Frase de Bernardino Bernardo

Frase adicionada por bbernardo em 14/04/2026

Bernardino Bernardo
O PERDÃO (O cego e o surdo)


Diz a lenda: Dois amigos destinados a viverem juntos.
Um companheirismo inseparável num mundo coberto de mentiras e verdades.

O surdo mente e manobra nas costas do cego,
induzindo-o para as ruas lamacentas,
manchando todas as suas roupas.
E o cego sente-se humilhado.
Sem nada a dizer, chora como quem nunca chorou.

O surdo vê as lágrimas banharem o rosto do seu companheiro.
Sente-se mal pelo ato que fez!
Com o rosto inclinado ao chão,
pede desculpas com uma voz tristonha.
E o cego, mesmo não vendo a cara tristonha do amigo,
sente pela voz que ele está arrependido e o perdoa.

Ambos continuaram a jornada felizes,
tocando nas costas um do outro,
e chegaram numa vila cercada de gentes civilizada,
onde o linguajar era tão elogiável.
E o cego ouvia e conhecia a língua,
interagia com todos em sua volta,
conversando, rindo, deixando o seu amigo solitário,
descartando-o sem perceber.

E o surdo saiu dali sem se despedir, humilhado, desprezado,
vai-se como um vento úmido
e assenta nas bancadas da praça,
com o rosto inclinado em terra.

E o cego apercebe-se da dor que causou no amigo.
Sai correndo, sem guia, sem noção do lugar que pisa,
esbarrando pessoas e sendo insultado, caluniado e empurrado ao chão.

O surdo vê a agitação, sai correndo para ver o que se passa.
Vê o amigo caído no chão, tateando o chão.
Ele o levanta e fala, suspirando:
— O que aconteceu?

E o cego fala chorando e diz:
— Eu senti a tua ausência. Eu sei que você tem raiva de mim.
Por isso eu saí correndo, tentei seguir o teu cheiro, mas não te localizei.
Eu apenas queria pedir perdão. Você me perdoa?

E o surdo, mesmo não ouvindo as palavras, mas pelas lágrimas e o gesto,
sem nada a dizer, abraça o amigo e diz:
— Eu te perdoo.

(Quem sabe entende, e quem entende sabe.)


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O PERDÃO (O cego e o surdo)


Diz a lenda: Dois amigos destinados a viverem juntos.
Um companheirismo inseparável num mundo coberto de mentiras e verdades.

O surdo mente e manobra nas costas do cego,
induzindo-o para as ruas lamacentas,
manchando todas as suas roupas.
E o cego sente-se humilhado.
Sem nada a dizer, chora como quem nunca chorou.

O surdo vê as lágrimas banharem o rosto do seu companheiro.
Sente-se mal pelo ato que fez!
Com o rosto inclinado ao chão,
pede desculpas com uma voz tristonha.
E o cego, mesmo não vendo a cara tristonha do amigo,
sente pela voz que ele está arrependido e o perdoa.

Ambos continuaram a jornada felizes,
tocando nas costas um do outro,
e chegaram numa vila cercada de gentes civilizada,
onde o linguajar era tão elogiável.
E o cego ouvia e conhecia a língua,
interagia com todos em sua volta,
conversando, rindo, deixando o seu amigo solitário,
descartando-o sem perceber.

E o surdo saiu dali sem se despedir, humilhado, desprezado,
vai-se como um vento úmido
e assenta nas bancadas da praça,
com o rosto inclinado em terra.

E o cego apercebe-se da dor que causou no amigo.
Sai correndo, sem guia, sem noção do lugar que pisa,
esbarrando pessoas e sendo insultado, caluniado e empurrado ao chão.

O surdo vê a agitação, sai correndo para ver o que se passa.
Vê o amigo caído no chão, tateando o chão.
Ele o levanta e fala, suspirando:
— O que aconteceu?

E o cego fala chorando e diz:
— Eu senti a tua ausência. Eu sei que você tem raiva de mim.
Por isso eu saí correndo, tentei seguir o teu cheiro, mas não te localizei.
Eu apenas queria pedir perdão. Você me perdoa?

E o surdo, mesmo não ouvindo as palavras, mas pelas lágrimas e o gesto,
sem nada a dizer, abraça o amigo e diz:
— Eu te perdoo.

(Quem sabe entende, e quem entende sabe.) (Bernardino Bernardo)
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Biografia: Membro desde: 26/09/2024 Bibliografia: Pregador do evangelho completo. Escritor e pensador.

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