Frase de Marcelo Monteiro

Frase adicionada por Marcelo1869 em 04/06/2026

Marcelo Monteiro
A CATEDRAL DAS AUSÊNCIAS.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Nas naves do crepúsculo sombrio e profundo,
Velava meu espírito num claustro fecundo.
A saudade erguia seu véu de marfim,
Tecendo silêncios sem princípio ou fim.
Teu nome, relíquia de um tempo perfeito,
Habitava as criptas secretas do peito.
Qual lâmpada antiga de fulgor celeste,
Ardia nas brumas que o destino reveste.
A noite derramava seu manto de ametista,
Sobre a melancolia de minha alma mista.
E os astros, em coro de expressão sidérea,
Cantavam tua graça na amplidão etérea.
Percorri catacumbas de memória e paixão,
Buscando teus vestígios na desolação.
Mas somente encontrei, sob a sombra dispersa,
A liturgia muda de uma dor submersa.
Os lírios pendiam na neblina invernal,
Como páginas frágeis de um missal espectral.
E cada pétala morta que tombava ao chão,
Era um verso perdido da nossa afeição.
Contudo, entre ruínas de severa grandeza,
Floresceu uma estranha e magnífica beleza.
Pois o amor que atravessa a distância e o abandono,
Transforma o sofrimento em áureo trono.
Agora contemplo o horizonte distante,
Com olhar resignado e coração constante.
Porque certas partidas, embora fatais,
Convertem-se em jardins espirituais.
E se a eternidade ocultar teu semblante,
Guardarei tua essência em relicário vibrante.
Pois quem ama verdadeiramente, sem temor,
Faz da própria ausência uma forma de amor.
#poesia #lirismo #romantismo #melancolia #saudade #versos #literatura #amorEterno


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A CATEDRAL DAS AUSÊNCIAS.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Nas naves do crepúsculo sombrio e profundo,
Velava meu espírito num claustro fecundo.
A saudade erguia seu véu de marfim,
Tecendo silêncios sem princípio ou fim.
Teu nome, relíquia de um tempo perfeito,
Habitava as criptas secretas do peito.
Qual lâmpada antiga de fulgor celeste,
Ardia nas brumas que o destino reveste.
A noite derramava seu manto de ametista,
Sobre a melancolia de minha alma mista.
E os astros, em coro de expressão sidérea,
Cantavam tua graça na amplidão etérea.
Percorri catacumbas de memória e paixão,
Buscando teus vestígios na desolação.
Mas somente encontrei, sob a sombra dispersa,
A liturgia muda de uma dor submersa.
Os lírios pendiam na neblina invernal,
Como páginas frágeis de um missal espectral.
E cada pétala morta que tombava ao chão,
Era um verso perdido da nossa afeição.
Contudo, entre ruínas de severa grandeza,
Floresceu uma estranha e magnífica beleza.
Pois o amor que atravessa a distância e o abandono,
Transforma o sofrimento em áureo trono.
Agora contemplo o horizonte distante,
Com olhar resignado e coração constante.
Porque certas partidas, embora fatais,
Convertem-se em jardins espirituais.
E se a eternidade ocultar teu semblante,
Guardarei tua essência em relicário vibrante.
Pois quem ama verdadeiramente, sem temor,
Faz da própria ausência uma forma de amor.
#poesia #lirismo #romantismo #melancolia #saudade #versos #literatura #amorEterno (Marcelo Monteiro)
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Marcelo Monteiro
MISTIFICACÕES e LENDAS.
Nos arredores da inauguração, histórias curiosas corriam pelas vielas de Paris. Alguns diziam que a torre atrairia relâmpagos e chuvas, outros acreditavam que sua sombra faria definhar as plantas. Camponeses se benziam ao vê-la de longe. O novo, como sempre, era envolto por névoas de superstições.
Certa vez, Maupassant, crítico voraz da torre, jantava todos os dias no restaurante da base da torre. Ao ser questionado, respondeu:
“É o único lugar de Paris onde não preciso vê-la.”
VI. O Triunfo nos Dias Atuais: Uma Torre, Um Símbolo, Um Amor.
Hoje, a Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo, recebendo mais de 7 milhões de pessoas por ano. É impossível imaginar Paris sem ela. Um símbolo de amor, de arte, de resistência estética e científica. Nos filmes, nos sonhos, nas fotografias, ela virou alma de uma cidade.
Ao entardecer, quando o céu se veste de ouro, ela cintila como se tivesse engolido estrelas. E é nessa hora que compreendemos: o que outrora foi escárnio tornou-se o coração da cidade luz.
Conclusão: O Espetáculo da Coragem Criadora.
A Torre Eiffel triunfou porque desafiou os limites da mente e os preconceitos da alma. Seu ferro, fundido por mãos humanas, elevou-se como testemunho de um tempo em que a ciência ousou tomar o lugar dos deuses. Ela nos recorda que toda grande criação encontra resistência, e que a beleza, muitas vezes, só é reconhecida quando ultrapassa os olhos e toca o espírito.
De monstro mecânico a musa metálica, ela prova que o amor pela arte não é imediato — mas eterno.
“Na Torre Eiffel, o homem escreveu no céu o seu nome com letras de ferro..


Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Membro desde: 06/02/2023

Biografia: Autodidata, escritor, expositor, musicista, historiador, livre Pensador. Fundador e participante de diversos pontos culturais de sua cidade. Manhumirim - MG.

Frase do Dia

Eu creio no Deus que fez os homens, e não no Deus que os homens fizeram.

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