Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 08/04/2026

Newton Jayme
SOZINHO, MAS NÃO SOLITÁRIO

O sal do silêncio tempera meu dia
Na pele do vento, teu nome evapora
Um sol de dentro me guia e irradia
No azul que deságua do agora

Sozinho, mas não solitário
Sou rio sem pressa encontrando o mar
Teu rastro é um canto imaginário
Que o meu peito aprende a lembrar

Sozinho, mas não solitário
Teu cheiro mora no ar que eu respiro
É como um canto invisível e vário
Que me encontra mesmo quando eu me retiro

Sozinho, mas não solitário
Teu toque vive na luz do meu olhar
Sou ilha banhada de imaginário
Mas todo oceano insiste em te chamar

A luz do teu gesto ainda me atravessa
Feito um perfume que o tempo não quis
E a tarde se curva, dourada e dispersa
Na curva macia do que nunca fiz

Sozinho, mas não solitário
Há vida pulsando no que se perdeu
Um sopro morno, quase necessário
Que insiste em dizer que ficou no meu eu

E se o tempo desfaz o caminho
Eu refaço em mim tua direção
Num instante que foge sozinho
Mas se deita na palma da mão

Te procuro no vão do silêncio
Onde a ausência começa a florir
És presença em estado suspenso
Quase toque no ar a insistir

E eu, feito horizonte tardio
Me desfaço pra te revelar
No intervalo entre um som e outro
É que a gente aprende a ficar

Sozinho, mas não solitário
Teu cheiro mora no ar que eu respiro
É como um canto invisível e vário
Que me encontra mesmo quando eu me retiro

Sozinho, mas não solitário
Teu toque vive na luz do meu olhar
Sou ilha banhada de imaginário
Mas todo oceano insiste em te chamar

E quando a noite me veste de brisa
Te sinto em cada constelação
És chama tranquila que não cicatriza
Mas vira canção na minha mão

Sozinho, mas não solitário
Inteiro no eco do que não passou
Um corpo de sonho, leve e vário
Que em mim, de algum modo, ficou.


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SOZINHO, MAS NÃO SOLITÁRIO

O sal do silêncio tempera meu dia
Na pele do vento, teu nome evapora
Um sol de dentro me guia e irradia
No azul que deságua do agora

Sozinho, mas não solitário
Sou rio sem pressa encontrando o mar
Teu rastro é um canto imaginário
Que o meu peito aprende a lembrar

Sozinho, mas não solitário
Teu cheiro mora no ar que eu respiro
É como um canto invisível e vário
Que me encontra mesmo quando eu me retiro

Sozinho, mas não solitário
Teu toque vive na luz do meu olhar
Sou ilha banhada de imaginário
Mas todo oceano insiste em te chamar

A luz do teu gesto ainda me atravessa
Feito um perfume que o tempo não quis
E a tarde se curva, dourada e dispersa
Na curva macia do que nunca fiz

Sozinho, mas não solitário
Há vida pulsando no que se perdeu
Um sopro morno, quase necessário
Que insiste em dizer que ficou no meu eu

E se o tempo desfaz o caminho
Eu refaço em mim tua direção
Num instante que foge sozinho
Mas se deita na palma da mão

Te procuro no vão do silêncio
Onde a ausência começa a florir
És presença em estado suspenso
Quase toque no ar a insistir

E eu, feito horizonte tardio
Me desfaço pra te revelar
No intervalo entre um som e outro
É que a gente aprende a ficar

Sozinho, mas não solitário
Teu cheiro mora no ar que eu respiro
É como um canto invisível e vário
Que me encontra mesmo quando eu me retiro

Sozinho, mas não solitário
Teu toque vive na luz do meu olhar
Sou ilha banhada de imaginário
Mas todo oceano insiste em te chamar

E quando a noite me veste de brisa
Te sinto em cada constelação
És chama tranquila que não cicatriza
Mas vira canção na minha mão

Sozinho, mas não solitário
Inteiro no eco do que não passou
Um corpo de sonho, leve e vário
Que em mim, de algum modo, ficou. (Newton Jayme)
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