Frase de Newton Jayme

Frase adicionada por Newton-Jayme em 07/07/2025


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Viajando na contramão do amor,
Levo no peito o que sobrou:
Mapas rasgados de nós dois,
Destinos trocados,
Ruas vazias,
E um silêncio
Que só aumenta depois.

Não é que eu queira me perder,
Mas cada curva me lembra você.
E, mesmo sem direção,
Insisto nesse caminho tortuoso,
Feito de lembranças e negação,
 Sem condenação, sem redenção.

Talvez, no fim,
A contramão me leve de volta a mim...
Pois, onde há reticências,
Não existe espaço
Para um único ponto final...
Sigo sem nenhum cansaço!

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Viajando na contramão do amor,
carrego no peito o que restou:
mapas rasgados de nós dois,
destinos trocados,
ruas desertas,
e um silêncio que cresce —
voraz, implacável, sem dó.

Não é que eu queira me perder,
Mas cada curva me lembra você.
E, mesmo sem rumo ou direção,
Insisto nesse caminho tortuoso,
Tecido de lembranças cruas e negação,
 Sem juiz, sem defensor, sem redenção.

Talvez, no fim,
a contramão me jogue 
de volta a mim...
Pois onde há reticências,
não cabe ponto final —
só a força de quem segue, 
incansável,
sem medo do vazio,
que nunca foi fatal! (Newton Jayme)
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