Frase de Newton Jayme
 | “ Quando a casa se enche de silêncio E a cadeira insiste em perguntar, quando a tarde pousa sobre os retratos como um pássaro cansado de voar, eu não direi que tudo se perdeu, nem que o amor desceu à escuridão. Há ausências que continuam respirando bem no centro do coração. Se você chamar baixinho pelo meu nome, eu estarei naquilo que ficou: na janela aberta para a chuva, no café, no livro, no cobertor. Porque a morte não apaga o que é eterno, não desmancha o que Deus semeou. Ela é só uma porta entreaberta por onde a saudade atravessou. Não chore como quem perdeu o horizonte, porque eu não caí da luz. Estou do outro lado do caminho, onde a noite já não me conduz. E quando você sorrir de novo, mesmo com o peito em cicatriz, Deus vai juntar o que ficou distante na eternidade que Ele quis. Continue a rir das nossas histórias, da canção que não chegou ao fim. Guarde a vida como quem acende uma vela contra o vento ruim. Eu estarei nas mãos do Deus da vida, que conhece o nome de cada dor, e transforma despedidas impossíveis em um reencontro sem temor. Há um rio que separa os nossos passos, mas não separa o amor. Há um céu amadurecendo devagar por detrás de cada flor. E um dia, quando Deus abrir a porta que hoje ninguém consegue ver, você vai descobrir que eu só parti um pouco antes de você. Não chore como quem perdeu o horizonte, porque eu não caí da luz. Estou do outro lado do caminho, onde a noite já não me conduz. E quando você sorrir de novo, mesmo com o peito em cicatriz, Deus vai juntar o que ficou distante na eternidade que Ele quis. Eu não fui embora. Só segui na frente, pela estrada onde o amor aprendeu a ser para sempre. (Adaptação de Texto de Santo Agostinho)” |
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