Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 15/09/2026

Bernardino Bernardo
“POR QUE?


Por que nem tudo é como a gente quer?
Por que a vida parece ter mais tempos infelizes e menos tempos felizes?
Quando olho para o vasto mar, vejo muito mais ondas indomáveis.
Caminho pelo deserto, me deito nas florestas e tudo o que escuto são vozes e gritos de bestas.
Digo basta, subo nas montanhas e choro bem alto, para o vento levar a Deus o meu pranto.

Por que as histórias não são todas verdadeiras?
Por que as lendas, as fábulas e os contos têm meias-verdades? E se tornam desconhecidas entre os homens?
Reescrevo mitos enterrados no passado e descubro que são mentiras com as roupas da verdade.
Busco os fatos tangíveis nas memórias do subsolo e encontro restos mortais.
Mudos, sem voz.
Por quê?
Será que me deito no mar do esquecimento? Ou reescrevo na areia e as histórias são levadas pelo vento?

Por que as verdades são meio nubladas e as mentiras, transparentes?
Por que os homens se contentam com a falsidade e não com a verdade?
Me deito na sombra do futuro e vejo destinos errantes de seres inocentes.
Nunca tive tanta certeza como tenho hoje.
Não choro por fora, não lamento por dentro e muito menos atavio os trajos do arrependimento.
Apenas me indago... por quê?

Por que as línguas são excêntricas umas com as outras?
Por que a cor da pele importa mais do que a origem da nossa existência?
No crepúsculo da minha paisagem, me assento devagar em busca das respostas.
Sou um menino que pergunta ao pai, que me olha com lágrimas.
E disse-me: — As suas perguntas têm uma única resposta.
Com a curiosidade dentro da inocência, eu disse:
— Qual é, pai?
E ele disse:
— Deus.
”

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POR QUE?


Por que nem tudo é como a gente quer?
Por que a vida parece ter mais tempos infelizes e menos tempos felizes?
Quando olho para o vasto mar, vejo muito mais ondas indomáveis.
Caminho pelo deserto, me deito nas florestas e tudo o que escuto são vozes e gritos de bestas.
Digo basta, subo nas montanhas e choro bem alto, para o vento levar a Deus o meu pranto.

Por que as histórias não são todas verdadeiras?
Por que as lendas, as fábulas e os contos têm meias-verdades? E se tornam desconhecidas entre os homens?
Reescrevo mitos enterrados no passado e descubro que são mentiras com as roupas da verdade.
Busco os fatos tangíveis nas memórias do subsolo e encontro restos mortais.
Mudos, sem voz.
Por quê?
Será que me deito no mar do esquecimento? Ou reescrevo na areia e as histórias são levadas pelo vento?

Por que as verdades são meio nubladas e as mentiras, transparentes?
Por que os homens se contentam com a falsidade e não com a verdade?
Me deito na sombra do futuro e vejo destinos errantes de seres inocentes.
Nunca tive tanta certeza como tenho hoje.
Não choro por fora, não lamento por dentro e muito menos atavio os trajos do arrependimento.
Apenas me indago... por quê?

Por que as línguas são excêntricas umas com as outras?
Por que a cor da pele importa mais do que a origem da nossa existência?
No crepúsculo da minha paisagem, me assento devagar em busca das respostas.
Sou um menino que pergunta ao pai, que me olha com lágrimas.
E disse-me: — As suas perguntas têm uma única resposta.
Com a curiosidade dentro da inocência, eu disse:
— Qual é, pai?
E ele disse:
— Deus. (Bernardino Bernardo)
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Bernardino Bernardo
“NOITES MAL DURMIDAS


As lágrimas quentes banhando o rosto.
A dor brota como as flores da primavera.
E a alma tristonha encontra-se dividida, sem consolo.
Com o coração excomungado e desterrado da sua própria terra.
Sinto o cheiro da morte a vir devagar nos meus sonhos medonhos.
Os velhos demónios rugem como lobos famintos nos meus pesadelos.
E eu estou gemendo sem ter o que fazer.

O coração já não palpita: apenas grita!
Já nem me lembro quem fui e nem sinto as puras brisas.
Sinto-me no mundo dos mortos sem ter morrido.
O sensacionalismo é gritante para os vivos.
Prefiro ser o ladrão moribundo que chorou as últimas lágrimas de sangue ao deixar o mundo.
A tristeza da morte não é apenas ser enterrado; se vives internado com os problemas da vida, tens uma morte garantida ao teu lado.

Queria poder escrever-vos uma carta feliz!
Porque tanto ser triste parece o mesmo que ser feliz...
Tive o desejo de sorrir, porém as lágrimas travaram-me de repente.
Meu Deus!
Os dias maus são inumeráveis como os cabelos da minha cabeça.
Já não durmo, não sorrio, não me alegro como os mancebos virgens na sua mocidade.
Porque estou parado no penhasco rodeado de flechas.

Todavia... sempre que olho para o céu azul,
conto as estrelas na minha tristeza;
dou os meus olhos às nuvens brancas.
Desejo andar sobre as neves.
Escondo-me na tua sombra santa.
Cansado, agoniado, fatigado,
sinto-me renascido com a alma leve.
E deito-me sem temor na tua palavra.
Porque é ali que o meu pobre coração encontra bonança.
”

Bernardino Bernardo
Bernardino Bernardo

Membro desde: 26/09/2024

Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

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