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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Coleção de Frases e Pensamentos de
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Frases próprias
Frases de outros autores
770 frases
“
Metade de mim é poema
Verbo, poesia, verdade, amor
A outra é coragem, força
Luta, esperança e fé
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
MÃE
Mãe sou uma flor perfumada
Mas tu és a rainha de todas as flores
E quando as folhas caírem vou chamar por ti mãe
Pois as árvores ficaram feridas e despidas
E mãe teceras os meus sonhos de menina
Tudo que ficou guardada ou esquecido
Tu que me guardaste no teu ventre aquecido
Que vencestes preconceitos, superastes limites
Enfrentastes desafios simplesmente por amor
E quando o outono chegar as árvores estarão despidas
Mas o meu amor por ti será sempre primavera
Pois sou uma flor do teu ventre nascida num jardim perfumado
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
VIVO À SOMBRA
Vivo à sombra
De uma flor
Que não é minha
Mas que me cativa
Vivo na promessa
De um amor
Porque sei
Que é verdade
Vivo no respirar
De uma rosa
Quando me pico
Nos seus espinhos
Vivo feliz
No silêncio
Das palavras
Como uma flor.
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
SEARAS DO MAR PERDIDAS
Falta-me o fôlego já foge-me a luz
Nas searas de bilros que deixam sangue
Estremece-me o corpo de bordar sentir
Rendas brancas da sombra do medo
Olho para lá do labirinto dos espíritos
Cemitério de tantos livros esquecidos
Regaço de negras flores, perdidas em mim
Cesta de verga velha num canto lá de casa
Anjo da alma esquecido entre o inferno
Primata no corpo, reverso em faisca ténue
Voz do silêncio, mendigo de tantos caminhos
Brinco no mar de abraços, onde tu descansas
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
CRISTAIS EM FLOR
São os cristais que me cegam
Nas linhas que vou escrevendo
Entre as lágrimas que cortam as rosas
De negras sedas em enfiadas agulhas
O céu traz-me violinos luminosos
Nos olmos repletos de granizo para amar
Em todos os cristais que me vão cegando
Enquanto já sangram as rosas
Nas luas de plutão de brancas sedas
Que o fogo vai queimado o trigo
Nas papoilas ao vento, cravadas agulhas
Palavras interditas nas lágrimas em flor
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
SOU UM SER
Sou um ser, um verme que cresce
Dentro do ventre de minha mãe
Sem alma, sem coração, sem sentimento
Sem palavras que o vento tenta calar
Ferozmente enquanto se ouve o uivo do lobo
No alto da serra onde tenta sobreviver
Sou talvez um sombra que o nevoeiro tenta cobrir
Sou uma viva alma do coração de alguém
Que bate com força sem saber porquê
Sou um verme nascido do ventre de minha mãe
Um ser com força, coragem e vontade de viver
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Há dias assim
Que deixo o desanimo
Tomar conta do meu coração
E a frustração da minha alma
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Há amores que ficarão
Agarrados na nossa pele
Para sempre
”
―
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“
Não tenha medo de amar
Para deter a sua insanidade
Fora do seu coração
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Vida perdida
Esquecida sem norte
Asa ferida
Amor sem porte
Morte sentida
Numa vida sem sorte
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Há pessoas que embelezam
A vida de quem as rodeia
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
OUTONO MEU
O espelho lembra-me
Todos os dias que a maturidade
Caminha connosco toda a vida
Que nos permite olhar a vida sem ilusões
E aceitar o sofrimento com mais tranquilidade
Fazendo dele a prioridade no retorno com carinho
Como um investimento repleto de luz interior
Na minha velhice anunciada outono meu
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
MEUS AMORES
Os meus filhos
São os meus amores
Onde quer que eu vá
Levo-os sempre comigo
Estão no meu coração
Nos meus pensamentos
Sinto-os em todos os momentos
Em todos os lugares que estou
Eles são a razão da minha vida
Da minha própria existência
Amo-os mais, do que a minha própria vida
Os meus filhos são tudo, tudo
O meu sangue, a minha carne
A minha alegria, a minha felicidade!
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Os lobos não choram
Amam na ardósia preta
É na dor que nasce o amor
E é no amor nasce a dor
Ferimos quem amamos
Amamos que nos fere
Até que a morte venha
Os lobos não choram
Uivam na ardósia preta
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
SER POETA
Vou escrever que ser poeta é ter carne
É morrer em cada página escrita
E renascer de novo num silêncio suicida
Que sangra no seu próprio grito
Ante a glória que dilacera os dedos
Num poema impossível mudo de sentimentos
Desespero frágil como uma súplica
Escrita numa qualquer página escrita por ler
Dos poetas idos que vivem em desespero
Por entre lágrimas caídas nos livros por escrever
Ser poeta é fingir ou não o sangue dos espinhos
Que vivem nas rosas desnudando a alma
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Escrevo para que o lua cresça no meu peito
Escrevo para a chuva nasça dentro de mim
Escrevo para o amor floresça na minha alma
Escrevo que as palavras são virgens vindas de ti
Escrevo para ouvir as palavras que nunca ouvi
Escrevo que as letras formam a palavra amo-te
Escrevo com dor, com alegria em doce poesia
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Ama com os olhos fechados
Reza com o coração aberto
Que a esperança será contagiante
Florindo na tua alma
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
Sempre que se fecha uma porta
Abro o meu coração as flores
Que voltam a nascer na minha alma
Neste caminho que volto a fazer
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
AMOR PRIMAVERIL
Às escuras encontro-te perdido no meu peito
Silêncio nocturno que habita a reclamar um sonho
Cerca-me a afeição num agasalhar da alma
No caminho que vou fazendo no vale dos medos
Raiz de xisto, palavras não ditas ou esquecidas
Pistas soltas de mim mesma, ardósia perdida
Fios cosidos no coração direccionados em mim
Olhar no regaço de floridas rosas envoltas de ti
Amor desarrumado pelas searas de trigo ou centeio
Ainda que por ironia o vento te beijasse primeiro que eu
Sentiria as papoilas a dançar sobre as nuvens de cetim
Lençóis macios onde nos amamos tantas, tantas vezes
Encontro-te agarrado ao meu corpo de branca pele
Linguagem nossa entre tantos momentos de erótico sentir
Às escuras vivemos na raiz do xisto loucas fantasias
Papoilas que morrem nas memórias de um amor primaveril
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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“
ACORDA-ME À NOITE
Acorda-me à noite com desejo
E verga o meu sono com raiva
Que a lubricidade dorme em mim
Tenho ânsia, parir este amor em ti
Amar-te enquanto sangram as rosas
Beijar-te em concupiscência de nós
Êxtase dos nossos corpos esculpidos
Lascívia, camélias, rosas, orquídeas
Embriaguez prometida, êxtase poético
”
―
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Nascimento:
03 de Abril de 1966
(60 anos)
Membro desde:
18/06/2020
Biografia:
Obras da Autora Amor Flores Esperança em poesia. O Beijo Doce e Salgado da Escrita.
Frase do Dia
“
Também é ser, deixar de ser assim.
”
—
Cecília Meireles
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