Frase de Newton Jayme
 | “ Ó Ipê-rosa! Tu que, tímido, despontas, Chegando aos poucos, como um sopro no ar, Teu véu carmim incendia a alvorada E acende no peito a vontade de amar. Ipê-branco, flor de calma e de promessa, Tua alvura rompe o cimento cansado — Na esquina muda, és gesto inesperado, Um silêncio que consola e recomeça. Ipê-roxo! Ó lira de sombra e lamento, Teu florir é um canto que a dor transfigura! Num suspiro roxo, o tempo faz-se alento, E a cidade se cala ante a tua formosura. E eis o amarelo — sol em rebentação —, Chega inteiro, como um grito de alegria, Estampa a terra com sua total euforia, Convoca à vida com força e ressurreição! No vão dos dias, entre barulhos e fumaça, Quatro cores brotam — bandeira sem costura — É o canto das árvores na pele dura, O passo vivo que o tempo não desfaça! No pulso da terra, o tempo se revela, Em ramos que rompem o muro e as estações, São o samba das flores, a voz verdadeira, E a dança eterna de nossas renovações!” |
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