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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Coleção de Frases e Pensamentos de
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Frases próprias
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770 frases
“
Queria poder dizer tudo o que sinto
Poder lavar a alma e não ser julgada por isso.!
”
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Ama-me embora
eu te pareça áspera e distante.!
”
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Quero poder olhar para o espelho
E não descobrir algo que eu não goste.!
”
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PROFUNDAS NO ESPELHO
Horas de amor profundas, lentas, caladas
Feitas de abraços, profundos e longos
Beijos ardentes, quentes que gelam
Ardem no fogo das noites de volúpia
Noites quentes e frias de inverno
Giestas e fragas, sombra fresca de verão
Sinto a tua alma como um rio calmo
As tuas mãos percorrem o meu corpo
Horas de paixão, profundas, lentas, caladas.!
”
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UM NOVO DIA
Não pergunte porque, e nem qual o motivo
Pare por uns minutos e reze agradecendo
Neste começo de um novo dia
Tenha sempre a esperança em realizar os seus sonhos
A família são e serão o seu alicerce, a base de sua vida
Bendita chuva que limpa o ar e irriga a terra
O sol que enche de vida o nosso planeta
Os professores, que se dedicam a guiar os nossos passos
Os verdadeiros amigos, sem eles nós não caminhamos
Os que nos odeiam, ou carregam inveja ou rancor
Afinal são eles que nos motivam a ser cada dia melhores
O alimento que chega , ele é fruto do trabalho de alguém
As dificuldades e os que te criticam
Eles serão as molas que te impulsionarão para o topo
Os que humilham-te e escravizam-te
São os pobres infelizes que estão secos por dentro
Os que te amam de verdade
É por eles que a vida vale a pena ser vivida
Valorize cada segundo da sua vida
E não o desperdice com lamentações.!!
”
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A JANELA
Da minha janela vejo o mundo lá fora
Pessoas a sorrir, a chorar, a amar
As flores a nascer, florescer e a morrer
Amores e desamores
A sonhar, a chorar, a sorrir e amar
As estações do ano a passarem e a sorrirem
Outono, com as folhas a caírem das árvores
Inverno, com a sua neve cintilante
Primavera, com o despontar da natureza
Verão, sendo o sol e a praia são os reis dos dias
Os legumes e a fruta ganham vida, que nos encantam
Com os seus sabores, odores e aromas.
”
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O IDEAL
A chuva cai com força na lama
Lágrimas de sangue, dor
De todos aqueles que perderam a vida
Por uma causa, por um ideal
Luta desigual entre o aço e a carne
Entre a pátria, família, liberdade
Rasgada por dentro, carne sofrida
Sofrimento atroz, dor que arde
No fogo do inferno, sofrida depois da ida
Guardada depois da vida, dos mártires
Da guerra feita do aço e da carne podre
Sem alma, sem coração, sem honra, sem humildade
Homens sem esperança perdidos, esquecidos, com fome
Com frio, lágrimas de sangue que correm nas veias
Sem medo, sem nada, esperam a paz dada pelo aço.!
”
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O DIA
O dia está triste as lágrimas escorrem
Pelos vidros da janela e limpa a minha alma
A noite chora e brilha escura sem luar
Mergulho nas lembranças sentindo o seu perfume
Voltando aos tempos de criança
Posso correr, dançar, subir aos montes
Sentir-me livre, mergulhar nas águas do rio
Sentir uma voz distinta, que vem ao meu encontro
Tão suave e cristalina, canta melodias, fala de amores
Perdidos no passado das lembranças, de riso e pranto
Das flores colhidas, à beira das estradas, dos caminhos
Amar em ser criança, ser mulher.
”
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O FIM DA TARDE
O fim da tarde cala ou encanta
Canta melodias de alguém com os anseios
Cravados no peito de um punhal ferido
Amo-te sobre uma mesa, sobre a sala severa
Quarto às cegas quando o silêncio fala
Fala à luz de uma garrafa
Garrafa num quarto fechado de desejo
Com as persianas da noite, das nossas solidões
Tarde gloriosa da tua carne, da nossa
Pena, pena com a alma
De um inteligente vinho doce amargo
Bebamos para recordarmos cada dia
Esta gota de ouro num copo num cálice
De cor púrpura, sangue quente nas veias
Neste outono das nossas vidas
Vinho das pipas, barris, garrafas
Adegas perdidas, esquecidas e velhas
Com respeito, desamor e beleza
Prolongadas pelo tempo feitas em milagres
Felicidade que mora, mora em mim em ti
Primavera numa folha nova, nova onde ninguém perde
O anseio numa tarde de prazer, moro em ti, tu em mim
Crueldade nas espadas de uma garrafa
Terra, cântico do fruto degastada no tempo
Cidade cega abundam-te da tua beleza
O fim da tarde cala ou encanta quando o silêncio fala
Fala à luz de uma garrafa cheia de desejos do nosso outono
Vinho doce amargo bebamos para recordarmos cada dia.
”
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Sem vinho
A vida seria
Sem gosto
Sem sabor
”
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As palavras são folhas secas
Silêncio em que as andorinhas voam
”
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Quando morre um poeta
Morrem os sonhos
Nas palavras por escrever
”
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Colhi flores de todas as cores
Mas esperei por ti para beber
Um simples e saboroso café
”
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Lavo a minha alma triste
Num terror latente
De gelado mar de tanta desilusão
”
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Parabéns
Que a brisa perfume
De alegria e de esperança
A sua vida no seu dia a dia
Beijos e abraços
”
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ÉS A MINHA FLOR
No meu deserto, tu és a única flor
Nas minhas veias, agonia sem fim
Tempestades de pó, areia leve, suave
Ar quente, arrepio que percorre
Os meus sentimentos secos
Como uma folha de medo
Prazer e paixão
Quando o inverno chegar navego
Pelas margens do teu corpo
Tu és a flor do meu ser, do deserto
Somos tão frágeis, tão indefesos.
”
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FORMAS DE MULHER
Ser mulher não é ter as formas
De um corpo fascinante
É ter a beleza que o tempo transfigura
E continuar a ser especial
Ser mulher é chorar calada as dores do mundo
Ser mulher é cair e voltar a andar
Ser mulher é saber quando o sol nasce
É conseguir encontrar uma flor no deserto
Ser mulher é ter sido escolhida por Deus
É ter os sentimentos francos
E sentir ainda o fulgor dos seus cabelos brancos
É sentir-se como criança e sonhar como uma mulher
Ser mulher é ter o brilho nos olhos quando a noite chegar.!
”
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OS LOBOS
Oh morte de longas negras vestes
De garras afiadas, foice na mão
Oh amiga esperança que agarra a alma
Que acelera tão forte o coração
Granito polido, escorrido do céu
Soltam uivos de medo ou escuridão
Entre os lobos que anunciam a morte
Largam suspiros arrancados no peito
Capa sombria que lhe cobre o corpo
Fecundadas mágoas das dores sentidas
Lágrimas soltas caídas nas velhas eiras
Nas pedras frias que já cobrem os ossos.
”
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NO MEU PEITO AMOR
No meu peito não cabem
Mais palavras, mais pensamentos
Na minha boca cabe a tua doçura
Onde adoçaste-a com os teus beijos
Hoje está seca e sem gosto
Sem poemas, sem sentimentos
Os meus olhos só vêm a escuridão
O meu corpo vagueia pela noite fria
No meu coração cabe apenas a solidão
Chora de saudade, sem a tua companhia!
”
―
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CAVALEIRO
Sou um cavaleiro
Um viajante perdido
Sozinho, vazio com alma
Só no teu corpo quero encontrar
A minha estrada, o meu caminho
Para reconstruir e recomeçar a viver
Sou o teu cavaleiro que te aquece nos dias frios
Sem sol, nas noites escuras sem lua.
”
―
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O SILÊNCIO É IMENSO
O silêncio é imenso, onde cabem e ressoam
Todas as palavras, redondas e macias
Palavras que iluminam a boca de amor e doçura
Outras com espinhos, dentro do silêncio
São palavras iluminadas, no final arrumo
Nas minhas estantes as minhas cartas antigas
Roídas pelo tempo, arrumo com a lua e vento
Para enfrentar o sol e a tempestade, com uma bússola
Um desejo sobressaltado de um coração em sobressalto
Onde o silêncio é imenso, onde cabem e ressoam
As palavras escritas no papel da mente atiradas ao vento
Poesia seca como uma árvore ao sol
Livro antigo sem ler, navio atolado na areia do mar sem farol
Perdi-me em tantas lágrimas antigas miragens de tristezas
Cobertas, feridas não cicatrizadas
Medo tão crente dor no peito petrificado
Espada trespassada na alma, sombra que jaz na sala
Canto da mente mais calma não mente
Faz no seio o seu porto, rios de sal deixam sulcos
Rugas disfarçam em silêncio
Poesia de choro, onde o coração se perdeu.
”
―
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O MEU DESEJO
O meu desejo por ti é maior que tudo
A minha vontade de sentir-te é tudo
O teu corpo quente não tem limites
Espero-te na minha cama de cetim
Perdida no caminho de flores calorosas
No meu jardim
A minha alma aquecida, adormecida
Pelo teu amor belo e tímido
Os pássaros noturnos cantam uma melodia
Vozes sussurram o teu nome nos meus ouvidos
Eu desejo o teu ardor
Como o Sol deseja o teu corpo junto ao meu
A beleza da alma esta refletida no meu coração
Eu já não respiro mais o ar
Apenas tu meu amor completas-me
O veneno do cálice não me atinge
Porque tu me deixaste imune
Bebamos o doce vinho com prazer amor
O meu desejo por ti é maior que tudo
A minha vontade de sentir-te é tudo.
”
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Senhor
Ajuda-me espalhar
Amor, alegria, fé, esperança
Formando uma corrente positiva
Neste mundo de tanta dor
”
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Pelo mar adentro
Cheios de lágrimas
Sementes desalinhadas
Coração salgado de solidão
Na busca da calma ou do amor
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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O VINHO DOS MORTOS
O vinho dos mortos
Bebamos o vinho dos mortos
Em homenagem a todos nós os vivos
Com as saudades que ficaram
Nas nossas curtas ou longas lembranças
Memórias nunca esquecidas ou perdidas
Não choreis os que já partiram os mortos
Os mortos já esquecidos
Na escuridão das suas sepulturas ou jazigos
Onde cresce à solta as ervas daninhas, relva e silvas
Sobre os corpos adormecidos que agonizam de dor
Que precisam de procurar a paz
A paz para encontrar caminho, caminho
Dos mortos perdidos, esquecidos
Almas sofridas, doridas, perdidas na funda escuridão
E quando o sol dos tristes esquecer os vencidos
Reze e medite orações, calmas, puras e profundas
Para todos aqueles que vivem mudos e esquecidos
No final bebei o vinho dos mortos
Em memória de todos aqueles que já partiram
Para uma nova jornada os mortos ou os vivos.!
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Nascimento:
03 de Abril de 1966
(60 anos)
Membro desde:
18/06/2020
Biografia:
Obras da Autora Amor Flores Esperança em poesia. O Beijo Doce e Salgado da Escrita.
Frase do Dia
“
Também é ser, deixar de ser assim.
”
—
Cecília Meireles
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