Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 15/01/2026


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Quando o céu
se veste
de devaneio,

o coração
— sem pressa —
se enfeita
de lembranças.

Ficamos
parados.

Escutando
o tempo
passar.

A alma aprende
a morar
não no abrigo,
mas
no espaço
suave,

no intervalo
entre
o que foi

e o que
ainda
pulsa.

A saudade
não dói.

É luz
que se derrama
sobre lembranças
quietas,

desenhando
constelações
que só se lêem

quando
o mundo
cala

e o sentir
permanece.

É como
uma canção
antiga,

tocada
de tempos
em tempos

só para lembrar
— sem alarde —

que
ainda
estamos
aqui.

Que a vida pertence

a quem
resiste,

a quem
não consente

em
morrer

aos
poucos,

a quem recusa
— mesmo cansado —

o
desaparecimento,

quando o mundo,
insistente,

tenta

nos
apagar. (Newton Jayme)
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