Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 29/04/2026


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Alimento a vida que respira,
como quem reconhece no pó
o destino do próprio corpo,
e ainda assim acende manhãs
com as mãos abertas ao tempo.

Há uma alma — silenciosa —
que aprende a respirar luz,
fazendo do amor sua fotossíntese:
transmuta a ausência em seiva
e o efêmero em raiz.

Bebo os dias devagar,
como quem prova o instante
antes que se desfaça,
e em cada gesto talho o invisível
no mármore bruto da existência.

Não para deter o fim —
que vem, paciente —
mas para que reste, no toque,
a curva de algo que viveu
como arte, antes de ser memória. (Newton Jayme)
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