Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 09/06/2026

Newton Jayme
RIO SUBTERRÂNEO

Quando o tempo cai devagar…
feito verso no chão do mar…

Quando o tempo derrama versos
sobre os trilhos do horizonte
e o vento em sinos recolhe
os pássaros da tarde em fuga

descubro um rio subterrâneo
correndo sob a existência
onde tudo que não se diz
ainda pulsa em transparência

Chamam de amor…
mas o nome é curto demais

praquilo que atravessa o infinito
como um fogo que não se desfaz

Te encontrei no sal da tarde
quando a montanha engolia o sol
e o mundo virava silêncio
na borda dourada do farol

Teu olhar não era espelho
era vertigem sem chão
dessas que abrem na alma
um abismo de iluminação

E eu, cheio de desertos
sem saber o que esperar
vi nascerem oceanos
onde só sabia secar

Amor não cabe na razão
nem no mapa do navegante
é relâmpago virando raiz
em pleno ar vibrante

é jangada de vento em fogo
cruzando pedra e mar
é um silêncio que arde fundo
sem nunca se explicar

Nós não fomos caça ao acaso
nem busca de ilusão
fomos tempestade e calma
no mesmo coração

Enquanto o mundo contava cifras
nós contávamos lua
enquanto erguiam muralhas
nossa maré continuava nua

E cada abraço era ponte
sobre o que ninguém vê
entre viver e existir
entre eu e você

Amor não cabe na razão
nem no mapa do navegante
é relâmpago virando raiz
em pleno ar vibrante

é jangada de vento em fogo
cruzando pedra e mar
é um silêncio que arde fundo
sem nunca se explicar

E quando a última tarde cair
como cobre sobre o chão
não me busquem em retratos
nem na poeira do verão

me procurem no clarão
que sobra depois da chama
porque o amor não morre nunca
ele apenas se derrama

e segue como meteoro
riscando o próprio destino
até que o tempo entenda
que o infinito é divino.


Imagem da Frase:



RIO SUBTERRÂNEO

Quando o tempo cai devagar…
feito verso no chão do mar…

Quando o tempo derrama versos
sobre os trilhos do horizonte
e o vento em sinos recolhe
os pássaros da tarde em fuga

descubro um rio subterrâneo
correndo sob a existência
onde tudo que não se diz
ainda pulsa em transparência

Chamam de amor…
mas o nome é curto demais

praquilo que atravessa o infinito
como um fogo que não se desfaz

Te encontrei no sal da tarde
quando a montanha engolia o sol
e o mundo virava silêncio
na borda dourada do farol

Teu olhar não era espelho
era vertigem sem chão
dessas que abrem na alma
um abismo de iluminação

E eu, cheio de desertos
sem saber o que esperar
vi nascerem oceanos
onde só sabia secar

Amor não cabe na razão
nem no mapa do navegante
é relâmpago virando raiz
em pleno ar vibrante

é jangada de vento em fogo
cruzando pedra e mar
é um silêncio que arde fundo
sem nunca se explicar

Nós não fomos caça ao acaso
nem busca de ilusão
fomos tempestade e calma
no mesmo coração

Enquanto o mundo contava cifras
nós contávamos lua
enquanto erguiam muralhas
nossa maré continuava nua

E cada abraço era ponte
sobre o que ninguém vê
entre viver e existir
entre eu e você

Amor não cabe na razão
nem no mapa do navegante
é relâmpago virando raiz
em pleno ar vibrante

é jangada de vento em fogo
cruzando pedra e mar
é um silêncio que arde fundo
sem nunca se explicar

E quando a última tarde cair
como cobre sobre o chão
não me busquem em retratos
nem na poeira do verão

me procurem no clarão
que sobra depois da chama
porque o amor não morre nunca
ele apenas se derrama

e segue como meteoro
riscando o próprio destino
até que o tempo entenda
que o infinito é divino. (Newton Jayme)
Mais frases de Newton Jayme

Newton Jayme
Newton Jayme

Membro desde: 12/03/2013

Frase do Dia

É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combatê-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.

Autores populares