Frase de Ricardo Silva

Frase adicionada por suenaga em 07/03/2016

Ricardo Silva
Não gosto do fato de ter nascido no Brasil. Que venham os nacionalistas me encher; sintam-se à vontade. Vou dizer por que não tenho esse tal orgulho de ser brasileiro. Não é porque eu prefiro o que ‘vem de fora’ ou porque eu seja um colonizado cultural de outro país imperialista, capitalista e destruidor de civilizações (esses esquerdistas me fazem rir aos pandeiros); não é nada disso. [...]
Os programas de televisão estão cheios de pessoas que reclamam da corrupção dos políticos que afanam o mísero dinheiro dos medíocres brasileiros passivos. Se você não assiste TV não precisa ir muito longe; tenho absoluta certeza que existem muitos dos seus vizinhos, conhecidos, amigos e/ou colegas que vivem reclamando dos crimes do colarinho branco, que não perdem tempo em apontar o dedo acusador e já ir dando o veredicto: são todos bandidos desonestos, que roubam o povo, que querem se dar bem às custas dos outros. Apontar o dedo todo mundo quer, mas ter o dedo apontado para si, quem se habilita?
O brasileiro é malandro, pensa que é esperto, quer sempre se dá bem, mas é de uma hipocrisia que causa irritações. Sempre acusando, mas nunca gostando de ser acusado, o povinho brasileiro é do tipo que acha que seus erros são extremamente justificáveis, que quando ele faz não é errado, no entanto, se outra pessoa faz exatamente o que ele fez aí não pode, isso é ‘desonestidade’. Com essa terrível mania de ser o esperto é que o brasileiro cunhou um tipo de comportamento exclusivo da nação tupiniquim: o tal do jeitinho brasileiro.

[‘A hipócrita honestidade brasileira (ou Não tenho orgulho de ser brasileiro)’]

Ricardo Silva

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Não gosto do fato de ter nascido no Brasil. Que venham os nacionalistas me encher; sintam-se à vontade. Vou dizer por que não tenho esse tal orgulho de ser brasileiro. Não é porque eu prefiro o que ‘vem de fora’ ou porque eu seja um colonizado cultural de outro país imperialista, capitalista e destruidor de civilizações (esses esquerdistas me fazem rir aos pandeiros); não é nada disso. [...] 
Os programas de televisão estão cheios de pessoas que reclamam da corrupção dos políticos que afanam o mísero dinheiro dos medíocres brasileiros passivos. Se você não assiste TV não precisa ir muito longe; tenho absoluta certeza que existem muitos dos seus vizinhos, conhecidos, amigos e/ou colegas que vivem reclamando dos crimes do colarinho branco, que não perdem tempo em apontar o dedo acusador e já ir dando o veredicto: são todos bandidos desonestos, que roubam o povo, que querem se dar bem às custas dos outros. Apontar o dedo todo mundo quer, mas ter o dedo apontado para si, quem se habilita? 
O brasileiro é malandro, pensa que é esperto, quer sempre se dá bem, mas é de uma hipocrisia que causa irritações. Sempre acusando, mas nunca gostando de ser acusado, o povinho brasileiro é do tipo que acha que seus erros são extremamente justificáveis, que quando ele faz não é errado, no entanto, se outra pessoa faz exatamente o que ele fez aí não pode, isso é ‘desonestidade’. Com essa terrível mania de ser o esperto é que o brasileiro cunhou um tipo de comportamento exclusivo da nação tupiniquim: o tal do jeitinho brasileiro. 

[‘A hipócrita honestidade brasileira (ou Não tenho orgulho de ser brasileiro)’] (Ricardo Silva)
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