deles”
disse um velho que por mim tinha
acabado de passar que eu nem mesmo
havia notado, só quando ele proferiu
a tal frase.
E a noite parecia ser dada de presente
para eles.
E num encontro de dois gatos numa
rua, parecia que um dizia para o outro:
“O que se passa?”
“Os gatos são os donos da noite”
disse a mim uma figura misteriosa
que por de trais de um capuz seu
rosto eu não podia ver.
“Que cidade mistérios e intrigante”
pensava eu.
Cidade na qual tinha acabado de
mim mudar naquela data de “01/11/1888.”
E numa andança pela cidade ao dia
notei que ao dia a eles também
pertencia.
Ao fazer companhia aos feirantes e
pescadores perto do mar.
Se fartando nos restos de peixes.
E nos seus focinhos dava para ver
quanta alegria neles era vista em cada
ronronar de felicidade.
Então de baixo daquele dia lindo me
dirigir ao encontro de minha amada
na cidade dos gatos.